Nesta quinta-feira (27/08/2026), nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas sobre o cenário eleitoral da Bahia aponta ACM Neto com 48,6% das intenções de voto para governador no principal cenário estimulado, diante de 40,1% de Jerônimo Rodrigues, diferença de 8,5 pontos percentuais. Para o Senado, em pergunta que permitia a indicação de até dois nomes, Rui Costa registra 43,5%, Jaques Wagner 32,2%, João Roma 26,6% e Angelo Coronel 25,1%. O levantamento também mostra que 53,4% aprovam a administração de Jerônimo, enquanto 43,6% desaprovam. Foram entrevistados 1.400 eleitores em 62 municípios, entre 23 e 25/08/2026, com margem estimada de erro de aproximadamente 2,7 pontos percentuais para os resultados gerais e grau de confiança de 95%.
ACM Neto mantém liderança, mas diferença para Jerônimo recua
No cenário 1, que reúne oito nomes, ACM Neto aparece com 48,6%, seguido por Jerônimo Rodrigues, com 40,1%. Estêvão e Maria Bona registram 0,5% cada; Ronaldo Mansur, 0,4%; e Aroldo Felix, 0,2%. Outros 5,6% declararam voto em nenhum dos nomes, branco ou nulo, enquanto 4,0% não souberam ou não opinaram.
A série comparativa apresentada pelo próprio instituto mostra uma redução recente da distância entre os dois primeiros colocados. Em maio, ACM Neto tinha 47,8%, contra 38,7% de Jerônimo, vantagem de 9,1 pontos. Em julho, o placar passou para 49,2% a 37,5%, ampliando a diferença para 11,7 pontos. Na primeira rodada de agosto reproduzida no relatório, Neto marcava 48,9% e Jerônimo, 38,7%, distância de 10,2 pontos. Na pesquisa atual, a diferença diminuiu para 8,5 pontos.
No conjunto das quatro pesquisas comparadas pelo Paraná Pesquisas, 40,1% é o maior percentual de Jerônimo Rodrigues no cenário 1, enquanto os 48,6% de ACM Neto ficam abaixo dos 49,2% registrados em julho e dos 48,9% da rodada anterior de agosto.
A variação entre as duas pesquisas de agosto é de 1,4 ponto percentual para cima para Jerônimo e de 0,3 ponto para baixo para ACM Neto, provocando uma redução de 1,7 ponto na distância entre ambos. Esses números descrevem a movimentação observada na série do instituto e, isoladamente, não permitem antecipar o resultado eleitoral.
Cenário com apenas ACM Neto e Jerônimo mantém vantagem de 8,3 pontos
No cenário estimulado restrito aos dois principais nomes, ACM Neto alcança 49,3% e Jerônimo Rodrigues, 41,0%. Votos em nenhum, branco ou nulo representam 6,0%, e 3,7% não sabem ou não opinaram.
A diferença nesse confronto é de 8,3 pontos percentuais. Na rodada anterior de agosto reproduzida na pesquisa, ACM Neto aparecia com 50,9% e Jerônimo com 40,0%, uma distância de 10,9 pontos. Assim, entre os dois levantamentos de agosto comparados pelo instituto, a diferença caiu 2,6 pontos, resultado da redução de 1,6 ponto de Neto e do crescimento de 1 ponto de Jerônimo.
A pesquisa também apresenta um segundo cenário com outros postulantes. Nessa configuração, ACM Neto obtém 48,5%, Jerônimo mantém 40,1%, Ariel Capistrano registra 0,6%, Maria Bona 0,5%, Ronaldo Mansur 0,4% e Aroldo Felix 0,3%. Branco, nulo ou nenhum somam 5,6%, e 4,0% não souberam responder.
Pesquisa espontânea mostra ACM Neto com 34,4% e elevado número de indecisos
Quando os entrevistados não recebem uma lista com nomes, ACM Neto aparece com 34,4% das menções espontâneas, contra 26,3% de Jerônimo Rodrigues.
Nesse modelo de pergunta, 31,5% não souberam ou não opinaram, enquanto 6,6% responderam ninguém, branco ou nulo. Aroldo Felix, Estêvão, Maria Bona e Ronaldo Mansur aparecem com 0,1% cada, e outros nomes citados totalizam 0,9%.
O volume de 31,5% de eleitores sem resposta espontânea definida é significativamente maior do que o observado nos cenários estimulados, nos quais a apresentação da lista reduz o grupo de indecisos para cerca de 4%.
Recortes do eleitorado revelam diferenças entre idade, escolaridade e situação econômica
Os cruzamentos apresentados pelo Paraná Pesquisas indicam comportamentos distintos entre grupos demográficos. No cenário com apenas ACM Neto e Jerônimo, o ex-prefeito aparece à frente entre eleitores de 25 a 34 anos, com 53,9% contra 35,2%; de 35 a 44 anos, com 53,7% contra 38,1%; e de 45 a 59 anos, com 49,5% contra 39,8%.
Jerônimo, por sua vez, aparece numericamente à frente entre os eleitores de 16 a 24 anos, com 47,0% contra 42,6%, e entre aqueles com 60 anos ou mais, com 46,6% contra 44,9%.
A escolaridade também apresenta diferenças. Entre entrevistados com ensino fundamental, Jerônimo registra 45,3%, contra 43,7% de Neto. No ensino médio, ACM Neto alcança 51,3%, diante de 39,3% do governador. Entre aqueles com ensino superior, a vantagem do oposicionista aumenta: 57,1% a 35,2%.
Entre os integrantes da População Economicamente Ativa (PEA), ACM Neto aparece com 54,2%, enquanto Jerônimo registra 35,9%. Entre os entrevistados classificados como não PEA, a relação se inverte: Jerônimo alcança 49,5%, contra 41,1% de Neto.
O relatório também cruza intenção de voto com participação recente em celebrações religiosas. Entre os que responderam ter participado de missa, culto ou outra cerimônia nos dez dias anteriores à entrevista, ACM Neto marca 55,2% e Jerônimo, 35,3%. Entre aqueles que não participaram, o governador aparece com 46,4%, contra 43,6% do adversário.
ACM Neto registra menor rejeição e maior voto consolidado
Outro bloco da pesquisa mede o chamado potencial eleitoral dos dois principais nomes. Para ACM Neto, 39,7% afirmam que com certeza votariam nele para governador, enquanto 22,4% dizem que poderiam votar. Outros 35,2% declaram que não votariam nele de jeito nenhum. 1,5% afirmam não conhecê-lo suficientemente para opinar e 1,2% não sabem ou não responderam.
No caso de Jerônimo Rodrigues, 28,6% dizem que certamente votariam no governador e 27,6% afirmam que poderiam votar nele. A rejeição declarada chega a 41,9%; 0,7% dizem não conhecê-lo suficientemente, e 1,1% não opinaram.
A comparação direta mostra que ACM Neto possui 11,1 pontos percentuais a mais no grupo que declara voto certo e uma rejeição 6,7 pontos menor. Jerônimo, entretanto, registra percentual maior entre aqueles que respondem que ainda “poderiam votar” nele: 27,6% contra 22,4%.
Os indicadores ajudam a explicar parte da vantagem registrada por Neto nos cenários de intenção de voto. Ao mesmo tempo, a parcela de eleitores que admite considerar Jerônimo constitui um contingente numericamente relevante e distinto do eleitorado já consolidado.
Rui Costa lidera disputa para o Senado; Wagner aparece em segundo
Na corrida para o Senado, o levantamento utiliza pergunta de resposta múltipla: cada entrevistado poderia citar até dois candidatos. Por essa razão, os percentuais individuais não representam parcelas mutuamente exclusivas do eleitorado e não devem ser somados como em uma disputa de voto único.
No cenário estimulado, Rui Costa lidera com 43,5%. Em seguida aparecem Jaques Wagner, com 32,2%, João Roma, com 26,6%, e Angelo Coronel, com 25,1%.
Professora Delliana registra 3,4%; Marcelo Carvalho, 2,0%; Carlos Sodré, 1,4%; Marcelo Santtana, 1,0%; Gregorio Gould, 0,6%; e Marcelo Millet, 0,4%. Não sabem ou não opinaram somam 6,5%, enquanto nenhum, branco ou nulo totalizam 12,5%.
A distância de Rui Costa para Jaques Wagner é de 11,3 pontos. Wagner, por sua vez, aparece 5,6 pontos acima de João Roma, enquanto a diferença entre Roma e Angelo Coronel é de 1,5 ponto percentual.
Espontânea para o Senado tem 68,2% sem candidato indicado
Na pergunta espontânea, sem apresentação de nomes, o cenário é mais indefinido. 68,2% dos entrevistados não sabem ou não opinam e 8,4% declaram nenhum candidato, branco ou nulo.
Rui Costa alcança 11,6%, seguido por Jaques Wagner, com 7,4%; Angelo Coronel, 5,5%; e João Roma, 5,2%. Professora Delliana registra 0,2%; Carlos Sodré, Gregorio Gould e Marcelo Carvalho aparecem com 0,1% cada; e outros nomes citados somam 0,8%.
A diferença entre os resultados espontâneo e estimulado evidencia o efeito da apresentação da lista de candidatos. Embora Rui Costa permaneça em primeiro nas duas modalidades, a maior parte do eleitorado não cita espontaneamente um nome para o Senado no momento pesquisado.
Governo Jerônimo tem 53,4% de aprovação e 43,6% de desaprovação
A pesquisa também avaliou a administração estadual. 53,4% dos entrevistados afirmaram aprovar a gestão de Jerônimo Rodrigues, enquanto 43,6% declararam desaprovação. Outros 3,0% não souberam ou não opinaram.
Na avaliação qualitativa, 15,1% classificam a administração como ótima e 26,6% como boa. Somadas, as avaliações positivas representam 41,7%.
Outros 20,9% consideram a gestão regular. Na faixa negativa, 5,4% avaliam a administração como ruim e 30,1% como péssima, totalizando 35,5%. Não sabem ou não opinaram somam 2,0%.
Os dois indicadores medem dimensões diferentes. A aprovação de 53,4% supera em 13,3 pontos a intenção de voto de 40,1% registrada por Jerônimo no principal cenário estimulado. Ao mesmo tempo, a avaliação positiva de ótima ou boa, de 41,7%, está mais próxima do percentual eleitoral do governador.
Aprovação permanece acima de 50%, mas recua ante a pesquisa anterior de agosto
A série apresentada pelo instituto mostra que a aprovação de Jerônimo era de 53,9% em maio, caiu para 52,0% em julho, subiu para 55,2% na primeira pesquisa de agosto e passou para 53,4% na rodada atual.
A desaprovação seguiu trajetória de 42,6%, 45,1%, 41,5% e 43,6%, respectivamente.
Entre as duas pesquisas de agosto, portanto, a aprovação recuou 1,8 ponto percentual, enquanto a desaprovação avançou 2,1 pontos.
A composição da avaliação qualitativa também mudou. O conjunto ótimo e bom passou de 39,9% para 41,7% entre as duas rodadas de agosto. Paralelamente, ruim e péssimo aumentaram de 34,4% para 35,5%, enquanto a classificação regular caiu de 24,0% para 20,9%.
A redução do grupo que classifica o governo como regular, acompanhada de crescimento tanto na avaliação positiva quanto na negativa, é um dos elementos que merecem ser observados nas próximas medições para verificar se constitui oscilação pontual ou tendência de maior definição das avaliações.
Aprovação varia entre grupos pesquisados
Nos recortes apresentados pelo instituto, a administração estadual alcança 55,7% de aprovação entre mulheres e 50,8% entre homens. Entre eleitores de 16 a 24 anos, a aprovação chega a 59,6%; entre aqueles de 25 a 34 anos, fica em 53,6%; de 35 a 44 anos, em 53,0%; de 45 a 59 anos, 49,5%; e entre os de 60 anos ou mais, 54,8%.
Por escolaridade, a aprovação alcança 57,8% entre entrevistados com ensino fundamental, 51,5% no ensino médio e 47,9% no ensino superior. Neste último grupo, a desaprovação, de 50,6%, supera numericamente a aprovação.
Entre a PEA, 49,8% aprovam e 47,1% desaprovam. No grupo não PEA, a aprovação sobe para 59,4%, diante de 37,7% de desaprovação.
Pesquisa ouviu 1.400 eleitores em 62 municípios
O Paraná Pesquisas informa ter realizado 1.400 entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais em 62 municípios da Bahia, entre 23 e 25/08/2026. A amostra possui grau de confiança de 95% e margem estimada de erro de aproximadamente 2,7 pontos percentuais para os resultados gerais.
A amostragem foi estruturada em três etapas. O instituto informa ter utilizado sorteio probabilístico dos municípios pelo método de Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT), seguido por seleção probabilística das localidades. Na terceira etapa, os entrevistados foram escolhidos por quotas proporcionais de gênero, faixa etária, escolaridade e renda domiciliar mensal.
Segundo o relatório, pelo menos 30% dos questionários, equivalentes a 420 entrevistas, foram auditados pela equipe de supervisão do instituto.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-07628/2026, para os cargos de governador e senador.
Linha do tempo dos principais acontecimentos
- Maio de 2026 — BA-03619/2026: ACM Neto registrava 47,8% no cenário 1 para governador e Jerônimo Rodrigues, 38,7%. A administração estadual tinha 53,9% de aprovação e 42,6% de desaprovação.
- Julho de 2026 — BA-04848/2026: ACM Neto passou a 49,2% e Jerônimo recuou para 37,5%, produzindo a maior distância entre ambos na série comparada apresentada no documento. A aprovação do governo ficou em 52,0%, e a desaprovação, em 45,1%.
- Agosto de 2026 — BA-03043/2026: na primeira rodada do mês reproduzida no relatório, ACM Neto tinha 48,9% e Jerônimo, 38,7% no cenário 1. No confronto entre os dois, o resultado era 50,9% a 40,0%. A aprovação da gestão alcançava 55,2%.
- 23 a 25/08/2026: o Paraná Pesquisas realizou 1.400 entrevistas em 62 municípios, por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais.
- 27/08/2026 — BA-07628/2026: a nova rodada registra 48,6% para ACM Neto e 40,1% para Jerônimo Rodrigues no cenário 1; 49,3% a 41,0% no confronto entre os dois; Rui Costa com 43,5% e Jaques Wagner com 32,2% na pesquisa estimulada para o Senado; e 53,4% de aprovação da administração estadual.
A pesquisa mantém ACM Neto em vantagem numérica consistente em todos os cenários apresentados pelo Paraná Pesquisas, mas a principal informação dinâmica desta rodada é a redução da distância para Jerônimo Rodrigues. No cenário 1, a vantagem caiu de 11,7 pontos em julho para 10,2 pontos na primeira rodada de agosto e agora chega a 8,5 pontos. No confronto entre apenas os dois principais nomes, a diferença entre as pesquisas de agosto recuou de 10,9 para 8,3 pontos. A sequência indica aproximação dentro da série do instituto, embora novas medições sejam necessárias para determinar a persistência desse movimento.
Outro elemento central é a distância entre aprovação administrativa e intenção de voto. Embora 53,4% aprovem a gestão estadual, Jerônimo registra 40,1% no principal cenário eleitoral, uma diferença de 13,3 pontos. O dado mostra que avaliação do governo e escolha eleitoral não são equivalentes: existe uma parcela que aprova a administração, mas que, na pergunta eleitoral atual, não declara voto no governador. Converter parte desse contingente constitui uma variável relevante para a evolução de sua candidatura, enquanto ACM Neto precisa preservar a vantagem e o nível inferior de rejeição registrado na pesquisa.
Na disputa para o Senado, Rui Costa ocupa posição numericamente mais confortável, enquanto Jaques Wagner, João Roma e Angelo Coronel aparecem em patamares mais próximos. A leitura exige considerar que cada entrevistado podia indicar até dois candidatos. O contraste entre o cenário estimulado e os 68,2% que não apresentam espontaneamente um nome indica que a disputa senatorial possui grau elevado de indefinição quando não há apresentação da lista.
O núcleo factual desta rodada, portanto, reúne três movimentos simultâneos: ACM Neto continua na liderança para o Governo da Bahia, Jerônimo reduz a distância dentro da série comparável do Paraná Pesquisas e mantém aprovação administrativa superior à própria intenção de voto, enquanto Rui Costa e Jaques Wagner ocupam as primeiras posições na pesquisa estimulada para o Senado. As próximas pesquisas registradas na Justiça Eleitoral serão importantes para verificar se a aproximação na disputa pelo governo, a distribuição das preferências ao Senado e as mudanças na avaliação administrativa se consolidam ou permanecem dentro das oscilações observadas entre levantamentos.








Deixe um comentário