O Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS), conhecido como Hospital da Mulher, em Feira de Santana, registrou redução no índice de prematuridade e manteve a ampliação da assistência materno-infantil oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre janeiro e julho de 2026, a unidade contabilizou 24.921 atendimentos, 7.721 internamentos e 4.788 nascimentos, além de realizar, em média, 700 partos por mês.
A unidade atende pacientes de Feira de Santana e de municípios da região e funciona como porta aberta para assistência materno-infantil, com atendimento a gestantes classificadas em situações de pequeno e médio risco. O fluxo começa pela emergência, onde é realizada a classificação de risco, procedimento utilizado para identificar situações que exigem atendimento prioritário.
A avaliação inicial permite estabelecer a ordem de atendimento conforme a gravidade clínica apresentada pela paciente. Segundo a gestão da unidade, a medida contribui para agilizar a assistência em casos que envolvam riscos para a gestante ou para o bebê.
Hospital da Mulher registra 24.921 atendimentos em sete meses
Os números registrados entre janeiro e julho de 2026 demonstram a demanda atendida pelo Hospital da Mulher. No período, foram contabilizados 24.921 atendimentos e 7.721 internamentos, abrangendo pacientes de diferentes faixas etárias.
Entre os internamentos registrados, 628 envolveram adolescentes de 14 a 19 anos, enquanto 3.137 foram de mulheres entre 20 e 29 anos. Na faixa de 30 a 39 anos, foram registrados 2.141 internamentos.
Também foram contabilizados 498 internamentos de mulheres entre 40 e 49 anos e 175 de pacientes entre 50 e 65 anos. Os dados indicam que a unidade atende gestantes com diferentes perfis etários e necessidades clínicas.
Assistência multiprofissional integra atendimento às gestantes
A assistência prestada no HIPS envolve médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais da equipe multiprofissional. A proposta é acompanhar a paciente desde a chegada à emergência até o parto e o período de recuperação.
A classificação de risco é uma das etapas centrais do atendimento. Durante a avaliação, são identificados sinais e sintomas que possam indicar risco à saúde da mulher ou do bebê. A partir dessas informações, a equipe estabelece a prioridade para o atendimento.
A diretora-presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas, afirmou que a gestão pretende manter investimentos em tecnologia e capacitação profissional. Segundo ela, o Hospital da Mulher realiza cerca de 700 partos mensais e tem como objetivo ampliar os resultados relacionados à assistência materno-infantil.
Investimentos incluem equipamentos, leitos e expansão do atendimento
De acordo com a Fundação Hospitalar, os investimentos realizados na unidade abrangem aquisição de equipamentos, ampliação e implantação de setores do centro cirúrgico, expansão do bloco neonatal e aquisição de novos leitos.
Também houve reforço do quadro de especialistas e de outros profissionais da saúde. A capacitação permanente das equipes integra a estratégia de qualificação dos serviços prestados às gestantes e aos recém-nascidos.
Segundo Gilberte Lucas, as medidas adotadas pela gestão municipal contribuíram para posicionar o Hospital da Mulher como referência em atendimento de parto humanizado. A gestora também afirmou que a unidade é a maior unidade materno-infantil da Bahia em realização de partos, segundo avaliação apresentada pela própria Fundação Hospitalar.
Índice de prematuridade cai de 12,9% para 8,5%
Um dos principais indicadores apresentados pela unidade é a evolução da proporção de nascimentos prematuros. Entre janeiro e julho de 2026, foram registrados 405 nascimentos prematuros entre 4.788 nascimentos, correspondendo a 8,5% do total.
Em 2025, foram contabilizados 886 nascimentos prematuros, equivalentes a 11,1% do total de partos realizados ao longo daquele ano. Já em 2024, o índice informado foi de 12,9%, com 938 recém-nascidos prematuros entre 7.215 nascimentos.
A comparação dos indicadores aponta uma redução da proporção de prematuridade registrada na unidade: 12,9% em 2024, 11,1% em 2025 e 8,5% entre janeiro e julho de 2026. Os números, entretanto, correspondem a períodos distintos, já que o indicador de 2026 considera apenas os sete primeiros meses do ano.
Acompanhamento da gestação influencia prevenção de riscos
A redução do índice de prematuridade está relacionada, segundo a gestão hospitalar, à importância do acompanhamento adequado da gestação, da identificação precoce de situações de risco e da assistência especializada durante o parto e o nascimento.
A atuação integrada das equipes permite que alterações identificadas durante o atendimento sejam avaliadas e encaminhadas de acordo com a necessidade clínica. A estrutura neonatal também integra a capacidade de atendimento aos recém-nascidos que necessitam de cuidados específicos.
O modelo adotado combina classificação de risco, assistência multiprofissional, estrutura hospitalar, equipamentos e capacitação profissional. Esses elementos são apresentados pela Fundação Hospitalar como componentes da estratégia de segurança da assistência às gestantes e aos recém-nascidos.
Atendimento pelo SUS alcança Feira de Santana e municípios da região
Como unidade materno-infantil de porta aberta, o Hospital da Mulher recebe pacientes do SUS de Feira de Santana e de municípios da região. O serviço realiza partos de pequeno e médio risco e concentra diferentes etapas do atendimento obstétrico e neonatal.
A média de aproximadamente 700 partos por mês mantém a unidade entre os principais pontos de acesso à assistência materno-infantil pública no município. O volume de atendimentos também exige organização do fluxo de emergência e definição das prioridades clínicas.
Com os dados registrados até julho de 2026, a unidade apresenta redução proporcional dos nascimentos prematuros em relação aos indicadores de 2024 e 2025, ao mesmo tempo em que mantém investimentos na estrutura, na tecnologia e na qualificação das equipes.








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