O pré-natal de alto risco tem papel fundamental na prevenção de complicações durante a gestação, permitindo o diagnóstico precoce de doenças que podem comprometer a saúde da mãe e do bebê. Em Feira de Santana, a Prefeitura, por meio da Fundação Hospitalar de Feira de Santana (FHFS), mantém uma rede especializada de atendimento no Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher), oferecendo acompanhamento multiprofissional desde o diagnóstico até o pós-parto.
Em 2025, o Ambulatório de Saúde da Mulher (ASM) realizou 3.053 atendimentos de pré-natal de alto risco, contemplando gestantes de Feira de Santana e de municípios pactuados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O serviço atende mulheres com condições como diabetes gestacional, hipertensão arterial, alterações fetais e outras situações clínicas que exigem monitoramento contínuo.
O atendimento especializado integra a política municipal de assistência materno-infantil e busca reduzir os riscos de partos prematuros, complicações obstétricas e mortalidade materna e neonatal por meio do acompanhamento médico, de enfermagem, psicológico e multiprofissional.
Enfermaria A amplia suporte às gestantes antes do parto
Entre as estruturas voltadas ao atendimento especializado está a Enfermaria A, instalada no Hospital da Mulher, destinada às gestantes de média complexidade que necessitam permanecer internadas até o nascimento do bebê para garantir estabilidade clínica.
O setor oferece assistência médica permanente, cuidados de enfermagem, acompanhamento psicológico, atendimento multiprofissional e tratamento medicamentoso, proporcionando suporte às pacientes durante o período de internação.
Os dados da Fundação Hospitalar demonstram o crescimento da demanda pelo serviço. Em 2025, a Enfermaria A contabilizou 627 internações de gestantes de alto risco. Entre janeiro e junho de 2026, já foram registradas 356 internações, indicando a continuidade da procura pelo atendimento especializado.
Hospital da Mulher atende gestantes de Feira de Santana e região
Segundo a diretora-presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, o Hospital da Mulher mantém atendimento permanente às gestantes que procuram a unidade, realizando os encaminhamentos necessários para serviços de maior complexidade quando indicado.
De acordo com a gestora, a existência da Enfermaria A amplia a segurança das pacientes que necessitam permanecer internadas antes do parto, garantindo monitoramento clínico até o momento do nascimento.
As gestantes chegam à unidade encaminhadas pela rede municipal de saúde e pelos municípios pactuados, após avaliação realizada durante o acompanhamento pré-natal.
Indicadores reforçam importância do pré-natal especializado
Os números registrados pelo Hospital da Mulher evidenciam o volume de atendimentos prestados na assistência obstétrica. Em 2025, a unidade realizou 57.397 atendimentos na emergência obstétrica.
Desse total, aproximadamente 1% das pacientes foi classificado como alto risco (pulseira vermelha). Outras 12.254 gestantes (12%) receberam classificação de médio risco (pulseira amarela).
A maior parte dos atendimentos correspondeu a pacientes classificadas como baixo risco clínico. Foram 37.508 mulheres (65%) identificadas com pulseira verde, além de 4.640 atendimentos classificados com pulseira azul e 2.280 com pulseira laranja, utilizada para casos que exigem maior monitoramento.
Ainda em 2025, o Hospital da Mulher realizou 6.857 partos, sendo 11% deles de bebês prematuros, indicador que reforça a necessidade do acompanhamento especializado durante toda a gestação.
Pacientes relatam experiência durante o acompanhamento
Internada na Enfermaria A, Nadja Marília Aleixo Monteiro, de 31 anos, moradora do distrito de Humildes, permanece sob acompanhamento após apresentar perda de líquido com 31 semanas de gestação e desenvolver diabetes gestacional. Durante a internação, ela participa de atividades terapêuticas promovidas pela equipe multiprofissional.
Outra paciente atendida é Daniela Silva de Oliveira, de 43 anos, moradora do bairro Jardim Cruzeiro, que foi encaminhada ao Hospital da Mulher após o diagnóstico de diabetes gestacional durante o pré-natal. Ela permanece internada aguardando o nascimento do quinto filho e informou que também foi encaminhada para realização de laqueadura após o parto.
Segundo a equipe da unidade, além do tratamento clínico, as pacientes recebem acompanhamento psicológico, orientações de enfermagem e atividades terapêuticas voltadas ao acolhimento durante a internação.
Assistência multiprofissional fortalece cuidado materno-infantil
A enfermeira responsável pela Enfermaria A, Hênica Soares Alves da Costa, informou que o setor dispõe atualmente de 16 leitos destinados às gestantes que necessitam de observação contínua antes do parto.
Segundo a profissional, o período de permanência varia conforme a evolução clínica de cada paciente, permitindo que a equipe acompanhe continuamente a saúde da gestante e do bebê até o nascimento.
A estrutura integra as ações desenvolvidas pela Prefeitura de Feira de Santana e pela Fundação Hospitalar, voltadas à ampliação da assistência obstétrica, ao fortalecimento do pré-natal especializado e à promoção da saúde materna e infantil.
*Com informações








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