O pianista paulista Leonardo Hilsdorf volta a se apresentar como solista da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) nesta sexta-feira (21/08/2026), em Santo Amaro, e no domingo (23/08/2026), em Salvador. Os concertos integram a programação da Orquestra e marcam o reencontro do músico com o grupo que fez parte de sua trajetória desde o início da carreira.
A primeira relação de Hilsdorf com a OSBA ocorreu há mais de duas décadas, quando o pianista venceu o Concurso de Jovens Solistas da Orquestra, realizado no período em que Salomão Rabinovitz, que posteriormente deu nome à premiação, atuava como spalla da Sinfônica.
Desde então, Hilsdorf desenvolveu carreira com apresentações em salas de concerto do Brasil, Europa e Estados Unidos. Entre os espaços onde já se apresentou estão o Concertgebouw, em Amsterdã; Maison de la Radio, em Paris; Beethoven-Haus, em Bonn; Flagey e Bozar, em Bruxelas; Sala São Paulo e Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Concertos terão Rachmaninoff, Villa-Lobos e Manuel de Falla
O primeiro concerto será realizado nesta sexta-feira (21/08/2026), às 19h30, no Teatro Dona Canô, em Santo Amaro. A apresentação faz parte do projeto OSBA na Estrada, iniciativa que leva a Orquestra a municípios do interior da Bahia, e ocorre no teatro recentemente reinaugurado.
Hilsdorf será solista sob a regência do maestro Carlos Prazeres. O repertório inclui a “Rapsódia sobre um tema de Paganini, Op. 43”, de Sergei Rachmaninoff, obra que será apresentada também no concerto de Salvador.
A programação contempla ainda as “Bachianas Brasileiras nº 8”, de Heitor Villa-Lobos, e obras relacionadas à celebração dos 150 anos de nascimento do compositor espanhol Manuel de Falla. O programa reúne, dessa forma, compositores de diferentes tradições da música de concerto.
Apresentação em Salvador terá entrada gratuita
O segundo encontro entre Hilsdorf e a OSBA está marcado para domingo (23/08/2026), às 11h, no Santuário Nossa Senhora de Fátima, no Colégio Antônio Vieira, em Salvador. A apresentação terá entrada gratuita.
A participação do pianista nos dois concertos ocorre sob a regência de Carlos Prazeres, que destacou o retorno do músico à Orquestra e a trajetória construída desde sua participação no concurso de jovens solistas.
Hilsdorf também teve experiência internacional como solista residente durante dois anos na Chapelle Musicale Reine Elisabeth, na Bélgica, período em que trabalhou com a pianista portuguesa Maria João Pires, apontada como sua mentora. Em 2016, recebeu o reconhecimento de Jovem Talento do Ano pela Revista CONCERTO.
Pianista pesquisa obra de José Siqueira
Além da carreira internacional, Hilsdorf mantém atuação relacionada ao repertório da música brasileira. Atualmente, o pianista trabalha na gravação da obra completa para piano de José Siqueira, compositor e maestro paraibano.
A pesquisa sobre a produção nacional também está presente no programa dos concertos com a OSBA. As Bachianas Brasileiras nº 8, de Villa-Lobos, serão apresentadas ao lado da obra de Rachmaninoff e das peças relacionadas a Manuel de Falla.
A escolha do repertório acompanha uma trajetória do pianista marcada pela inclusão de compositores brasileiros em seus programas e gravações, associando a circulação internacional a trabalhos voltados à produção musical do país.
Hilsdorf destaca aproximação da OSBA com o público
Ao comentar sua relação com a Orquestra Sinfônica da Bahia, Hilsdorf destacou a proposta da OSBA de ampliar a presença da música sinfônica junto ao público e às comunidades.
Para o pianista, iniciativas como o projeto OSBA na Estrada representam uma forma de aproximar a orquestra das pessoas e de considerar as características culturais brasileiras na construção das atividades musicais.
“A verdade é que uma orquestra sinfônica, ainda mais uma orquestra sinfônica pública, trabalha para servir às pessoas, às comunidades”, afirmou Hilsdorf.
OSBA é corpo artístico público do Teatro Castro Alves
Criada em 30 de setembro de 1982, a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) é um corpo artístico do Teatro Castro Alves. O processo de publicização da Orquestra foi consolidado em abril de 2017.
Desde então, a Associação Amigos do Teatro Castro Alves (ATCA), entidade sem fins lucrativos qualificada como Organização Social, realiza a gestão da OSBA.
A Orquestra permanece como corpo artístico público e é mantida com recursos diretos do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).








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