Setembro Amarelo: Psicóloga orienta sobre sinais de sofrimento mental e importância de buscar ajuda em Feira de Santana

Reconhecer os primeiros sinais de sofrimento emocional, falar sobre o que está acontecendo e buscar ajuda foram algumas das orientações apresentadas durante uma ação do Setembro Amarelo realizada na manhã desta quarta-feira (09/09/2026), no Centro Municipal de Prevenção ao Câncer (CMPC) Romilda Maltez, em Feira de Santana.

A atividade foi promovida pela Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Fundação Hospitalar, e teve como público pacientes atendidos na unidade. A palestra foi conduzida pela psicóloga do CAPS III, Deise Daiany Santos Simões, que destacou a necessidade de observar alterações no comportamento e na maneira como a pessoa lida com as próprias emoções.

Entre os sinais citados pela profissional estão tristeza persistente, alterações no sono, falta de ânimo e mudanças na rotina ou no comportamento. Segundo Deise, essas manifestações devem ser observadas e, quando percebidas como sinais de adoecimento psíquico, acompanhadas por profissionais de saúde.

Psicóloga orienta sobre identificação de sinais

Durante a palestra, Deise recomendou que pessoas que percebam alterações persistentes procurem atendimento e adotem medidas relacionadas à rotina e ao cuidado com a saúde. A profissional também mencionou a prática de atividades físicas como parte dos cuidados que podem contribuir para o bem-estar.

A psicóloga ressaltou que pedir ajuda não deve ser interpretado como sinal de fraqueza. Para ela, falar sobre o sofrimento permite que familiares, amigos ou profissionais percebam a situação e ofereçam suporte.

A orientação também foi relacionada à importância da escuta. Segundo Deise, uma palavra de acolhimento pode contribuir para que uma pessoa em sofrimento consiga expressar o que está vivendo e seja encaminhada para o atendimento adequado.

CAPS III oferece acolhimento e acompanhamento

A atuação do CAPS III Dr. João Lopes Cavalcantes foi apresentada durante a atividade como parte da rede municipal de atenção à saúde mental. De acordo com a psicóloga, muitos pacientes chegam ao serviço quando já enfrentam dificuldades para conversar sobre suas experiências dentro do próprio círculo familiar.

Em alguns casos, segundo Deise, os usuários chegam ao serviço em uma situação de intenso sofrimento e encontram na unidade um espaço de acolhimento e confiança. A proposta é possibilitar que a pessoa fale sobre suas dificuldades e tenha acesso ao acompanhamento necessário.

A profissional também relacionou o atendimento à necessidade de combater o preconceito associado aos transtornos mentais. Para ela, expressões pejorativas e julgamentos podem contribuir para o isolamento de pessoas que precisam de apoio e dificultar a procura por atendimento.

Campanha aborda prevenção e combate ao estigma

Deise afirmou que o Setembro Amarelo vai além da prevenção do suicídio e também envolve a redução do estigma relacionado ao adoecimento mental. O objetivo, segundo a profissional, é ampliar o diálogo e estimular a procura por ajuda sem que a pessoa deixe de buscar atendimento por receio de julgamentos.

Durante a atividade, foram distribuídos materiais informativos com orientações sobre sinais de alerta, importância da comunicação e formas de oferecer apoio a pessoas que estejam passando por dificuldades. O material utilizado na ação tinha como tema “Setembro Amarelo — Você Importa”.

Ao final da palestra, a psicóloga também se colocou à disposição para ouvir participantes que necessitassem de escuta. A iniciativa reforçou a orientação para que sinais de sofrimento sejam observados e que a busca por atendimento ocorra quando houver necessidade.

Assistência social destaca importância de pedir ajuda

A assistente social do CMPC, Renata Silva Teixeira, informou que a programação do Setembro Amarelo foi organizada com palestras ao longo do dia. Segundo ela, a proposta é estimular as pessoas a procurar apoio desde o surgimento das primeiras dificuldades.

Renata observou que situações relacionadas a crises emocionais, financeiras ou familiares podem se agravar quando a pessoa não encontra suporte ou não busca ajuda. A profissional reforçou a necessidade de atenção ao próprio estado emocional e de procura por atendimento.

A programação também procura aproximar os usuários dos serviços disponíveis na rede municipal. A orientação apresentada durante a atividade é que o cuidado seja iniciado diante dos primeiros sinais de sofrimento, evitando que a situação avance sem acompanhamento.

Rede municipal oferece serviços especializados

Feira de Santana conta com serviços especializados em psicologia e psiquiatria em unidades vinculadas à Fundação Hospitalar. Entre elas estão o CMPC, o Ambulatório de Saúde da Mulher e o Ambulatório de Pediatria do Hospital da Mulher.

A rede municipal também dispõe de serviços de saúde mental organizados territorialmente, com atendimento direcionado a moradores dos bairros e distritos. Os equipamentos incluem unidades dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) com diferentes modalidades de atendimento.

Entre os serviços informados pela Prefeitura estão o CAPS III Dr. João Lopes Cavalcantes, localizado no bairro Olhos D’Água, o CAPS II Dr. Sílvio Luiz, na Mangabeira, e o CAPS II Oscar Marques, no bairro Brasília.

Confira os serviços de saúde mental informados pelo município

O CAPS II Infantojuvenil Osvaldo Brasileiro, localizado no bairro Olhos D’Água, atende pessoas de todos os bairros e distritos. Já o CAPS AD — Álcool e Drogas, situado no bairro Santa Mônica, também recebe moradores de diferentes regiões do município.

A rede informada para atendimento inclui:

  • CAPS III Dr. João Lopes Cavalcantes — Alameda, s/n, bairro Olhos D’Água, em frente ao Casarão Olhos D’Água. Telefone: (75) 3612-4555.
  • CAPS II Dr. Sílvio Luiz — Rua Alcântara, s/n, Loteamento Modelo, bairro Mangabeira. Telefone: (75) 3617-3250.
  • CAPS II Oscar Marques — Rua Adenil Falcão, 1836, bairro Brasília. Telefone: (75) 3617-3251.
  • CAPS II Infantojuvenil Osvaldo Brasileiro — Alameda das Pedras, s/n, bairro Olhos D’Água. Telefone: (75) 3617-3249. Atendimento para moradores de todos os bairros e distritos.
  • CAPS AD — Álcool e Drogas — Rua Paris, 41, bairro Santa Mônica. Telefone: (75) 3617-3248. Atendimento para moradores de todos os bairros e distritos.

A programação realizada no CMPC integra as ações do Setembro Amarelo em Feira de Santana e busca ampliar o diálogo sobre saúde mental, divulgar os serviços disponíveis e incentivar a procura por atendimento diante de sinais de sofrimento.

A iniciativa também reforça a atuação da Fundação Hospitalar na assistência especializada em saúde mental, articulada com os demais serviços da rede municipal. O objetivo informado é ampliar o acesso da população ao cuidado psicológico e psiquiátrico e fortalecer ações de prevenção e acolhimento.


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