O Olorin estreia oficialmente em Salvador nesta sexta-feira (18/09/2026), no Teatro SESC Casa do Comércio, com o espetáculo “Olorin toca Caymmi com Armandinho Macêdo”. O projeto de música instrumental baiana propõe novas interpretações para obras de Dorival Caymmi, utilizando instrumentos como guitarra baiana, bandolim, violões, baixo e percussão.
Parte da setlist foi divulgada às vésperas da apresentação e inclui canções como “São Salvador”, “2 de Fevereiro”, “365 Igrejas”, “Saudade de Itapuã”, “Só Louco”, “Vatapá”, “Canoeiro”, “Maracangalha”, “Marina”, “O que é que a baiana tem”, “Adeus” e “Abaeté”. A apresentação será aberta com um solo de berimbau.
A participação de Armandinho Macêdo estabelece uma conexão entre a obra de Caymmi e a tradição da guitarra baiana, instrumento associado à trajetória da música instrumental produzida na Bahia. O músico participa da apresentação ao lado dos integrantes do Olorin, em uma proposta que combina repertório autoralmente reinterpretado e recursos audiovisuais.
Repertório de Caymmi ganha novos arranjos instrumentais
A proposta do Olorin não é reproduzir as gravações originais de Caymmi, mas trabalhar suas composições a partir de novos arranjos instrumentais. As melodias serão executadas por uma formação que reúne diferentes instrumentos característicos da música produzida na Bahia.
Entre as obras selecionadas estão canções relacionadas a Salvador, ao Recôncavo e às referências culturais presentes na produção de Caymmi. O repertório inclui tanto músicas de forte associação com a identidade baiana quanto composições que integram a trajetória nacional do compositor.
A estrutura musical será acompanhada por elementos visuais. O VJ Gabiru assina a parte audiovisual do projeto, com projeções concebidas para dialogar com a execução musical em tempo real.
Música e projeções integram espetáculo
O projeto foi idealizado por Paulo Argolo e João Falcão Neto, que conceberam o Olorin com a proposta de apresentar a música instrumental baiana em outros territórios. A concepção reúne músicos, arranjos e recursos tecnológicos em uma mesma apresentação.
As projeções do VJ Gabiru foram planejadas para criar imagens e paisagens digitais sincronizadas à performance musical. O recurso amplia a dimensão cênica do espetáculo sem substituir a execução instrumental.
A combinação entre música e imagem também está relacionada à proposta de apresentar a obra de Caymmi a partir de diferentes possibilidades de interpretação, explorando texturas sonoras, ritmos e recursos visuais.
Armandinho Macêdo participa da estreia em Salvador
A presença de Armandinho Macêdo ocupa posição central na estreia do Olorin. O músico possui trajetória ligada à guitarra baiana e à música instrumental brasileira, estabelecendo uma relação direta entre diferentes períodos da produção musical da Bahia.
O encontro com o repertório de Caymmi cria uma aproximação entre composições associadas à cultura baiana e instrumentos desenvolvidos na tradição musical do estado.
A apresentação desta sexta-feira marca o início da trajetória do Olorin nos palcos. A partir da estreia em Salvador, os idealizadores planejam ampliar a circulação do projeto para outros eventos e espaços no Brasil e no exterior.
Olorin planeja apresentações fora do Brasil
Entre os próximos destinos previstos estão Cabo Verde, Marrocos e países europeus. O planejamento inclui participação, em abril de 2027, na Atlantic Music Expo (AME) e no Kriol Jazz Festival, ambos realizados em Cabo Verde.
A programação internacional prevista também contempla Rabat e Marrakesh, no Marrocos, além de cidades europeias como Lisboa, Coimbra, Madrid e Barcelona.
A estratégia de circulação busca apresentar uma vertente da música instrumental produzida na Bahia a públicos de diferentes países, mantendo como referências a obra de Caymmi, a tradição musical baiana e recursos contemporâneos de produção audiovisual.
Nome Olorin reúne referências à música e ao sonho
Segundo Paulo Argolo, responsável pela escolha do nome do projeto, “Olorin” tem origem iorubá e reúne os termos Olô, associado à ideia de posse ou agência, e Orin, que significa canção ou música.
O idealizador também relaciona o nome à tradição literária de “O Senhor dos Anéis”, em que Olorin é apresentado como nome associado ao personagem Gandalf. No conceito desenvolvido para o projeto, a referência é relacionada à ideia de sonho como visualização de algo que se pretende realizar.
Para Argolo, a apresentação em Salvador representa o primeiro capítulo da trajetória do Olorin. A divulgação da setlist antecipa parte do repertório que será apresentado no espetáculo dedicado à obra de Dorival Caymmi.
Estreia apresenta primeira etapa do projeto
A apresentação no Teatro SESC Casa do Comércio, em Salvador, reúne os elementos centrais da proposta do Olorin: releitura instrumental da obra de Caymmi, participação de Armandinho Macêdo e integração entre música e projeções digitais.
O repertório divulgado reúne 12 canções de Caymmi, enquanto o espetáculo incorpora instrumentos como guitarra baiana, bandolim, violões, baixo, percussão e berimbau.
Com a estreia marcada para sexta-feira (18/09/2026), o projeto inicia sua circulação a partir da capital baiana e já estabelece planos para apresentações internacionais em 2027, com Cabo Verde como um dos primeiros destinos previstos.








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