O canal Exército do Lula, criado no WhatsApp para divulgar conteúdos de apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a funcionar na noite de quarta-feira (14/10/2026). A retomada ocorreu após a campanha presidencial registrar formalmente o canal no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme determinação do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques. A página reúne 4,3 milhões de inscritos e é administrada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
A reativação ocorreu depois de uma sequência de decisões judiciais sobre a continuidade das atividades do canal. O caso envolve a exigência de comunicação formal do endereço da página à Justiça Eleitoral e a adoção de medidas para suspender seu funcionamento enquanto a situação não fosse regularizada.
TSE determinou suspensão do canal por falta de registro formal
A controvérsia ganhou destaque após o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinar, no sábado (11), a suspensão total do canal Exército do Lula. A medida, entretanto, foi derrubada horas depois pelo corregedor da Corte, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou a retomada das atividades.
A divergência entre as decisões levou a novos desdobramentos no tribunal. Ao reexaminar o caso na terça-feira (13), Nunes Marques sustentou que a ausência de comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral constituía motivo suficiente para determinar novamente a suspensão.
A decisão estabeleceu que a página deveria permanecer fora do ar até que fossem atendidas as exigências determinadas pela Corte. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, a campanha de Lula providenciou o registro do canal no TSE, medida que possibilitou a retomada das publicações.
André Janones administra canal com 4,3 milhões de inscritos
O canal Exército do Lula é utilizado para a divulgação de conteúdos favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição no contexto eleitoral descrito no caso. A administração está a cargo do deputado federal André Janones, reeleito pelo partido Rede-MG, que utiliza a plataforma de mensagens para distribuir publicações a milhões de seguidores.
Com 4,3 milhões de inscritos, o canal representa um instrumento de comunicação digital da campanha. A exigência de registro perante a Justiça Eleitoral colocou em discussão os procedimentos formais aplicáveis à identificação de canais utilizados para a divulgação de conteúdos políticos durante o período eleitoral.
A retomada das atividades ocorreu após a regularização informada pela campanha, em cumprimento à determinação do presidente do TSE. O episódio também evidenciou a sequência de decisões judiciais que marcaram a análise do caso, inicialmente com a suspensão do canal, seguida pela reversão da medida e por uma nova determinação de interrupção do funcionamento.
Registro eleitoral e funcionamento do canal
A questão central do processo foi a comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral. Na avaliação apresentada por Nunes Marques, a falta dessa informação justificava a suspensão da página, independentemente de sua audiência ou do conteúdo de apoio político divulgado.
A campanha de Lula providenciou o registro exigido, e o canal voltou a funcionar na noite de quarta-feira (14). A reativação ocorreu após a formalização perante o TSE, conforme as informações disponíveis sobre o episódio.
O caso envolveu, portanto, três atores institucionais e políticos: o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, responsável pela determinação de suspensão; o corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia revertido a primeira medida; e o deputado André Janones, administrador do canal. A regularização do registro foi o elemento apontado para explicar a retomada das atividades de uma página que reúne milhões de inscritos no WhatsApp.
*Com informações da Agência Brasil.








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