A Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026 começa neste sábado (05/09/2026) e reunirá uma nova geração de jogadoras que já teve experiência em competições mundiais de base. Entre as atletas que chegam ao torneio estão dez nomes que se destacaram na Copa do Mundo Feminina Sub-17 do Marrocos 2025, disputada há menos de um ano.
A relação inclui jogadoras de Brasil, Espanha, Itália, Equador, México, Nigéria, República Popular da China, Canadá e Estados Unidos. Algumas delas já avançaram para as respectivas seleções principais, enquanto outras ganharam espaço em equipes profissionais após a participação no Mundial Sub-17.
A brasileira Evelin, atacante do Santos, está entre os nomes acompanhados pela FIFA. No Marrocos, ela marcou em sua estreia em uma competição da entidade, apenas 12 minutos depois de entrar em campo contra o país anfitrião, em vitória brasileira por 3 a 0. O Brasil avançou até as semifinais da competição.
Jogadoras que voltam ao Mundial
A espanhola Silvia Cristobal também integra o grupo. Defensora do Real Madrid, ela marcou dois gols em quatro partidas no Mundial Sub-17 de 2025. Desde então, passou a ter maior participação na equipe principal do clube e conquistou o Campeonato Europeu Sub-19.
A italiana Giulia Galli terminou o Mundial do Marrocos com cinco gols, contribuindo para a campanha que levou a Itália às quartas de final. A atacante também vem ganhando espaço na equipe principal da Roma e esteve entre as jogadoras mais jovens da seleção italiana na classificação para a Polônia.
Pelo Equador, Mary Guerra chega à competição depois de também ter participado do Mundial Sub-17 da República Dominicana, em 2024. Com 1,52 metro de altura, a atacante foi apontada como a jogadora mais baixa da edição de 2026 e, desde sua passagem pelo Marrocos, estreou pela seleção principal equatoriana.
A mexicana Berenice Ibarra, de 17 anos, chega à Polônia com experiência em três Mundiais de base. Depois de participar da República Dominicana em 2024 e do Marrocos em 2025, a defensora assumiu a braçadeira de capitã do México no último torneio e ajudou a equipe a conquistar o terceiro lugar.
Nigéria, México e China também têm representantes
A nigeriana Queen Joseph foi uma das jogadoras que se destacaram no Mundial Sub-17 de 2025. A atacante marcou três gols no torneio e chamou atenção pelas jogadas individuais e pela capacidade de avançar com a bola.
Apesar de estar novamente em uma categoria inferior para ajudar a Nigéria na classificação para outro Mundial Sub-17, Queen chega à Polônia como uma das jogadoras que passaram pelo processo de desenvolvimento entre as categorias de base.
A goleira mexicana Valentina Murrieta retorna ao cenário mundial depois de conquistar a Luva de Ouro adidas no Marrocos. Aos 17 anos, ela teve participação importante nas disputas de pênaltis contra Itália e Brasil, contribuindo para a medalha de bronze do México.
Pela República Popular da China, a meio-campista Chen Ruilin marcou na estreia contra a Noruega e também balançou as redes diante do Equador. Especialista em bolas paradas, ela posteriormente integrou a seleção chinesa que chegou às semifinais da Copa da Ásia Feminina Sub-20 da AFC, em abril.
Canadá e Estados Unidos completam a lista
A canadense Chloe Taylor retorna ao Mundial depois de exercer a função de capitã no Sub-17. A meio-campista, que atua pelo Vancouver Rise, participou da campanha que levou o Canadá às quartas de final do torneio no Marrocos.
Taylor dividiu a liderança da equipe canadense com Olivia Chisholm, que também estará na Copa do Mundo Sub-20 da Polônia. A jogadora chega à competição com experiência internacional acumulada nas categorias de base.
Dos Estados Unidos, Nyanya Touray aparece entre as jogadoras que voltam ao palco mundial. A meio-campista marcou quatro gols em quatro partidas no Mundial Sub-17 do Marrocos e terminou a competição como principal goleadora da seleção norte-americana.
Nascida em 2008, Touray será uma das jogadoras mais jovens do elenco dos Estados Unidos na Polônia. A atleta de Florida State estará novamente em uma competição da FIFA ao lado de outras jogadoras que também participaram do Mundial Sub-17 de 2025.
Brasil terá Kaylane como outro destaque
Além de Evelin, o Brasil chega à Copa do Mundo Feminina Sub-20 com Kaylane, outra jogadora que acumulou experiência nas categorias inferiores da Seleção. Aos 17 anos, a meia-atacante estreou pela equipe principal brasileira contra os Estados Unidos, em junho de 2026.
Kaylane disputou as duas últimas edições da Copa do Mundo Feminina Sub-17, incluindo o torneio realizado no Marrocos em 2025, onde marcou dois gols. Antes do Mundial Sub-20, a jogadora renovou seu contrato com o Flamengo.
A atleta também integrou campanhas vitoriosas do Brasil nas categorias de base, incluindo conquistas do Sul-Americano Sub-17 e Sub-21. A presença na Polônia representa mais uma etapa de sua transição para níveis superiores do futebol internacional.
Outras dez jogadoras entram no radar
A FIFA também relaciona outras dez jogadoras que chegam à Polônia com experiência relevante em competições de base ou destaque em suas seleções. Entre elas estão Luisa Agudelo, da Colômbia; Annabelle Chukwu, do Canadá; Pau Comendador, da Espanha; Kennedy Fuller, dos Estados Unidos; Jon Il-chong, da RPD da Coreia; Noa Fukushima, do Japão; Precious Oscar, da Nigéria; Annika Paz, da Argentina; e Justine Rouquet, da França.
A colombiana Luisa Agudelo, de 19 anos, participou de competições Sub-20 e Sub-17 em 2024 e posteriormente conquistou títulos nacionais com o Deportivo Cali. Em julho, transferiu-se para o San Diego Wave, da National Women’s Soccer League, e já soma duas partidas pela seleção principal da Colômbia.
A canadense Annabelle Chukwu, também de 19 anos, disputará sua terceira grande competição mundial de base. A atacante já marcou duas vezes pela seleção principal em 2026 e integra o processo de preparação do Canadá para os próximos compromissos internacionais.
Espanha, Estados Unidos e Coreia têm nomes de destaque
A espanhola Pau Comendador conquistou a Chuteira de Ouro adidas e a Bola de Prata no Mundial Sub-17 da República Dominicana, em 2024. Aos 19 anos, a atacante passou a integrar o elenco principal do Real Madrid antes da temporada 2025/26.
A norte-americana Kennedy Fuller marcou quatro gols e deu três assistências no Mundial Sub-17 de 2024, ajudando os Estados Unidos a terminar na terceira colocação. A meia-atacante também conquistou a Chuteira de Prata adidas naquela edição.
A sul-coreana Jon Il-chong foi uma das protagonistas do título da RPD da Coreia no Mundial Sub-17 de 2024. Ela recebeu a Bola de Ouro adidas e marcou o gol de empate na decisão contra a Espanha, resultado que contribuiu para a conquista do título.
Já a japonesa Noa Fukushima ganhou projeção no Mundial Sub-17 e posteriormente ajudou o Japão a conquistar a Copa da Ásia Feminina Sub-20 da AFC, em abril, competição na qual foi eleita a melhor jogadora.
Nigéria, Argentina e França também levam jovens promessas
A nigeriana Precious Oscar, de 17 anos, marcou o gol que garantiu a classificação da Nigéria para a Copa do Mundo Sub-20 após vitória por 3 a 2 no placar agregado contra Maláui. A jogadora é apontada como uma das atletas da nova geração do futebol nigeriano.
A argentina Annika Paz estabeleceu uma marca pela seleção principal ao marcar aos 16 anos, em partida contra o Uruguai pela Liga das Nações Feminina da CONMEBOL. O gol fez dela a jogadora mais jovem a marcar pela equipe nacional argentina.
Revelada pelo River Plate, Paz também foi capitã da seleção argentina Sub-17 antes de chegar ao Sub-20. Em janeiro de 2026, aos 17 anos, transferiu-se para a Internazionale.
A francesa Justine Rouquet consolidou espaço na equipe principal do Montpellier e recebeu o prêmio de Revelação da Temporada. A atacante também participou da campanha da França no Campeonato Europeu Feminino Sub-19 de 2025, encerrado com o vice-campeonato.
Polônia recebe nova geração do futebol feminino
A Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026 representa uma nova etapa para jogadoras que já passaram pelos Mundiais Sub-17. O torneio começa neste sábado (05/09/2026) e reunirá atletas que buscam consolidar a transição entre o futebol de formação e as seleções principais.
A trajetória recente de algumas dessas jogadoras já inclui títulos continentais, participação em seleções principais, conquistas individuais e experiência em clubes profissionais. Para outras, a competição será uma oportunidade de ampliar a exposição internacional e disputar pela primeira vez um Mundial Sub-20.
A evolução entre as categorias também reforça a função dos torneios de base na formação de atletas para o futebol profissional. A competição na Polônia será mais uma etapa para jogadoras que poderão integrar, nos próximos anos, as seleções principais de seus países.








Deixe um comentário