A Colômbia chegou, nesta quarta-feira (12/08/2026), às 48 horas desde o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país e provocou o desabamento de edifícios. O balanço oficial informado até o momento registra 216 mortos, enquanto equipes colombianas continuam as buscas por possíveis sobreviventes entre os escombros.
A operação concentra esforços em cidades afetadas pelo tremor, especialmente Pereira, que registra o maior número de mortes. Na terça-feira (11/08/2026), centenas de voluntários atuaram ao lado de integrantes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e do Exército colombiano na retirada de destroços e na procura por pessoas desaparecidas.
Apesar da mobilização nacional, equipes internacionais de busca e resgate ainda não haviam iniciado operações na Colômbia. A ausência ocorre quando resta aproximadamente um dia para o encerramento da janela de 72 horas considerada prioritária para localizar sobreviventes em estruturas colapsadas.
Governo colombiano limita pedido de ajuda internacional
A decisão de não receber, neste momento, equipes estrangeiras está relacionada à posição do novo presidente colombiano, Abelardo De La Espriella, que tomou posse na sexta-feira (07/08/2026), em Cali. A cidade concentra, segundo as informações apresentadas, o maior número de pessoas desaparecidas após o terremoto.
A decisão colombiana foi divulgada publicamente na terça-feira pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Segundo ele, o governo colombiano teria solicitado ajuda humanitária na forma de insumos para atender as famílias afetadas, informando que as equipes nacionais de resgate estavam mobilizadas e não necessitavam, naquele momento, de pessoal estrangeiro.
Horas depois, a Chancelaria colombiana divulgou comunicado no qual afirmou ter feito um apelo à comunidade internacional para obter apoio no atendimento à emergência. O governo, contudo, não esclareceu se o pedido contempla especificamente o envio de equipes internacionais especializadas em busca e resgate.
União Europeia anuncia € 2 milhões para a emergência
Enquanto as equipes colombianas continuam as buscas, a União Europeia anunciou nesta quarta-feira (12/08/2026) a liberação de € 2 milhões em ajuda à Colômbia. O anúncio foi feito pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que afirmou que o bloco apoia as operações de busca e resgate.
A assistência europeia ocorre após a mobilização do serviço de satélites Copernicus, anunciada na segunda-feira, para auxiliar as autoridades nas operações de emergência. O sistema pode fornecer informações de observação da Terra para apoiar a avaliação das áreas atingidas.
A iniciativa amplia o suporte internacional à resposta ao desastre, embora, até o momento descrito no balanço, não haja equipes estrangeiras de busca e resgate atuando em campo. As operações permanecem sob coordenação das estruturas colombianas mobilizadas desde o terremoto.
Buscas entram em período decisivo
A proximidade das 72 horas após o terremoto aumenta a pressão sobre as equipes que trabalham na localização de possíveis sobreviventes. A janela é considerada um período prioritário para operações de resgate em estruturas que desabaram, embora as buscas possam continuar depois desse intervalo conforme as condições encontradas pelas equipes.
Em Pereira, os trabalhos envolvem a formação de corredores humanos para a retirada de escombros e o acesso às áreas onde podem estar pessoas desaparecidas. Bombeiros, integrantes da Defesa Civil, militares e voluntários participam das operações.
O cenário também é acompanhado por autoridades internacionais diante da dimensão do desastre. O balanço de 216 mortos, associado aos desaparecidos e aos danos estruturais registrados nas áreas atingidas, mantém as operações de emergência como prioridade das autoridades colombianas.
Debate sobre apoio estrangeiro permanece
A situação criou uma diferença entre a mobilização internacional disponível e a estratégia adotada pelo governo colombiano. Enquanto países e organismos internacionais sinalizam disposição para prestar assistência, a Colômbia indicou inicialmente preferência por receber insumos e apoio humanitário, mantendo as equipes nacionais à frente das buscas.
A posição foi comunicada em meio à transição de governo, após a posse de Abelardo De La Espriella. O presidente assumiu o cargo apenas cinco dias antes do terremoto, ocorrido no oeste do país.
A Chancelaria, por sua vez, afirmou que houve um pedido de apoio à comunidade internacional, mas não detalhou quais modalidades de assistência foram solicitadas. A falta de esclarecimento sobre a participação de equipes estrangeiras mantém a questão em aberto enquanto prosseguem as operações de busca.
Ajuda internacional inclui recursos e tecnologia
Além dos € 2 milhões anunciados pela União Europeia, o apoio internacional inclui recursos tecnológicos destinados à avaliação dos danos. A utilização dos dados do Copernicus pode auxiliar na identificação de áreas afetadas, no planejamento das operações e no acompanhamento da situação após o terremoto.
A atuação de sistemas de observação por satélite é especialmente relevante em cenários com áreas extensas afetadas ou com acesso limitado. As informações podem complementar os dados obtidos pelas equipes que trabalham diretamente nos locais atingidos.
A prioridade imediata, contudo, permanece a busca por sobreviventes e o atendimento às pessoas afetadas. Com 48 horas transcorridas desde o terremoto e cerca de 24 horas restantes para o fim da janela de 72 horas mencionada no texto, as equipes colombianas mantêm as operações em Pereira e em outras áreas atingidas.
Cenário segue sob acompanhamento
O terremoto de magnitude 7,4 deixou pelo menos 216 mortos e mobilizou estruturas nacionais de emergência. As buscas continuam enquanto autoridades avaliam a necessidade de ampliar o apoio internacional e administrar a assistência destinada às famílias atingidas.
A posição do governo sobre o envio de equipes estrangeiras poderá ser esclarecida à medida que a Chancelaria detalhar o pedido apresentado à comunidade internacional. Até o momento, o apoio anunciado inclui recursos financeiros da União Europeia e o uso de imagens do sistema Copernicus.
A evolução das buscas e o número de vítimas ainda podem mudar conforme novos pontos sejam alcançados pelas equipes de emergência. A prioridade permanece na localização de desaparecidos, na retirada dos escombros e no atendimento à população afetada pelo terremoto.
*Com informações da RFI.








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