O Dia do Estagiário, celebrado em 18 de agosto (18/08/2026), foi marcado pela Fundação Hospitalar de Feira de Santana com destaque para a atuação de estudantes, residentes e bolsistas no Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS), o Hospital da Mulher. A unidade municipal reúne atualmente cerca de 145 estudantes de áreas gerais da saúde, além de internos de Medicina e bolsistas.
A data é relacionada à assinatura do Decreto nº 87.497, de 1982, que regulamentou a legislação de estágio vigente à época. No Hospital da Mulher, a atividade prática envolve áreas como Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição e Psicologia, além da formação médica e de especializações.
Segundo a diretora-presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, o HIPS possui atualmente 127 internos de Medicina, 47 bolsistas e atividades de especialização em Ginecologia e Obstetrícia, enquanto a instituição avança no processo de reconhecimento como Hospital Escola.
Integração entre estudantes e equipes de saúde
Para o médico pediatra e preceptor dos estagiários de Medicina do HIPS, Filipe Cardoso, a experiência prática amplia o aprendizado obtido nas instituições de ensino. Ele destaca a participação dos estudantes em atividades realizadas em conjunto com profissionais efetivos, residentes e equipes multiprofissionais.
A formação também inclui atividades relacionadas à Neonatologia e à Ginecologia Obstétrica, áreas nas quais os estudantes acompanham a rotina hospitalar e desenvolvem conhecimentos aplicados à assistência. Segundo o preceptor, a interação entre os diferentes profissionais contribui para a troca de conhecimentos durante o processo de formação.
Filipe Cardoso ressalta ainda a importância da comunicação entre profissionais, residentes e estudantes para a integração das equipes. Nesse contexto, a formação prática inclui aspectos relacionados à assistência aos pacientes e à humanização do atendimento.
Estágio acompanha diferentes etapas da assistência
No Hospital da Mulher, os estudantes podem acompanhar diferentes fases do atendimento à gestante. De acordo com Filipe Cardoso, a experiência começa no acolhimento na sala de parto ou na emergência, passa pelo acompanhamento durante o nascimento e inclui a observação de possíveis patologias e complicações.
A rotina também permite aos acadêmicos desenvolver raciocínio clínico, elaboração de hipóteses diagnósticas e acompanhamento da evolução dos pacientes. As atividades podem continuar nas enfermarias e, posteriormente, no atendimento ambulatorial.
Para o preceptor, a passagem por diferentes setores permite ao estudante conhecer etapas distintas da assistência hospitalar e adquirir experiência relacionada à atuação profissional.
Residentes relatam experiências durante a formação
A residente em Pediatria no Complexo Materno Infantil, Kêmille Alves, afirma que a experiência prática contribui para sua formação. Segundo ela, o contato com os pacientes e a interação com médicos preceptores e outros estudantes fazem parte da rotina de aprendizado.
A residente também relata que a formação inclui atividades no Complexo Materno Infantil, na área de Pediatria, e posteriormente contato com a complexidade da Ginecologia.
A estagiária Michaelle dos Santos Nascimento destaca a comunicação e o trabalho em equipe como elementos presentes na rotina do estágio. Para ela, a interação com os profissionais de saúde facilita o esclarecimento de dúvidas e o desenvolvimento das atividades.
Experiência de estágio pode resultar em contratação
A trajetória da farmacêutica Edilaine Silva exemplifica uma possibilidade de continuidade profissional após a experiência como bolsista. Ela permaneceu um ano e seis meses no Hospital da Mulher e posteriormente foi contratada para atuar na área de Farmácia Clínica.
Durante sua passagem pela unidade, Edilaine acompanhou a implantação do serviço de Farmácia Clínica na UTI, inicialmente com cobertura de nove leitos. Após a contratação, passou a atuar como farmacêutica titular e posteriormente assumiu a coordenação do setor.
O serviço também foi ampliado para o bloco neonatal, com acompanhamento de dez leitos, além de atividades de reconciliação medicamentosa na enfermaria A e validação de prescrições nas enfermarias B e C.
Farmácia Clínica integra ações de segurança do paciente
De acordo com Edilaine Silva, a atuação da Farmácia Clínica busca contribuir para a segurança da prescrição e prevenção de possíveis erros relacionados aos medicamentos antes que eles cheguem aos pacientes.
A profissional afirma que a experiência no Hospital da Mulher contribuiu para sua formação e para a continuidade da carreira. Atualmente, ela possui pós-graduação em Farmácia Hospitalar e Clínica e atua como farmacêutica clínica na UTI Neonatal.
O percurso também demonstra uma das possibilidades de integração entre formação prática e inserção profissional. No caso relatado, a experiência como bolsista foi seguida pela contratação e pela progressão para a coordenação do setor de Farmácia Clínica.
Formação reúne ensino, serviço público e assistência
Ao destacar o Dia do Estagiário, a Fundação Hospitalar de Feira de Santana apresenta a participação de estudantes, residentes e bolsistas como parte da relação entre instituições de ensino e serviços públicos de saúde.
No Hospital da Mulher, essa integração envolve diferentes áreas profissionais, atividades práticas e acompanhamento de pacientes em setores como emergência, sala de parto, enfermarias, ambulatório, Pediatria, Ginecologia, Neonatologia e Farmácia Clínica.
Os relatos apresentados pela direção, pelos preceptores, residentes, estagiários e profissionais que passaram pelo programa mostram que a experiência hospitalar é utilizada como componente da formação acadêmica e pode, em determinados casos, contribuir para a continuidade da trajetória profissional dentro da própria unidade.








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