O Nordeste criou 59.356 empregos formais em agosto de 2026, maior saldo mensal da região no ano, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) reunidos pelo Data Nordeste, plataforma da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). As informações foram divulgadas nesta terça-feira (29/09/2026) e mostram que a região respondeu por 35,8% dos 165.827 postos de trabalho gerados no Brasil no mês.
Foram contabilizadas 352.116 admissões e 292.760 desligamentos nos nove estados nordestinos. No acumulado entre janeiro e agosto, a região alcançou saldo positivo de 211.915 empregos com carteira assinada, equivalente a 18,7% da geração líquida nacional no período.
Em todo o Brasil, o mercado formal registrou 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos em agosto, resultando nas 165.827 vagas líquidas. O estoque nacional chegou a 48.244.696 vínculos formais, enquanto o saldo acumulado entre janeiro e agosto alcançou 1.134.033 novos postos de trabalho.
Pernambuco lidera geração de empregos e Bahia ocupa segunda posição
Os nove estados do Nordeste encerraram agosto com saldo positivo de empregos formais. Pernambuco apresentou o maior resultado, com 13.428 novas vagas, seguido pela Bahia, com 11.647, e pelo Ceará, que registrou 9.295 postos de trabalho.
Na sequência aparecem Paraíba, com 8.852 vagas; Rio Grande do Norte, com 4.890; Alagoas, com 3.791; Maranhão, com 3.188; Sergipe, com 2.382; e Piauí, com 1.883. Os números mostram que a expansão do emprego formal alcançou todas as unidades federativas da região durante o mês.
No cenário nacional, Pernambuco também apareceu entre os estados com maiores saldos absolutos de agosto. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), São Paulo criou 42.533 vagas, o Rio de Janeiro registrou 20.886 e Pernambuco apresentou 13.428 novos postos formais.
Serviços e Indústria concentram 63,1% das vagas do Nordeste
Os setores de Serviços e Indústria responderam conjuntamente por 37.471 empregos, correspondentes a 63,1% de todas as vagas líquidas geradas no Nordeste em agosto. Serviços apresentou o maior resultado, com 24.931 novos postos de trabalho.
Dentro desse setor, a Bahia liderou a criação de vagas, com 6.133 postos, seguida pelo Ceará, com 5.267. Entre as atividades econômicas, Educação criou 5.998 empregos, enquanto Saúde Humana e Serviços Sociais respondeu por outras 4.456 vagas.
O resultado regional acompanha a composição observada nacionalmente. Em agosto, Serviços também liderou a geração de empregos no Brasil, com saldo de 110.346 vagas, seguido pela Construção, com 20.848; Indústria, com 16.613; Comércio, com 16.565; e Agropecuária, com 1.452 postos.
Indústria cria 12,5 mil vagas e transformação responde por 90,2%
A Indústria nordestina criou 12.540 empregos formais em agosto. Desse total, 11.314 vagas foram registradas na indústria de transformação, segmento responsável por 90,2% do saldo industrial regional.
A Paraíba apresentou o maior saldo industrial entre os estados nordestinos, com 4.088 postos, seguida por Pernambuco, com 3.296 novas vagas. A concentração do resultado na transformação demonstra o peso das atividades industriais de processamento e fabricação na expansão mensal do emprego do setor.
No conjunto do Brasil, a Indústria criou 16.613 empregos em agosto. Considerando os oito primeiros meses de 2026, o setor acumulou 170.442 novos vínculos formais, segundo os dados nacionais do Novo Caged.
Construção, Comércio e Agropecuária também registram saldo positivo
A Construção gerou 7.354 empregos no Nordeste em agosto. Ceará liderou o setor, com 1.897 vagas, seguido por Pernambuco, com 1.824, e pela Bahia, com 1.707 novos empregos.
O Comércio registrou saldo de 4.888 vagas. O Ceará apresentou o maior resultado, com 1.193 postos, enquanto Pernambuco contabilizou 934 e a Bahia, 757 novas vagas formais.
A Agropecuária criou 9.645 empregos na região. Pernambuco liderou o segmento, com 2.981 postos, seguido pelo Rio Grande do Norte, com 2.620, e pela Paraíba, com 1.265 vagas. O desempenho regional da Agropecuária foi superior ao saldo nacional do setor em agosto, de 1.452 vagas, refletindo diferenças no calendário produtivo e nas atividades econômicas das regiões brasileiras.
Área da Sudene soma 59.747 vagas e Semiárido cria 23,9 mil postos
Ao considerar toda a área de atuação da Sudene, que reúne os nove estados nordestinos e municípios do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, o saldo de agosto alcançou 59.747 empregos formais.
Somente no Semiárido foram criados 23.907 postos de trabalho. Nos municípios inseridos no bioma Caatinga, o saldo ficou em 23.079 empregos formais, segundo os recortes territoriais disponibilizados pelo Data Nordeste.
Esses indicadores permitem diferenciar o desempenho do Nordeste político-administrativo daquele registrado na área de atuação institucional da Sudene. A plataforma reúne informações do Caged e disponibiliza recortes por estados, municípios, setores econômicos, escolaridade, faixa etária, sexo e outros componentes do mercado formal de trabalho.
Homens concentram 40,1 mil vagas e remuneração de admissão apresenta diferença por sexo
No recorte por sexo, os homens responderam por 40.160 novos postos de trabalho no Nordeste, enquanto entre as mulheres o saldo foi de 19.196 vagas.
Também houve diferença na remuneração média de admissão. Entre os homens contratados, o valor médio informado foi de R$ 2.117,17, enquanto entre as mulheres ficou em R$ 1.999,38. A diferença nominal entre os valores foi de R$ 117,79.
Por escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo concentraram o maior saldo, com 34.440 novas vagas formais durante o mês. O resultado indica a predominância desse nível de formação entre os grupos que ampliaram participação no estoque de empregos da região.
Jovens de 18 a 24 anos lideram saldo por faixa etária
A faixa entre 18 e 24 anos apresentou saldo de 26.738 novos empregos, o maior resultado entre os grupos etários analisados no Nordeste em agosto.
Entre trabalhadores de 30 a 39 anos, foram criados 10.176 postos, enquanto o grupo de 40 a 49 anos registrou 9.798 vagas. Entre pessoas de 25 a 29 anos, o saldo foi de 7.802 empregos.
Também houve resultados positivos entre trabalhadores de 50 a 64 anos, com 4.188 vagas, e entre pessoas com até 17 anos, com 1.798 postos formais. Os próximos levantamentos do Novo Caged permitirão verificar a continuidade do ritmo de contratação e a distribuição das vagas entre estados, setores econômicos e grupos populacionais.








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