O Festival Internacional Gestos de América (FIGA) realiza sua edição de 2026 em Salvador, de 4 a 13 de setembro, com programação dedicada às artes cênicas, à formação e ao intercâmbio artístico. O festival, anteriormente denominado FILTE, adota como conceito “Toda origem se move”.
Ao longo de dez dias, a programação ocupa o Teatro Gregório de Mattos e o Centro Cultural Barroquinha, além de promover atividades formativas no Espaço Boca de Brasa e na Fundação Gregório de Mattos.
A programação reúne espetáculos nacionais e internacionais, performances, intervenções urbanas, debates, palestras, bate-papos, publicações, oficinas e atividades de formação. A proposta desta edição parte da relação entre memória, território, corpo, tradição e transformação nas artes cênicas.
FIGA 2026 amplia programação de artes cênicas
O conceito “Toda origem se move” orienta a programação a partir da ideia de que as origens culturais não permanecem estáticas. O festival propõe aproximar diferentes artistas, territórios e linguagens para discutir processos de preservação, transformação e reinvenção de práticas culturais.
Entre as atividades formativas está o curso “Topografias Afetivas”, com Junior Romanini, que começa antes da abertura oficial do festival. As primeiras atividades ocorrem de forma on-line na quarta-feira (02/09/2026) e na quinta-feira (03/09/2026).
A programação presencial começa na sexta-feira (04/09/2026), no Centro Cultural Barroquinha, com a pré-estreia de “Elegbapho – Território Afrocênico de Celebração Negra”, de Nando Zâmbia. No mesmo dia, o curso “Topografias Afetivas” terá atividade presencial no período da manhã.
Teatro Gregório de Mattos recebe espetáculos
No sábado (05/09/2026), o Teatro Gregório de Mattos recebe “Figueiredo”, com Pedro Vilela, às 19h. A programação formativa com Junior Romanini também prossegue pela manhã.
No domingo (06/09/2026), “Figueiredo” volta ao palco do Teatro Gregório de Mattos, desta vez às 15h. A programação inclui novamente atividade presencial do curso “Topografias Afetivas”.
Na segunda-feira (07/09/2026), o curso com Junior Romanini continua. Já na terça-feira (08/09/2026), o Centro Cultural Barroquinha recebe “Fissura”, às 18h, enquanto o Teatro Gregório de Mattos apresenta “El Ciervo Encantado – Figueiredo”, às 19h.
Programação internacional reúne diferentes linguagens
A agenda segue na quarta-feira (09/09/2026), com nova apresentação de “Fissura”, às 15h, no Centro Cultural Barroquinha, e “El Ciervo Encantado – Figueiredo”, às 19h30, no Teatro Gregório de Mattos.
Também estão previstas atividades do Colóquio Internacional, na Sala de Conferências da Fundação Gregório de Mattos, além do curso “El Son de los Diablos”, com Ana Correa, integrante do grupo Yuyachkani.
Na quinta-feira (10/09/2026), o Centro Cultural Barroquinha recebe a homenagem a João Sanches, com direção de Clara Romariz. No Teatro Gregório de Mattos, às 19h, será apresentado “Madres – Confesiones”, do Yuyachkani.
13º CICBahia integra programação do festival
Entre quarta-feira (09/09/2026) e sexta-feira (11/09/2026), a Fundação Gregório de Mattos recebe o 13º Colóquio Internacional de Artes Cênicas da Bahia (CICBahia).
O encontro reúne participantes nacionais e internacionais para discutir criação artística, pesquisa, formação e pensamento contemporâneo. A programação inclui debates relacionados aos espetáculos e às práticas desenvolvidas durante o festival.
Entre os nomes previstos estão Eleonora Fabião, Ana Cristina Colla, do LUME Teatro, Ana Correa, do Yuyachkani, Gilsamara Moura, Maria Flor Guerreira e Onisajé. O colóquio também prevê uma atividade relacionada à desmontagem do espetáculo “Autopsiar um Nome”, com Junior Romanini, Pedro Vilela e Mariela Brito.
Homenagem reconhece trajetória de João Sanches
O FIGA 2026 presta homenagem ao diretor, dramaturgo e professor baiano João Sanches. A atividade está programada para quinta-feira (10/09/2026), no Centro Cultural Barroquinha.
A homenagem integra a proposta do festival de relacionar memória e criação contemporânea. A trajetória de artistas e pesquisadores das artes cênicas é incorporada à programação como parte das discussões sobre formação, continuidade e transformação.
A programação de sexta-feira (11/09/2026) inclui “Quem é você na floresta?”, no Centro Cultural Barroquinha, às 16h; “Madres – Confesiones”, no Teatro Gregório de Mattos, às 19h; e a performance “Pó-de-Estrela”, de Eleonora Fabião, com local e horário ainda indicados como a definir.
Últimos dias têm apresentações de LUME Teatro e Nando Zâmbia
No sábado (12/09/2026), o Centro Cultural Barroquinha recebe “Louca”, às 18h. No Teatro Gregório de Mattos, às 19h, será apresentado “Serestando Mulheres”, do LUME Teatro.
A performance “Pó-de-Estrela”, de Eleonora Fabião, também está prevista para o sábado, com local e horário indicados na programação como a definir.
O encerramento ocorre no domingo (13/09/2026). O Centro Cultural Barroquinha recebe novamente “Elegbapho – Território Afrocênico de Celebração Negra”, de Nando Zâmbia, às 18h. No Teatro Gregório de Mattos, às 16h, será apresentado “Serestando Mulheres”, do LUME Teatro.
Festival promove formação e intercâmbio artístico
Além dos espetáculos, o FIGA concentra parte de sua programação em atividades formativas gratuitas, incluindo cursos, oficinas e o Colóquio Internacional de Artes Cênicas da Bahia.
A presença de artistas e grupos de diferentes origens também estabelece uma dimensão de intercâmbio entre práticas artísticas, pesquisa e produção cultural. A programação combina apresentações, debates e processos de formação em diferentes espaços da cidade.
A edição de 2026 é realizada no contexto dos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura e execução do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
Salvador recebe dez dias de programação
Com atividades entre 02 e 13 de setembro, incluindo ações preparatórias e a programação principal de 04 a 13 de setembro, o FIGA ocupa equipamentos culturais de Salvador com atividades voltadas às artes cênicas.
O festival reúne artistas, grupos, pesquisadores e participantes de diferentes territórios em uma programação que articula teatro, performance, formação, pesquisa e intercâmbio.
A programação completa está disponível no site oficial do festival e em seus canais de divulgação. A edição tem como eixo “Toda origem se move”, conceito que orienta as atividades relacionadas à memória, às tradições e aos processos de transformação nas artes.








Deixe um comentário