Expofeira 2026 reúne ações para mulheres, genética Nelore, criação de jumentos Pêga e novidades gastronômicas

A 47ª Expofeira, em Feira de Santana, reuniu durante oito dias atividades relacionadas a políticas públicas, agropecuária, seleção genética animal e gastronomia. Entre as ações realizadas no evento estiveram a participação da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (SMPM), a exposição de bovinos Nelore PO, a apresentação de um jumento da raça Pêga e a comercialização de sorvete servido em coco.

A SMPM instalou um estande itinerante no Parque de Exposição para apresentar ao público os serviços da pasta, orientar sobre as formas de atendimento e divulgar os caminhos disponíveis na rede de proteção às mulheres. A iniciativa permitiu que visitantes recebessem materiais informativos e informações sobre a localização da unidade.

A secretária municipal de Políticas para Mulheres, Neinha Bastos, acompanhou as atividades durante os dias da Expofeira e participou das abordagens aos visitantes. A ação teve como objetivo ampliar a divulgação dos serviços oferecidos pela Secretaria e facilitar o acesso da população às informações.

Secretaria da Mulher apresenta serviços durante a Expofeira

No estande, os visitantes eram convidados a participar de conversas breves sobre os serviços disponibilizados pela SMPM. A equipe também forneceu materiais com orientações sobre como e onde buscar atendimento quando necessário.

Segundo Neinha Bastos, a participação no evento permitiu aproximar a Secretaria da população e apresentar os serviços disponíveis. A secretária também agradeceu ao secretário municipal de Agricultura, Silvaney Araújo, e ao prefeito José Ronaldo pela inclusão da pasta na programação da Expofeira.

A presença da SMPM no evento integrou as ações de divulgação das políticas públicas voltadas às mulheres. A Secretaria utilizou o espaço de circulação do evento para disseminar informações sobre orientação, atendimento e rede de proteção.

A programação também teve como um dos eixos a exposição de animais selecionados para reprodução e melhoramento genético. Entre os exemplares apresentados estavam bovinos Nelore PO (Puro de Origem), categoria utilizada para identificar animais com genealogia registrada e características da raça acompanhadas em programas de seleção.

Nelore PO é apresentado como referência de seleção genética

Os animais expostos nos galpões passaram por observação de características relacionadas à genética, pureza racial e genealogia. O trabalho de seleção busca identificar exemplares que possam contribuir para programas de reprodução e para o melhoramento dos rebanhos destinados à pecuária de corte.

A criação de animais de elite envolve manejo, alimentação, acompanhamento e tecnologias de reprodução. Touros e matrizes selecionados podem ser utilizados na produção de sêmen e embriões, ampliando a utilização de características genéticas consideradas relevantes pelos produtores.

Entre os animais apresentados estava um touro levado pelo pecuarista Miguel Pinto, que possui pouco mais de três anos e pesa aproximadamente 1,3 tonelada. Segundo o criador, o animal apresenta características genéticas destinadas à reprodução.

Outro exemplar foi apresentado pela Nova Delhi, empresa dedicada à seleção de Nelore. O animal tem menos de três anos e pesa cerca de 1,2 tonelada, estando próximo de deixar o circuito de exposições para ser direcionado à reprodução.

Manejo e reprodução fazem parte da criação de animais de elite

De acordo com informações apresentadas durante a exposição, os animais selecionados recebem alimentação e água de forma controlada. O manejo também inclui períodos de permanência fora do confinamento para movimentação.

Mário Sobral, da Nova Delhi, explicou que o confinamento reduz o gasto energético associado ao deslocamento para alimentação no pasto, permitindo direcionar maior parte da energia ao ganho de peso. Segundo ele, os animais saem aproximadamente duas horas por dia para caminhar.

A seleção genética não significa que todos os descendentes apresentarão as mesmas características dos animais de origem. Os exemplares são acompanhados desde as primeiras fases de desenvolvimento, e aqueles que não atendem aos critérios definidos para reprodução são destinados ao manejo convencional de produção.

O trabalho de seleção apresentado na Expofeira está relacionado à busca por características como precocidade, ganho de peso, conformação de carcaça e qualidade da carne, segundo os criadores participantes.

Jumento Pêga chama atenção pelo porte e valor de reprodução

Outro segmento da exposição foi a apresentação de animais da raça Pêga, variedade de jumento que possui porte superior ao de animais encontrados tradicionalmente em algumas regiões do sertão. Um exemplar levado à 47ª Expofeira chamou atenção pelo tamanho apresentado.

Segundo Luiz Carlos Ramos, criador da raça em uma propriedade localizada em Serrinha, o animal está entre os maiores exemplares da espécie no país e apresenta características que o tornam destinado à reprodução.

A raça Pêga tem origem em cruzamentos realizados no século XVIII, em Minas Gerais, envolvendo animais de diferentes origens continentais. O porte e as características reprodutivas estão entre os fatores considerados na criação desses animais.

Segundo o proprietário, a cobertura com uma égua, que pode resultar em burro ou mula, custa R$ 2 mil. Já o cruzamento com uma jumenta tem preço informado de R$ 5 mil. Luiz Carlos Ramos atribui a diferença ao maior tempo necessário para esse tipo de cruzamento.

Animal da raça Pêga é colocado à venda por R$ 200 mil

O jumento apresentado na Expofeira também foi colocado à venda. O proprietário estabeleceu o valor de R$ 200 mil para o animal.

A comercialização está relacionada às características atribuídas ao exemplar para utilização em reprodução. O animal permanece associado à atividade de criação desenvolvida pelo proprietário em Serrinha.

A presença de animais Pêga na exposição amplia a representação das diferentes atividades da pecuária presentes na Expofeira, que também reúne exemplares bovinos destinados à seleção genética.

A programação do evento incluiu ainda atividades voltadas ao público da praça de alimentação, com a apresentação de produtos comercializados durante os oito dias da Expofeira.

Sorvete servido no coco é apresentado na praça de alimentação

Entre as opções gastronômicas estava o sorvete no coco, denominado “cocoê”. O produto é servido dentro do próprio coco, com quatro bolas de sorvete e cobertura de coco ralado.

A comerciante Caroline Alves informou que conheceu o produto em Recife, capital de Pernambuco, e levou a proposta para Feira de Santana aproximadamente 15 dias antes da realização do evento. Segundo ela, o produto também é comercializado em outros pontos do litoral nordestino.

O sorvete é produzido de forma artesanal e foi disponibilizado durante os oito dias da Expofeira. Além do evento, o produto também é comercializado na Arena Fraga Maia, segundo a comerciante.

A presença do produto na praça de alimentação integra a diversidade de opções comerciais oferecidas aos visitantes durante a exposição agropecuária.

Expofeira reúne serviços, pecuária e gastronomia

A programação da 47ª Expofeira apresentou atividades de diferentes segmentos. Na área institucional, a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres utilizou o evento para divulgar serviços e orientar a população sobre atendimento e proteção às mulheres.

No setor agropecuário, os visitantes tiveram contato com animais selecionados da raça Nelore PO, além de exemplares da raça Pêga. Os criadores apresentaram informações sobre reprodução, manejo, genética e características dos animais.

Na área gastronômica, o sorvete no coco foi uma das opções disponibilizadas ao público. Dessa forma, o evento reuniu, em uma mesma programação, iniciativas de políticas públicas, atividades de pecuária e produtos voltados à alimentação.

A participação de diferentes setores reforça a característica multifuncional da Expofeira, que reúne serviços públicos, atividades agropecuárias, exposição de animais e comércio de alimentos em sua programação.


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