O Seminário Internacional sobre Cidades Sustentáveis no Semiárido (SICSA 2026) começou nesta quarta-feira (26/08/2026), no Centro de Convenções de Feira de Santana, com debates sobre sustentabilidade, governança territorial e planejamento urbano. A programação reúne pesquisadores, estudantes e especialistas do Brasil e do exterior e segue até sexta-feira (28/08/2026).
Com o tema “Governança Territorial e Sustentabilidade”, a conferência magna de abertura foi ministrada pelo professor doutor Raúl Hernando Cortés Landázury, da Universidade Católica de Colombia (UNICAUCA). A atividade foi mediada pelo secretário de Planejamento de Feira de Santana, Carlos Alberto Oliveira Brito.
O evento possui caráter interdisciplinar e reúne áreas como geografia urbana, administração, contabilidade, direito, agroecologia e saúde. Entre os assuntos previstos estão economia circular, governança territorial, soluções baseadas na natureza, redução do uso de plástico e fortalecimento do comércio local.
Seminário aproxima academia e sociedade
A professora e organizadora do SICSA 2026, Tânia Azevedo, afirmou que o evento busca ampliar a discussão sobre os modelos de cidade e aproximar a produção acadêmica das demandas da sociedade. Segundo ela, a proposta envolve a construção de uma articulação entre diferentes setores.
“Estamos pensando que cidade queremos. É fundamental sair dos muros da academia e levar esse conhecimento para o ambiente externo, por meio de uma aliança colaborativa que integre poder público, empresas, academia e sociedade civil”, destacou Tânia Azevedo.
A organização informou que a programação reúne cinco pesquisadores internacionais, cinco professores de outros estados brasileiros, principalmente do Nordeste, e oito estudantes da Colômbia. Ao todo, foram registrados 440 inscritos, dos quais 59% são estudantes de graduação.
Tributação ecológica integra pesquisa que deu origem ao evento
A tributação também está entre os eixos estruturantes das discussões realizadas durante o seminário. O SICSA 2026 é resultado de um projeto de pesquisa dedicado à tributação ecológica como instrumento de governança ambiental urbana.
Segundo a organização, o seminário corresponde à etapa de popularização do conhecimento produzido durante a pesquisa, levando os resultados e discussões acadêmicas para um público mais amplo.
A abordagem reúne diferentes campos do conhecimento para tratar de questões relacionadas à organização das cidades, sustentabilidade ambiental, gestão territorial e desenvolvimento urbano.
Feira de Santana busca experiências internacionais
Durante o seminário, o secretário de Planejamento, Carlos Alberto Oliveira Brito, destacou a possibilidade de intercâmbio de experiências com pesquisadores de outros países. Ele citou particularmente as discussões e práticas apresentadas por especialistas da Colômbia.
“Estamos ouvindo especialistas e absorvendo conhecimento sobre o que está sendo praticado, por exemplo, na Colômbia. Estamos buscando alternativas para solucionar problemas relacionados à expansão demográfica que Feira de Santana vem enfrentando”, afirmou o secretário.
A participação internacional integra a proposta do SICSA 2026 de reunir diferentes experiências sobre crescimento urbano, governança e sustentabilidade, permitindo o debate de alternativas aplicáveis às cidades do Semiárido.
Programação segue até sexta-feira
O SICSA 2026 segue até sexta-feira (28/08/2026), no Centro de Convenções de Feira de Santana. A programação é aberta ao público, permitindo a participação de interessados nos debates e atividades previstas.
O período de inscrições para participação com certificado foi encerrado. Entretanto, segundo a organização, interessados podem comparecer ao local e realizar cadastro por demanda, com certificação correspondente às horas de participação.
Com a presença de representantes da academia, estudantes e especialistas nacionais e internacionais, o seminário mantém como eixo central a discussão sobre governança territorial e sustentabilidade, relacionando produção científica, políticas públicas e desafios enfrentados pelas cidades.
A programação também amplia o debate sobre questões como economia circular, soluções baseadas na natureza, redução do consumo de plástico, comércio local e tributação ecológica, inserindo esses temas no contexto do planejamento urbano e do desenvolvimento sustentável no Semiárido.








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