Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia em 10 de agosto de 2026 e foi seguido por 183 réplicas, segundo a última atualização do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha). O evento afetou 15 departamentos e 437 municípios, com pelo menos 135.179 pessoas impactadas, entre elas comunidades afro-colombianas e indígenas.
Os registros apontam danos em moradias e serviços essenciais. As necessidades identificadas pelas equipes humanitárias incluem atendimento de saúde, abrigo temporário, água, saneamento e higiene, segurança alimentar, energia elétrica e comunicações.
A situação é considerada de atenção humanitária porque o terremoto atingiu 69 municípios que já enfrentavam pressões decorrentes de conflitos e deslocamentos populacionais. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), famílias que haviam deixado suas residências por causa da violência agora enfrentam a possibilidade de novos deslocamentos.
Saúde, abrigo e serviços essenciais estão entre as prioridades
As necessidades mais urgentes concentram-se principalmente nos departamentos de Risaralda, Valle del Cauca, Chocó e Caldas, de acordo com as informações divulgadas pelas Nações Unidas.
Equipes realizam avaliações rápidas e intersetoriais nas regiões atingidas. O objetivo é identificar as principais lacunas, estabelecer prioridades para as intervenções e complementar as ações de resposta conduzidas pelo governo colombiano.
A dimensão dos danos também alcançou a infraestrutura educacional. Segundo relatos reunidos pelas Nações Unidas, mais de mil escolas foram danificadas ou destruídas em decorrência dos terremotos.
A situação das escolas amplia a necessidade de ações destinadas à recuperação dos serviços públicos e à manutenção do acesso da população à educação nas áreas afetadas.
Terremoto atinge municípios já afetados por conflitos
A representante do Acnur, Eujin Byun, classificou o impacto do terremoto como especialmente preocupante porque o fenômeno atingiu 69 municípios que já enfrentavam pressões humanitárias.
Parte dessas localidades sofre os efeitos de conflitos armados e deslocamento forçado. Nesse contexto, famílias que já haviam sido obrigadas a abandonar suas casas passaram a enfrentar novos riscos relacionados aos danos provocados pelo terremoto.
O Acnur mantém presença há anos em três dessas comunidades e já participava da resposta emergencial coordenada pelo governo colombiano. As equipes da agência estão mobilizadas em áreas afetadas, incluindo Cali e Buenaventura.
A atuação ocorre em conjunto com autoridades nacionais e locais, organizações comunitárias e outras instituições humanitárias. A estratégia busca integrar a assistência emergencial às estruturas já existentes de atendimento às populações deslocadas e vulneráveis.
Acnur prepara distribuição de itens de assistência
O Acnur informou que prepara a distribuição de itens de assistência disponíveis em seus estoques na Colômbia. Entre os materiais estão mais de 18 mil kits de higiene, 3,1 mil luminárias solares e 30 unidades habitacionais para refugiados.
As unidades habitacionais deverão ser utilizadas como abrigos temporários para pessoas afetadas pelo terremoto e que necessitem de uma alternativa emergencial de moradia.
Os kits de higiene e as luminárias solares integram a resposta voltada às necessidades imediatas das comunidades atingidas, especialmente diante dos impactos sobre infraestrutura e serviços essenciais.
A distribuição dos materiais será articulada com as autoridades e demais organizações envolvidas na resposta humanitária, considerando as necessidades identificadas nas áreas afetadas.
ONU libera US$ 5 milhões para resposta emergencial
O Fundo Central de Resposta a Emergências da ONU (Cerf) anunciou uma alocação inicial de US$ 5 milhões para a Colômbia. O recurso deverá ser complementado por contribuições adicionais de países e outros doadores.
A verba será direcionada ao fortalecimento da capacidade de resposta imediata, à restauração de serviços essenciais e ao apoio à recuperação inicial das áreas atingidas.
As ações são coordenadas com a Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres e outras autoridades colombianas. A cooperação envolve organizações humanitárias e estruturas governamentais responsáveis pela resposta ao desastre.
O cenário combina os efeitos do terremoto com vulnerabilidades preexistentes. Por isso, a resposta humanitária considera tanto os danos materiais provocados pelo evento sísmico quanto as condições das comunidades que já conviviam com conflitos, deslocamento forçado e outras necessidades humanitárias.
Resposta humanitária depende de avaliações nas áreas atingidas
Com 135.179 pessoas afetadas, 15 departamentos e 437 municípios alcançados pelo desastre, as equipes humanitárias mantêm avaliações para dimensionar os danos e definir as prioridades de atendimento.
A identificação das necessidades deverá orientar a distribuição de recursos, materiais e serviços, especialmente nos setores de saúde, moradia, água, saneamento, higiene, alimentação, energia e comunicação.
A atuação conjunta entre governo colombiano, Ocha, Acnur, Cerf e organizações parceiras busca atender as necessidades imediatas e apoiar a recuperação das comunidades atingidas.
A situação permanece em acompanhamento enquanto novas avaliações são realizadas e os impactos sobre infraestrutura, moradia e serviços públicos são identificados nas regiões afetadas.
*Com informações da ONU News.








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