O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) questionou, nesta sexta-feira (28/08/2026), a ausência do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) na estreia da propaganda eleitoral gratuita da chapa majoritária de ACM Neto (União) no rádio. Segundo o parlamentar, o candidato à Presidência da República, integrante do principal partido aliado à candidatura de Neto, também não apareceu na propaganda do correligionário João Roma (PL).
A estreia da propaganda eleitoral ocorreu na manhã desta sexta-feira e apresentou a participação dos candidatos da coligação. De acordo com Rosemberg, Flávio Bolsonaro ficou fora tanto do programa de ACM Neto quanto da peça eleitoral de João Roma, que se apresentou como “senador de Neto”.
O deputado, que exerce a função de líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), afirmou que a ausência do candidato presidencial seria uma decisão da equipe responsável pela comunicação da campanha. Rosemberg interpretou a escolha como uma tentativa de reduzir a associação entre ACM Neto e o campo político representado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.
Rosemberg questiona estratégia eleitoral da chapa
Ao comentar a estreia da propaganda, Rosemberg Pinto afirmou que a estratégia de comunicação adotada pela campanha de ACM Neto não seria suficiente para alterar a percepção política sobre o candidato. O deputado associou a trajetória política de Neto ao campo da direita e fez referências à atuação de integrantes de sua família na política baiana.
“Mesmo sendo o candidato à presidência do PL, principal partido aliado a Neto, responsável pela maior fatia de tempo da coligação, Flávio Bolsonaro foi excluído do programa do ex-prefeito e até da propaganda do correligionário João Roma”, afirmou Rosemberg.
Na avaliação do parlamentar, a decisão de não incluir Flávio Bolsonaro na propaganda não afastaria a candidatura de ACM Neto do posicionamento político que ele atribui ao ex-prefeito de Salvador. Rosemberg declarou que “ACM Neto tem a extrema-direita no DNA” e citou declarações atribuídas ao candidato relacionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As declarações fazem parte da crítica política apresentada pelo deputado à estratégia eleitoral da chapa. Não há, no texto divulgado, manifestação da campanha de ACM Neto ou de Flávio Bolsonaro sobre as acusações feitas por Rosemberg, nem explicação oficial sobre os critérios utilizados para definir a participação dos candidatos na propaganda de rádio.
Ausência de Flávio Bolsonaro é associada à aliança entre PL e União
Rosemberg também relacionou a ausência de Flávio Bolsonaro ao peso político do PL na composição eleitoral da chapa de ACM Neto. Segundo o deputado, o partido seria responsável pela maior parcela do tempo de propaganda da coligação, embora seu principal candidato à Presidência não tenha participado da estreia.
A crítica também alcançou João Roma, candidato do PL ao Senado pela Bahia. De acordo com Rosemberg, Roma participou da propaganda e se apresentou como “senador de Neto”, mas não incluiu Flávio Bolsonaro em sua peça eleitoral.
A avaliação apresentada pelo líder do governo na ALBA é de que a estratégia de comunicação privilegiaria a candidatura de ACM Neto em detrimento da exposição de aliados. Rosemberg afirmou que o candidato utilizaria o tempo de rádio e os recursos do fundo eleitoral, mas manteria como prioridade sua própria candidatura.
Deputado prevê reação do eleitorado baiano
Na conclusão de sua manifestação, Rosemberg Pinto afirmou que a estratégia adotada pela campanha não teria capacidade de modificar a percepção que, segundo ele, existe entre os eleitores baianos sobre o posicionamento político de ACM Neto.
“Aproveita-se do tempo de mídia e dinheiro do fundo eleitoral, mas a prioridade é sempre ele”, declarou o deputado.
Em seguida, afirmou que ACM Neto voltaria a enfrentar dificuldades eleitorais e classificou o candidato como “anti-Lula”, atribuição feita por Rosemberg no contexto de sua crítica.
As declarações ocorrem durante o período de propaganda eleitoral gratuita no rádio, etapa da campanha em que as coligações apresentam candidatos e propostas aos eleitores. A participação ou ausência de determinados nomes nas peças de rádio pode ser definida pelas estratégias de comunicação das próprias campanhas, conforme a organização de seus programas eleitorais.
A controvérsia relatada por Rosemberg coloca em discussão a relação política entre União e PL na Bahia, especialmente em uma eleição na qual alianças estaduais e candidaturas nacionais podem compartilhar estruturas de campanha e tempo de propaganda. Até o momento, no material apresentado, não consta posicionamento de ACM Neto, João Roma ou Flávio Bolsonaro sobre a crítica.








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