Mostra Olney São Paulo – 90 Anos integra programação do FLIFS Itinerante com sessões gratuitas de cinema e debates em Feira de Santana

O Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA/UEFS) e o FLIFS Itinerante promovem, nos dias 6, 13 e 20 de agosto de 2026, a Mostra Olney São Paulo – 90 Anos, iniciativa que reúne exibições de filmes e rodas de conversa em homenagem ao cineasta baiano Olney São Paulo, que viveu em Feira de Santana e registrou aspectos da cidade e da cultura baiana em sua produção cinematográfica.

As atividades serão realizadas sempre às 19h, com entrada gratuita, no Teatro Universitário do CUCA e no Teatro do Sesc Feira Centro. A programação integra as ações preparatórias para o Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS 2026), previsto para ocorrer entre os dias 25 e 30 de agosto de 2026, no Centro de Convenções de Feira de Santana.

A mostra celebra os 90 anos de nascimento de Olney São Paulo, reconhecido por sua atuação como cineasta e escritor, cuja obra abordou temas sociais e culturais relacionados à Bahia e, especialmente, a Feira de Santana.

Programação reúne filmes e rodas de conversa com pesquisadores e cineastas

A programação contempla a exibição de produções representativas da trajetória de Olney São Paulo, incluindo os filmes “Como Nasce uma Cidade” (1973), “Grito da Terra” (1964), “Manhã Cinzenta” (1969), “Um Crime na Rua” (1955) e “O Forte” (1974).

Também será exibido o documentário “Sinais de Cinza: A Peleja de Olney Contra o Dragão da Maldade” (2023), dirigido pelo cineasta Henrique Dantas, que aborda a trajetória artística e pessoal de Olney São Paulo.

Após cada sessão, o público poderá participar de rodas de conversa com professores, pesquisadores, memorialistas e cineastas convidados para discutir a obra, a produção cinematográfica e a contribuição cultural do homenageado.

Sessões serão realizadas em dois espaços culturais

A abertura da mostra acontece na quinta-feira (06/08/2026), às 19h, no Teatro Universitário do CUCA, com a exibição dos filmes “Como Nasce uma Cidade”, de 11 minutos, e “Grito da Terra”, de 83 minutos.

Na sequência, será realizada uma roda de conversa com mediação do professor doutor Marcos Botelho, além da participação do memorialista Dimas Oliveira e do professor doutor Clóvis Ramaiana. A classificação indicativa da sessão é de 14 anos.

A segunda sessão ocorrerá na quinta-feira (13/08/2026), às 19h, no Teatro do Sesc Feira Centro, com a exibição de “Manhã Cinzenta” (1969) e do documentário “Sinais de Cinza: A Peleja de Olney Contra o Dragão da Maldade” (2023). O debate contará com mediação do professor doutor Yves São Paulo, participação do cineasta Henrique Dantas e do professor doutor Cláudio Novaes.

Última sessão encerra programação no Teatro Universitário do CUCA

O encerramento da mostra será realizado na quinta-feira (20/08/2026), às 19h, no Teatro Universitário do CUCA, com a exibição dos filmes “Um Crime na Rua” (1955) e “O Forte” (1974).

Após as exibições, haverá roda de conversa mediada pelo professor doutor Francisco Gabriel Rêgo, com participação do professor mestre Alisson Santana e do professor mestre Roberto Bonfim. A classificação indicativa desta sessão é de 12 anos.

As atividades fazem parte da programação do FLIFS Itinerante, projeto que promove ações culturais em diferentes espaços da cidade antes da realização da 19ª edição do festival.

Olney São Paulo marcou a história do cinema baiano

Olney Alberto São Paulo nasceu em 07 de agosto de 1936, em Riachão do Jacuípe, e mudou-se para Feira de Santana em 1948, cidade onde desenvolveu parte de sua formação intelectual e artística e atuou como funcionário do Banco do Brasil.

Influenciado pelo neorrealismo italiano, participou do Cinema Novo e integrou o Ciclo Baiano de Cinema, produzindo obras voltadas às questões sociais e à cultura popular brasileira.

Durante o regime militar, foi preso em decorrência da repercussão do filme “Manhã Cinzenta” (1969). Olney São Paulo faleceu em 15 de fevereiro de 1978, aos 41 anos, no Rio de Janeiro, deixando uma contribuição para a história do cinema brasileiro e da produção audiovisual baiana.


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