O Superior Tribunal de Justiça (STJ) realizou na última quarta-feira (05/08/2026) a cerimônia de lançamento da pedra fundamental do Bloco G, última etapa prevista no projeto arquitetônico elaborado por Oscar Niemeyer para a sede do tribunal, em Brasília. O edifício terá três pavimentos e dois subsolos e será destinado à Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (STI), à Biblioteca STJ-Enfam e ao Conselho da Justiça Federal (CJF).
A cerimônia contou com a presença do presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, do vice-presidente, ministro Luis Felipe Salomão, além de ministros da Corte e do desembargador convocado Luís Carlos Gambogi.
Segundo Herman Benjamin, a construção permitirá concluir o projeto original concebido por Niemeyer e, ao mesmo tempo, adequar a estrutura física do tribunal às mudanças ocorridas na administração da Justiça, especialmente com a expansão das atividades relacionadas à tecnologia da informação.
O presidente do STJ afirmou que a estrutura atualmente disponível não foi projetada para atender às atuais necessidades do setor de tecnologia, que passou a ocupar posição central no funcionamento do Judiciário.
Novo bloco terá foco em tecnologia e segurança
De acordo com Herman Benjamin, a Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação será uma das principais estruturas beneficiadas pela construção do novo edifício. O ministro destacou que a evolução dos sistemas tecnológicos criou necessidades que não estavam previstas quando o complexo do tribunal foi projetado.
O Bloco G também abrigará a Biblioteca STJ-Enfam, permitindo uma reorganização dos espaços atualmente utilizados pela instituição. A mudança terá impacto ainda sobre o fluxo de visitantes que acessam a biblioteca.
Segundo o presidente do STJ, o acesso do público externo à biblioteca será realizado de maneira independente das demais dependências do tribunal. A medida permitirá separar a circulação de visitantes das áreas internas destinadas a ministros e servidores.
Biblioteca terá acesso independente
A reorganização dos espaços está relacionada também à política de segurança do tribunal. Herman Benjamin afirmou que a nova configuração permitirá ampliar o controle sobre o deslocamento de pessoas dentro do complexo.
O ministro destacou que a segurança de ministros, servidores e patrimônio está entre os objetivos da intervenção física. A separação dos fluxos deverá reduzir a circulação de visitantes nas áreas internas do STJ.
A estrutura também terá função institucional com a instalação do Conselho da Justiça Federal (CJF). A presença do conselho no novo edifício permitirá uma integração física mais próxima entre os dois órgãos do Poder Judiciário.
Bloco permitirá integração entre STJ e CJF
Segundo Herman Benjamin, a proximidade física entre o STJ e o CJF poderá facilitar a rotina de trabalho de ministros que exercem atribuições nas duas instituições.
O novo prédio, portanto, terá funções relacionadas a tecnologia, biblioteca, segurança e integração administrativa. A distribuição dos espaços foi apresentada durante a cerimônia como parte da reorganização estrutural do complexo do tribunal.
A construção ocorrerá durante a gestão 2026-2028 do ministro Luis Felipe Salomão, que assumirá a presidência do STJ e do CJF em 19/08/2026.
Salomão destaca conclusão do projeto de Niemeyer
Durante o lançamento da pedra fundamental, Luis Felipe Salomão ressaltou o caráter histórico da construção por representar a última etapa do complexo concebido por Oscar Niemeyer.
O vice-presidente afirmou que a obra ocorrerá em um período de mudanças institucionais no tribunal e destacou o prazo previsto para a execução da nova etapa.
Salomão também relacionou a expansão física do STJ ao objetivo de melhorar as condições de funcionamento da instituição e, consequentemente, a prestação dos serviços jurisdicionais.
Projeto original ganha última etapa
O lançamento da pedra fundamental marca o início formal da construção do último bloco previsto no planejamento arquitetônico original da sede do STJ.
O novo edifício deverá concentrar setores que possuem funções distintas, mas estratégicas para o funcionamento da Justiça Federal, incluindo infraestrutura tecnológica, atendimento relacionado à biblioteca e atividades do CJF.
A obra representa, assim, uma atualização da estrutura física do tribunal sem alterar a concepção geral do complexo projetado por Niemeyer. A nova construção busca responder a demandas que surgiram ou se ampliaram desde a elaboração do projeto original, especialmente aquelas relacionadas à tecnologia da informação e à segurança institucional.








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