Em Abaetetuba, no nordeste do Pará, o artesão José Roberto do Carmo Ferreira, conhecido como Beto, utiliza o empreendedorismo para transformar uma tradição familiar em atividade profissional. Há mais de quatro décadas, ele trabalha com o miriti, palmeira típica da Amazônia utilizada na fabricação de brinquedos, peças decorativas e objetos relacionados à cultura regional.
O aprendizado começou ainda na infância, quando Beto acompanhava o pai na atividade. Com o passar dos anos, a produção deixou de se concentrar nos brinquedos tradicionalmente comercializados durante o Círio de Nazaré e passou a incluir diferentes peças destinadas a consumidores de outros estados e também do exterior.
Para ampliar os mercados e formalizar a atividade, Beto registrou o empreendimento como Microempreendedor Individual (MEI). A necessidade de recursos para manter a produção também o levou ao Banco da Amazônia, onde teve acesso a atendimento e crédito destinado ao negócio.
Capital de giro ajuda na manutenção da produção
Segundo o artesão, os recursos contribuíram para enfrentar despesas relacionadas à matéria-prima, tintas, outros materiais e mão de obra. Para pequenos negócios, o capital de giro pode ser utilizado na manutenção das operações, aquisição de insumos e organização do fluxo financeiro.
“Assim que eu organizar a minha vida pretendo buscar o crédito novamente, porque isso foi de suma importância para mim, para a minha empresa”, afirma Beto.
Segundo ele, a disponibilidade de capital de giro também permite avaliar com maior planejamento o momento de comercialização das peças produzidas.
O capital de giro integra as necessidades financeiras recorrentes de empreendimentos de pequeno porte. O recurso pode ser direcionado à compra de matérias-primas, mercadorias e insumos, além de auxiliar o empresário na continuidade da produção entre diferentes ciclos de venda.
Empresário amplia barbearia infantil em Belém
Outra experiência relacionada ao acesso a crédito é a de Rennan Couto, de 34 anos, proprietário de uma barbearia infantil em Belém. O empresário identificou a necessidade de espaços preparados para atender crianças atípicas e decidiu direcionar o negócio para oferecer condições específicas a esse público e às famílias.
A expansão do empreendimento, denominado Rennan Barber Kids, ocorreu após Rennan conhecer o programa BASA Acredita. Com os recursos, ele deixou um espaço menor e investiu em uma estrutura mais adequada, incluindo brinquedos educativos e melhorias no ambiente de atendimento.
“Com a iniciativa do BASA Acredita, esse estímulo ao empreendedor, eu pude ampliar, sair do local onde eu estava para um local melhor, pude dar condições melhores dentro do espaço para o nosso cliente”, relata Rennan.
BASA Acredita oferece microcrédito para MEIs
As trajetórias de Beto e Rennan estão relacionadas às linhas de microcrédito do Banco da Amazônia, entre elas o BASA Acredita MEI, destinada a Microempreendedores Individuais que buscam recursos para investir, manter ou ampliar suas atividades.
A modalidade pode atender negócios dos setores de comércio, serviços e produção, abrangendo atividades como mercearias, salões de beleza, oficinas, padarias, confecções e artesanato. O objetivo é disponibilizar crédito produtivo para diferentes perfis de pequenos empreendedores da Amazônia Legal.
De acordo com Daniel Moura, gerente executivo de micro e pequenos negócios do Banco da Amazônia, o programa está relacionado à estratégia de atendimento aos empreendedores da região.
“O lançamento consolidado do BASA Acredita marca uma nova era no atendimento ao microempreendedor na nossa região”, afirmou.
Requisitos para acesso ao BASA Acredita MEI
Para solicitar o BASA Acredita MEI, o empreendedor deve atender aos requisitos definidos pelo programa. Entre as condições apresentadas estão o enquadramento como MEI, a opção pelo Simples Nacional, a existência de apenas um estabelecimento e a ausência de participação em outra empresa como titular, sócio ou administrador.
O programa BASA Acredita também reúne outras modalidades de microcrédito destinadas a diferentes perfis de empreendedores que atuam na Amazônia Legal. As alternativas contemplam necessidades distintas relacionadas à manutenção, investimento e expansão de atividades produtivas.
A oferta de crédito produtivo representa uma das ferramentas utilizadas por pequenos negócios para organizar despesas, adquirir materiais, estruturar operações e ampliar serviços. A aplicação dos recursos, entretanto, depende das necessidades e das características de cada empreendimento.
Crédito e desenvolvimento de atividades locais
Em Abaetetuba, a atividade de Beto está ligada à transmissão de conhecimentos sobre o miriti entre gerações e à comercialização de produtos associados à cultura amazônica. A possibilidade de obter recursos para capital de giro está relacionada à compra de materiais, continuidade da produção e planejamento das vendas.
Em Belém, a experiência de Rennan está associada à expansão de uma barbearia infantil e à adaptação do espaço para atender crianças atípicas e suas famílias. O crédito foi utilizado para mudar de endereço e estruturar um ambiente com recursos voltados ao público atendido.
As duas experiências apresentam aplicações distintas para o crédito em pequenos negócios: manutenção da produção, aquisição de insumos, ampliação da estrutura e melhoria dos serviços. O acesso a recursos financeiros pode contribuir para a continuidade e o desenvolvimento de empreendimentos que integram a economia das comunidades onde estão inseridos.








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