Um abatedouro de caprinos, ovinos e suínos localizado em Casa Nova, no norte da Bahia, passou por obras de requalificação e ampliação, além da instalação de novos equipamentos. A unidade fica às margens da BR-235, no km 397, e é administrada pela Cooperativa Agropecuária Familiar Sertão Forte de Casa Nova e Região (COOAF).
A estrutura é destinada ao processamento de animais criados na região, que integra o Território Sertão do São Francisco, onde a criação de caprinos e ovinos possui participação na atividade agropecuária. O estabelecimento também recebe produção de suínos e realiza o processamento de produtos de origem animal.
Segundo a secretária de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia, Elisabete Costa, as intervenções tiveram entre os objetivos a adequação da unidade às exigências técnicas e sanitárias relacionadas ao abate e ao processamento de produtos de origem animal.
Adequação sanitária permite comercialização estadual
A unidade comercializa os produtos processados sob a marca Capriforte e possui o selo do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF).
A certificação permite a comercialização, em todo o território estadual, de produtos de origem animal elaborados por estabelecimentos regularizados, desde que sejam observadas as normas sanitárias aplicáveis.
A requalificação envolveu melhorias na infraestrutura e aquisição de equipamentos destinados ao atendimento das exigências técnicas e sanitárias para o abate e o processamento. Entre os produtos elaborados pela cooperativa estão diferentes cortes de caprinos e ovinos.
A adequação da estrutura está relacionada à necessidade de garantir condições de processamento compatíveis com as normas aplicáveis ao setor. A regularização também estabelece os parâmetros para a comercialização dos produtos nos mercados previstos pela legislação.
Cooperativa processa diferentes cortes de caprinos e ovinos
Segundo Valério Rocha, integrante da direção da COOAF e representante da comunidade Melancia, de fundo de pasto, a unidade oferece aos produtores uma estrutura regularizada para o abate e processamento dos animais criados na região.
Para os criadores, a existência de uma unidade com estrutura adequada permite encaminhar a produção para processamento e trabalhar diferentes formas de apresentação dos produtos destinados à comercialização.
A cooperativa atua com diferentes cortes de caprinos e ovinos e avalia possibilidades de inserção dos produtos em diferentes mercados. A estrutura também está relacionada à busca por alternativas para ampliar os canais de comercialização da produção regional.
A atividade envolve produtores de municípios que integram o Território Sertão do São Francisco, criando uma possibilidade de processamento dentro da própria região de produção.
Comercialização é apontada como desafio para produtores
De acordo com Silvana Moraes, assistente técnica de apoio à gestão da cooperativa, a comercialização permanece entre os principais desafios enfrentados pelos produtores.
A estrutura do abatedouro cria uma alternativa para o processamento e a venda dos produtos, podendo atender produtores de diferentes municípios do Território Sertão do São Francisco.
A cooperativa também avalia possibilidades de comercialização para diferentes mercados, considerando os requisitos necessários para cada modalidade de venda.
Entre as possibilidades está o fornecimento para mercados institucionais, incluindo a alimentação escolar, desde que os produtos e o estabelecimento atendam às condições e exigências previstas na legislação.
Requalificação amplia possibilidades para a produção regional
A requalificação do abatedouro reúne melhorias estruturais, novos equipamentos e adequações relacionadas às normas sanitárias. A unidade passa a contar com condições voltadas ao processamento de caprinos, ovinos e suínos produzidos na região.
O uso da estrutura regularizada também permite à cooperativa trabalhar com diferentes apresentações comerciais, incluindo cortes de caprinos e ovinos sob a marca Capriforte.
Com o selo SUSAF, os produtos elaborados pelo estabelecimento podem ser comercializados em todo o território baiano, observadas as exigências sanitárias e demais requisitos legais.
A unidade localizada em Casa Nova, às margens da BR-235, integra, dessa forma, a cadeia produtiva regional de animais de pequeno e médio porte e oferece uma estrutura para processamento e comercialização da produção de agricultores e criadores do Sertão do São Francisco.








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