Ex-rodoviários de Feira de Santana estão há 11 anos sem receber direitos trabalhistas

Ex-funcionários de empresas que atuaram no transporte coletivo de Feira de Santana completam 11 anos sem receber direitos trabalhistas após as empresas suspenderem as atividades sob alegação de falência. A situação foi novamente levada à Câmara Municipal pelo vereador Jorge Oliveira (PRD), que cobrou uma solução para os processos e o pagamento dos valores devidos aos trabalhadores.

Segundo o parlamentar, aproximadamente 1.200 ex-funcionários permanecem envolvidos na busca por uma definição judicial. O grupo reúne profissionais que trabalharam durante anos no sistema de transporte coletivo do município e que ainda aguardam o desfecho das ações relacionadas aos direitos trabalhistas.

Durante a sessão da Câmara Municipal realizada nesta quarta-feira (19/08/2026), Jorge Oliveira afirmou que a demora na resolução do caso mantém os trabalhadores sem acesso aos valores reivindicados. O vereador também fez críticas à atuação da entidade sindical que representava a categoria, atribuindo ao sindicato parte dos entraves para a conclusão do processo.

Processos continuam na Justiça

A situação envolve ex-rodoviários de empresas que deixaram de operar no transporte coletivo de Feira de Santana após alegarem dificuldades financeiras e falência. Desde então, os trabalhadores buscam na Justiça o reconhecimento e o pagamento dos direitos trabalhistas pendentes.

De acordo com Jorge Oliveira, os processos permanecem sem uma solução definitiva para os trabalhadores. A demora se estende por 11 anos, período em que motoristas, despachantes e outros profissionais vinculados às empresas continuam aguardando o recebimento dos valores.

O vereador defendeu a necessidade de uma solução que permita encerrar a pendência e garantir o pagamento dos direitos reconhecidos aos trabalhadores. O tema voltou ao debate legislativo diante da permanência dos processos judiciais e da ausência de uma conclusão para os ex-funcionários.

Tentativa de acordo com a Prefeitura

O vereador Edvaldo Lima (União) também se manifestou sobre o caso. Segundo ele, houve uma tentativa de buscar uma solução junto à Prefeitura de Feira de Santana, com o objetivo de encaminhar administrativamente a situação dos ex-rodoviários.

Ainda conforme Edvaldo Lima, o sindicato recorreu à Justiça durante esse processo, movimento que teria interrompido as negociações administrativas. O parlamentar afirmou que, diante desse cenário, a expectativa é pela construção de um acordo entre as partes envolvidas.

A proposta defendida pelos vereadores é que um entendimento permita avançar na resolução da pendência e possibilite aos trabalhadores o recebimento dos direitos trabalhistas ainda não pagos.

Cerca de 1.200 trabalhadores aguardam definição

O número estimado de 1.200 ex-funcionários dimensiona o alcance da questão. Entre os trabalhadores estão motoristas, despachantes e outros profissionais que integraram as equipes das empresas responsáveis pelo transporte coletivo municipal.

O caso permanece relacionado a processos que tramitam na Justiça, enquanto representantes políticos defendem a busca de uma alternativa negociada. A expectativa manifestada na Câmara é de que as partes possam construir um acordo capaz de viabilizar o pagamento dos valores devidos.

Até as informações apresentadas na sessão desta quarta-feira, não foi indicada uma data para conclusão dos processos ou para eventual pagamento aos trabalhadores. Também não foram apresentados, no material fornecido, os valores totais das dívidas trabalhistas ou detalhes sobre o andamento individual de cada ação.

Entenda o caso

  • Tempo de espera: 11 anos;
  • Trabalhadores envolvidos: cerca de 1.200 ex-funcionários;
  • Setor: transporte coletivo de Feira de Santana;
  • Categorias citadas: motoristas, despachantes e outros trabalhadores;
  • Situação: processos judiciais ainda aguardam definição;
  • Debate na Câmara: vereadores Jorge Oliveira (PRD) e Edvaldo Lima (União);
  • Proposta defendida: construção de um acordo para viabilizar o pagamento dos direitos trabalhistas.

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