Secretário Joilton Freitas e Gilberte Lucas apresentam à imprensa estrutura, atendimentos e eficiência do Hospital da Mulher de Feira de Santana

O secretário municipal de Comunicação Social de Feira de Santana, Joilton Freitas, e a diretora-presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas, reuniram mais de 30 profissionais da imprensa, nesta quinta-feira (06/08/2026), no Hospital Inácia Pinto dos Santos — Hospital da Mulher. O encontro teve como objetivo apresentar a infraestrutura, os serviços oferecidos e os principais indicadores assistenciais do complexo materno-infantil. Durante a visita, os gestores destacaram o apoio do prefeito José Ronaldo ao fortalecimento da unidade e à busca permanente pela prestação de serviços públicos de saúde com qualidade, eficiência e atendimento humanizado.

A atividade reuniu representantes de veículos impressos, digitais, radiofônicos e televisivos e teve como finalidade ampliar o conhecimento público sobre a assistência prestada a mulheres, gestantes, recém-nascidos e crianças de Feira de Santana e de municípios da região.

Durante a programação, os jornalistas percorreram setores hospitalares, conheceram parte dos fluxos de atendimento e receberam informações sobre a emergência obstétrica, as internações, os partos, a assistência neonatal, os serviços ambulatoriais, os exames diagnósticos e a estrutura administrativa coordenada pela Fundação Hospitalar.

Joilton Freitas destaca importância da imprensa

Ao explicar a iniciativa, Joilton Freitas afirmou que a imprensa desempenha papel fundamental na circulação de informações entre o poder público e a sociedade. Segundo o secretário, os veículos de comunicação não apenas divulgam os serviços disponíveis, mas também encaminham demandas, críticas e necessidades identificadas nas comunidades.

“A imprensa é um dos motores desta cidade. Nós temos uma das melhores e mais atuantes imprensas do país. A imprensa é uma caixa de ressonância, é uma via de mão dupla: leva e traz informação”, declarou.

Joilton relatou que decidiu organizar o encontro depois de perceber que ele próprio conhecia apenas uma parcela da estrutura administrada pela Fundação Hospitalar. Para o secretário, a dimensão dos serviços justificava uma apresentação mais ampla aos profissionais responsáveis pela cobertura jornalística cotidiana do município.

“Eu conhecia apenas 20% dessa estrutura. Precisávamos conhecê-la como um todo. Hoje, mais de 30 colegas da imprensa escrita, falada e televisiva estiveram aqui para constatar a grandiosidade do complexo materno-infantil de Feira de Santana”, afirmou.

O secretário também destacou o trabalho realizado por Gilberte Lucas à frente da Fundação Hospitalar e associou a capacidade operacional do complexo à condução administrativa da diretora-presidente.

“O complexo materno-infantil é comandado pela presidente Gilberte Lucas, uma administradora excelente, de alta qualidade, desempenho e dinamismo. A imprensa pôde conhecer e se surpreender com a estrutura existente em Feira de Santana”, disse Joilton Freitas.

Gilberte Lucas apresenta funcionamento da rede

Durante a visita, Gilberte Lucas apresentou os principais setores do Hospital da Mulher e explicou como os serviços são organizados para atender às demandas obstétricas, neonatais, pediátricas, ambulatoriais e diagnósticas.

A diretora-presidente destacou que o funcionamento da unidade depende da atuação integrada de equipes médicas, assistenciais, administrativas e multiprofissionais, responsáveis pela manutenção dos atendimentos durante 24 horas.

Segundo a gestora, a eficiência da rede não pode ser medida apenas pelo tamanho físico das unidades ou pelo número de leitos disponíveis. A avaliação deve considerar a classificação dos casos, a definição de prioridades clínicas, a disponibilidade de profissionais, o acompanhamento das pacientes e a articulação entre emergência, internação, centro obstétrico, unidades neonatais, ambulatórios, laboratórios e serviços de apoio.

Gilberte Lucas também explicou que o crescimento da procura exige planejamento permanente, aquisição de equipamentos e insumos, manutenção predial, abertura de vagas, contratação de profissionais e ampliação dos serviços especializados.

Emergência obstétrica recebeu mais de 15 mil gestantes

No primeiro trimestre de 2026, a emergência obstétrica do Hospital da Mulher recebeu 15.082 gestantes, contra 10.713 no mesmo período de 2025. O resultado representa um crescimento de aproximadamente 40,8% na procura pelo serviço.

Entre janeiro e março de 2026, o complexo também contabilizou 3.453 internações e 2.100 partos. Do total de pacientes internadas, 62% residiam em Feira de Santana, enquanto 38% eram provenientes de outros municípios.

Gilberte Lucas relacionou a ampliação dos atendimentos aos investimentos realizados em reformas, abertura de vagas e fortalecimento das equipes. A diretora-presidente também avaliou que o crescimento da procura demonstra a confiança das pacientes nos serviços prestados pelo Hospital da Mulher.

Os números evidenciam o papel regional da instituição. Além da demanda espontânea, o hospital recebe pacientes encaminhadas pela Central Estadual de Regulação, inclusive em situações classificadas como “vaga zero”, nas quais a urgência determina o acolhimento imediato, independentemente da disponibilidade registrada anteriormente, totalizado 100 pacientes até julho de 2026..

Hospital da Mulher atende Feira e dezenas de municípios

Inaugurado em 30 de janeiro de 1992, o Hospital Inácia Pinto dos Santos completou 34 anos em 2026. A unidade consolidou-se como referência na assistência materno-infantil pelo Sistema Único de Saúde e atende pacientes de Feira de Santana e de dezenas de municípios baianos.

A estrutura reúne emergência obstétrica, enfermarias, centros obstétricos, centro cirúrgico, unidades neonatais, Banco de Leite Humano, Casa da Puérpera, Método Canguru, laboratórios, assistência ambulatorial, acompanhamento de gestantes e serviços especializados voltados à saúde da mulher e da criança.

Dados institucionais apresentados anteriormente indicam que o complexo dispõe de mais de 200 leitos e atende pacientes de aproximadamente 80 municípios. A unidade mantém suporte de médicos, enfermeiros, técnicos, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, nutricionistas e outros profissionais.

Somente em 2025, foram realizados 6.857 partos, dos quais cerca de 11% envolveram bebês prematuros. No mesmo ano, o Ambulatório de Saúde da Mulher registrou 3.053 atendimentos de pré-natal de alto risco.

Assistência obstétrica, neonatal e pediátrica

A Enfermaria A, destinada às gestantes que precisam permanecer sob observação antes do parto, contabilizou 627 internações em 2025. Entre janeiro e junho de 2026, foram registradas outras 356 internações.

O setor dispõe de 16 leitos e oferece acompanhamento médico, assistência de enfermagem, suporte psicológico e tratamento medicamentoso para gestantes que apresentam condições clínicas que exigem monitoramento.

No primeiro semestre de 2026, o Hospital da Mulher realizou 3.580 partos, sendo 1.701 partos normais e 1.879 cesarianas. A estrutura obstétrica recebeu duas salas de parto, espaço de estabilização e reforço dos leitos destinados às pacientes que necessitam de acompanhamento contínuo.

A assistência pediátrica também representa parte expressiva das atividades do complexo. Nos primeiros seis meses de 2026, o Ambulatório de Pediatria registrou 44.428 atendimentos, abrangendo mais de 30 especialidades e serviços.

Entre as áreas disponibilizadas estão Ortopedia Pediátrica, Cardiologia, Neurologia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Pneumologia, Fisioterapia, Psicologia, Nutrição e Fonoaudiologia.

Fundação Hospitalar mantém serviços especializados

A Fundação Hospitalar de Feira de Santana administra o Hospital da Mulher e outros serviços relacionados à prevenção de doenças, diagnóstico, assistência especializada, planejamento familiar, aleitamento materno e atendimento neonatal.

Entre as estruturas mantidas pela instituição está o Banco de Leite Humano, responsável pela coleta, análise, pasteurização e distribuição de leite destinado principalmente aos recém-nascidos internados nas unidades neonatais.

Durante as atividades do Agosto Dourado de 2026, o estoque informado passou de 160 para 218 litros. Em julho, 104 mães doadoras contribuíram para o atendimento de 65 bebês.

A instituição também mantém a Casa de Parto Natural, destinada ao acompanhamento de gestantes de baixo risco e à promoção do parto humanizado. O serviço atua de maneira complementar ao hospital e busca reduzir a pressão sobre a emergência obstétrica, respeitando os critérios clínicos e as condições de segurança materna e neonatal.

Comunicação institucional deve aproximar serviços e população

Questionado sobre o papel da comunicação institucional na divulgação das ações municipais, Joilton Freitas afirmou que a Secretaria Municipal de Comunicação Social utiliza reportagens, notas, entrevistas, materiais audiovisuais, redes sociais e contato direto com os veículos para informar a população.

Segundo o secretário, a comunicação governamental deve apresentar os serviços públicos de maneira acessível e permitir que os cidadãos conheçam os programas, equipamentos e formas de atendimento mantidos pelo Município.

“É a imprensa que diz o que acontece no seio da sociedade. É ela que leva a informação de maneira isenta e imparcial e demonstra aquilo que as pessoas e a comunidade precisam saber”, declarou.

Joilton acrescentou que a comunicação municipal tem procurado divulgar as mudanças promovidas na atenção básica, nos postos de saúde, nas unidades de urgência e nos serviços hospitalares.

Joilton cita UPA de Humildes e expansão da rede

Durante a entrevista, o secretário mencionou a inauguração da UPA Agnaldo Machado de Souza, no distrito de Humildes. Entregue em 06 de julho de 2026, a unidade funciona durante 24 horas e ampliou para três o número de UPAs municipais, ao lado das estruturas da Mangabeira e da Queimadinha.

“A inauguração da UPA de Humildes representa um alívio muito grande, principalmente para as pessoas daquela região. É uma unidade 24 horas, com estrutura de alta qualidade, que pode ser comparada a um pequeno hospital”, afirmou.

A unidade dispõe de 12 leitos, sendo nove de observação e três na Sala Vermelha, além de espaços destinados ao atendimento pediátrico, isolamento, nebulização, eletrocardiograma, coleta laboratorial e exames de raio X.

Joilton associou a expansão da rede às administrações do prefeito José Ronaldo de Carvalho. Segundo o secretário, quando José Ronaldo iniciou seu primeiro mandato, Feira de Santana dispunha de apenas 18 postos de saúde.

O responsável pela Comunicação reconheceu, entretanto, que a rede municipal precisa ser ampliada continuamente em razão do crescimento populacional e do surgimento de novas demandas.

“Está pronta? Não. Nunca estará completamente pronta, porque a cidade cresce e os problemas aparecem. Feira continua avançando, e nós temos avançado nesse sentido”, declarou.

Remédio em Casa avança pelos distritos

Joilton Freitas também destacou o programa Remédio em Casa, criado para entregar medicamentos de uso contínuo a idosos, pessoas acamadas e pacientes com dificuldades de locomoção acompanhados pela Atenção Básica.

Lançado em 30 de junho de 2026, o programa iniciou as entregas no distrito de Bonfim de Feira. O cronograma prevê a expansão gradual para outros distritos e, posteriormente, para os bairros da sede municipal.

“O Remédio em Casa já está sendo implantado nos distritos. Vamos avançar e, depois, alcançar os bairros de Feira de Santana. A saúde municipal continua avançando”, afirmou o secretário.

Joilton atribuiu ao secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, a coordenação administrativa das ações relacionadas à atenção básica, à assistência farmacêutica e aos serviços de urgência.

Segundo ele, Rodrigo Matos possui experiência na área e acompanha a implantação de programas, a reorganização dos atendimentos e a expansão dos serviços municipais.

Hospital da Mulher exerce responsabilidade regional

Ao comentar a abrangência territorial do complexo materno-infantil, Joilton Freitas afirmou que o Hospital da Mulher não atende apenas a população de Feira de Santana.

“O hospital materno-infantil não atende somente Feira de Santana. Ele atende toda a região e recebe até pacientes de municípios mais distantes, que procuram a unidade porque sabem que aqui as mulheres estão protegidas”, declarou.

A afirmação reforça um dos principais desafios administrativos apresentados durante o encontro: o financiamento de uma estrutura municipal que absorve demanda regional e recebe pacientes reguladas por outros entes do Sistema Único de Saúde.

Esse cenário exige articulação permanente entre a Prefeitura, o Governo do Estado, os municípios pactuados e o Governo Federal, especialmente no custeio de procedimentos, manutenção de equipes, aquisição de equipamentos e ampliação da capacidade hospitalar.

Análise crítica jornalística e conclusão editorial

A presença conjunta de Joilton Freitas e Gilberte Lucas conferiu ao encontro duas dimensões complementares. A Secretaria Municipal de Comunicação Social procurou ampliar o conhecimento público sobre os serviços, enquanto a Fundação Hospitalar apresentou a estrutura operacional, os indicadores assistenciais e os desafios administrativos decorrentes do crescimento da demanda.

O crescimento de aproximadamente 41% na procura pela emergência obstétrica entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026 demonstra a relevância da unidade, mas também amplia a pressão sobre profissionais, leitos, equipamentos e recursos financeiros. O aumento da demanda precisa ser acompanhado de expansão proporcional da capacidade assistencial.

A dimensão regional do Hospital da Mulher também reforça a necessidade de uma divisão mais equilibrada das responsabilidades financeiras. Feira de Santana mantém uma instituição municipal que atende pacientes de dezenas de cidades, inclusive por determinação da regulação estadual, o que exige contrapartidas compatíveis com o volume efetivamente absorvido.

A abertura das instalações à imprensa constitui uma iniciativa positiva de comunicação e transparência. e o encontro demonstrou que a assistência materno-infantil ultrapassa os limites territoriais do município.


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