A produção pesqueira de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, passou a integrar operações de exportação para a China e os Estados Unidos, ampliando os destinos comerciais do pescado produzido no município. A iniciativa conecta a produção da Colônia de Pescadores Z-22 à indústria de beneficiamento e exportação Atacado do Peixe, que prepara diferentes tipos de pescado para atender às exigências dos mercados internacionais.
A operação envolve lagosta viva, lagosta congelada, cauda de lagosta congelada e peixe fresco. A produção é distribuída conforme o destino: toda a lagosta viva e parte da produção congelada são enviadas para a China, enquanto os peixes frescos e outra parcela da lagosta congelada seguem para os Estados Unidos.
A logística inclui o Aeroporto Internacional de Porto Seguro, utilizado para o transporte dos produtos que exigem menor tempo entre a captura, o processamento e a chegada ao destino. Peixes frescos e lagostas vivas são transportados por via aérea, com conexão em São Paulo, antes de seguirem para Miami ou por outras rotas internacionais até a China. A lagosta congelada destinada ao mercado chinês é transportada por navio, em contêineres adequados aos protocolos de quarentena.
Produção pesqueira conecta Porto Seguro ao comércio exterior
A operação internacional é resultado da articulação entre a produção artesanal, o beneficiamento industrial e a logística de exportação. A Colônia de Pescadores Z-22, responsável pelo fornecimento da matéria-prima, reúne cerca de 500 associados e foi fundada em 1970.
A entidade registra uma produção estimada entre 20 e 30 toneladas de pescado por mês. Além do volume comercializado, a atividade está relacionada à manutenção de técnicas de pesca, conhecimentos sobre espécies e compreensão das condições do mar, saberes transmitidos entre gerações nas comunidades pesqueiras.
O fornecimento para mercados internacionais exige adequações nos processos de produção, controle sanitário, qualidade, armazenamento e transporte. Essas etapas são realizadas em conjunto com o Atacado do Peixe, empresa que atua há oito anos e possui aproximadamente 40 colaboradores.
Atacado do Peixe realiza beneficiamento e exportação
O Atacado do Peixe participa das etapas que começam no recebimento da matéria-prima e seguem até o controle de qualidade e preparação dos produtos destinados à exportação. A adequação dos procedimentos produtivos e sanitários foi acompanhada pela prospecção de compradores e pela organização das operações de transporte.
A utilização do aeroporto de Porto Seguro representa uma das etapas da estrutura logística. O transporte aéreo é empregado para produtos que dependem de maior rapidez, enquanto o pescado congelado destinado à China pode seguir por transporte marítimo, de acordo com as exigências da operação.
Com a abertura desses canais comerciais, a cadeia local passa a ter acesso a compradores fora do Brasil. A atividade envolve diretamente pescadores, fornecedores, trabalhadores do beneficiamento e famílias ligadas à produção pesqueira, além dos serviços necessários ao transporte e à comercialização.
Colônia Z-22 mantém produção de 20 a 30 toneladas mensais
O presidente da Colônia Z-22, Pedro Henrique Campos Menezes, ocupa o cargo desde junho de 2019. Segundo ele, a expansão dos mercados pode contribuir para o aumento da produção e para a geração de renda entre os pescadores associados.
“A nossa expectativa é produzir cada vez mais e fornecer pescado de qualidade para Porto Seguro e para o mundo, fortalecendo a economia e melhorando a renda dos pescadores”, afirma Pedro Henrique Campos Menezes.
A gerente do Atacado do Peixe, Maiara Marques de Souza, também aponta efeitos sobre os diferentes participantes da cadeia produtiva. Segundo ela, a expansão dos mercados internacionais pode contribuir para a manutenção de postos de trabalho e para o aumento das oportunidades de comercialização.
“Esperamos fortalecer a cadeia do pescado, manter empregos e ampliar as oportunidades para pescadores, fornecedores e famílias da comunidade”, destaca Maiara Marques de Souza.
Exportação amplia destinos para o pescado baiano
A entrada do pescado de Porto Seguro nos mercados da China e dos Estados Unidos acrescenta novos destinos à produção local e cria uma conexão entre a pesca realizada no município e o comércio internacional.
A operação combina a produção da Colônia Z-22, o processamento realizado pelo Atacado do Peixe e diferentes modalidades de transporte. O modelo permite que produtos frescos e vivos utilizem o transporte aéreo, enquanto a carga congelada destinada à China seja encaminhada por via marítima.
Com cerca de 500 pescadores associados, produção mensal de 20 a 30 toneladas e uma estrutura de beneficiamento com aproximadamente 40 trabalhadores, a cadeia pesqueira de Porto Seguro passa a atender também demandas externas. A exportação representa uma nova frente comercial para o pescado produzido no município e mantém a participação dos pescadores locais no processo de fornecimento da matéria-prima.








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