Agroindústria familiar em Belo Campo amplia processamento de mandioca e atende mais de 120 famílias

Uma agroindústria familiar de processamento de mandioca entrou em operação na comunidade de Lagoa do Canto, em Belo Campo, no sudoeste da Bahia, com estrutura voltada à produção de fécula e derivados da raiz. Administrada pela Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Lagoa do Canto, a unidade atende mais de 120 famílias de agricultores e agricultoras familiares e amplia as possibilidades de beneficiamento e comercialização da produção local.

A estrutura reúne equipamentos para o processamento da mandioca e uma cozinha comunitária destinada à fabricação de alimentos derivados da raiz. Entre os produtos elaborados estão farinha, polvilho, xiringa, chimango, bolos e biscoitos, ampliando a variedade de itens que podem ser comercializados pela associação.

Parte da produção já é destinada à alimentação escolar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), além de ser direcionada a outros mercados. A iniciativa estabelece uma conexão entre a produção agrícola da comunidade e os canais institucionais de comercialização de alimentos.

Unidade amplia capacidade de beneficiamento da produção local

A secretária de Desenvolvimento Rural, Elisabete Costa, destacou que a agroindústria oferece condições para ampliar o processamento da mandioca produzida pelas famílias, diversificar os produtos e facilitar o acesso a mercados.

“A unidade amplia a capacidade de beneficiamento da mandioca produzida pelas famílias e cria melhores condições para agregação de valor, diversificação dos produtos e acesso a mercados. É uma estrutura que contribui para organizar a produção e fortalecer a comercialização da agricultura familiar na região”, destacou Elisabete Costa.

O processamento da mandioca na própria comunidade permite transformar a matéria-prima em diferentes alimentos, ampliando as possibilidades de aproveitamento da produção agrícola. A estrutura também reúne atividades de beneficiamento e fabricação de derivados em um mesmo espaço de produção comunitária.

Com a operação da unidade, a associação passa a contar com uma estrutura destinada a apoiar as etapas de transformação e comercialização dos produtos elaborados pelas famílias agricultoras de Lagoa do Canto.

Associação aponta redução de custos e novas possibilidades de comercialização

Para o presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Lagoa do Canto, João Pereira Neto, a agroindústria amplia as alternativas de comercialização e permite agregar valor à mandioca cultivada pelos produtores da comunidade.

“Com a agroindústria, temos a possibilidade de gerar emprego e renda e melhorar o escoamento da matéria-prima. Muitas vezes, o produtor precisava vender a mandioca por um preço mais baixo ou buscar compradores em locais mais distantes, o que aumentava os custos com transporte. Agora, a produção pode ser beneficiada aqui mesmo, reduzindo esses custos e atendendo também comunidades vizinhas”, afirmou.

Segundo o dirigente, a possibilidade de realizar o beneficiamento na própria localidade pode reduzir a necessidade de deslocamento da matéria-prima para outros centros de processamento. A medida também cria condições para atender compradores de comunidades próximas.

A comercialização de derivados para a alimentação escolar, por meio do PNAE, representa uma das frentes de mercado já utilizadas pela produção. A participação nesse programa integra a agricultura familiar aos mecanismos de fornecimento de alimentos para a rede pública de ensino.

Agricultura familiar e agregação de valor à mandioca

A operação da agroindústria de Lagoa do Canto está relacionada à ampliação das alternativas de beneficiamento e comercialização da mandioca produzida por agricultores familiares de Belo Campo.

A transformação da raiz em farinha, polvilho e alimentos preparados possibilita diversificar a oferta da associação e atender diferentes demandas de consumo. A cozinha comunitária complementa a estrutura industrial ao permitir a produção de bolos, biscoitos e outros derivados.

Com atendimento a mais de 120 famílias, a unidade representa uma estrutura compartilhada para o processamento da produção agrícola local, com possibilidades de comercialização no mercado institucional e em outros canais de venda.

A continuidade das atividades deverá depender da organização produtiva da associação, da capacidade de comercialização e da manutenção dos mercados consumidores. As informações divulgadas destacam a operação da unidade, os produtos fabricados e as perspectivas apresentadas pelos representantes envolvidos.


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