A Polícia Federal (PF) e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) do Ministério Público da Bahia deflagraram, nesta quinta-feira (16/07/2026), a Operação Versão Brasileira, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa investigada por fraudes contra a Caixa Econômica Federal, utilizando documentos falsificados para abertura de contas bancárias, contratação fraudulenta de empréstimos e posterior ocultação dos valores obtidos.
A investigação contou com o apoio da Centralizadora Nacional de Inteligência de Segurança (CESED) da Caixa Econômica Federal e identificou que o grupo utilizava identidades de terceiros para abrir contas bancárias em agências da instituição financeira. A partir dessas contas, eram contratados empréstimos consignados fraudulentos em nome das vítimas.
Segundo as investigações, foram identificadas, até o momento, cinco contas bancárias abertas com documentos falsificados, utilizadas para obtenção irregular de crédito junto à Caixa Econômica Federal. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 424 mil.
Investigação aponta indícios de lavagem de dinheiro
Além das fraudes bancárias, os investigadores apuraram que parte dos recursos obtidos de forma ilícita foi convertida em moeda estrangeira por meio de corretoras de câmbio.
De acordo com a investigação, essas operações representam indícios de lavagem de dinheiro e de possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional, ampliando o alcance das apurações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da Bahia.
Os trabalhos também permitiram identificar integrantes do grupo responsáveis pela utilização das identidades falsas, pela movimentação das contas bancárias fraudadas e pela realização de operações financeiras destinadas à ocultação da origem dos recursos.
Mandados são cumpridos em Salvador
Durante a operação realizada nesta quinta-feira (16/07/2026), estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, todos na cidade de Salvador, na Bahia.
As ordens judiciais foram expedidas pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia, responsável pela condução das medidas cautelares relacionadas ao caso.
A ação integra o conjunto de medidas adotadas para reunir provas, identificar todos os envolvidos e interromper a atuação da organização investigada.
Investigados poderão responder por quatro crimes
Conforme informado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da Bahia, os investigados poderão responder, conforme a participação individual de cada um, pelos crimes de:
- Estelionato contra instituição financeira;
- Associação criminosa;
- Lavagem de dinheiro;
- Crimes contra o sistema financeiro nacional.
As investigações permanecem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos, ampliar o rastreamento dos recursos movimentados e apurar a extensão dos prejuízos causados à instituição financeira e às vítimas cujas identidades teriam sido utilizadas de forma fraudulenta.







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