O Estado da Bahia transferiu cinco líderes de facções criminosas para presídios federais de segurança máxima, localizados em Porto Velho (RO) e Campo Grande (MS). A medida, segundo as informações divulgadas pelas autoridades, foi realizada com respaldo na Lei Antifacção, sancionada em 2026, e envolveu órgãos de segurança pública, administração penitenciária e Ministério Público.
A operação foi articulada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio dos Grupos de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e de Execução Penal (Gaep), em conjunto com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
De acordo com as informações apresentadas pelas autoridades, os cinco detentos possuem envolvimento investigado ou atribuído em crimes relacionados ao tráfico de drogas e armas, mortes violentas, lavagem de dinheiro e corrupção de menores, entre outras ocorrências.
Cinco detentos são encaminhados para unidades federais
Entre os transferidos, três são apontados como integrantes de uma facção originária do Rio de Janeiro. Segundo as autoridades, esse grupo teria tentado implementar em localidades da Bahia um modelo de domínio territorial associado à atuação de organizações criminosas em estados da região Sudeste.
As informações divulgadas indicam que a transferência para o sistema penitenciário federal integra uma estratégia de atuação conjunta entre os órgãos responsáveis pela investigação, execução penal e segurança pública.
Os outros dois detentos são apontados como integrantes de uma organização criminosa que atua em parceria com uma facção de origem paulista. Segundo as autoridades, a atuação atribuída à dupla envolve crimes relacionados ao tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, corrupção de menores e mortes violentas.
Investigação envolve desvio de coletes do Exército
Além dos crimes atribuídos aos dois integrantes do segundo grupo, as autoridades informaram que eles estão diretamente relacionados a uma investigação sobre o desvio de coletes balísticos do Exército Brasileiro.
O caso é investigado pelas forças policiais da Bahia e integra o conjunto de elementos considerados pelas autoridades no contexto da transferência dos detentos para o sistema penitenciário federal.
A medida também envolve a atuação da Secretaria Nacional de Políticas Penais, responsável pela administração do sistema penitenciário federal, em articulação com os órgãos estaduais envolvidos no procedimento.
Lei Antifacção fundamenta transferência
A transferência dos cinco detentos ocorre, segundo o Estado, com fundamento na Lei Antifacção, utilizada como respaldo jurídico para medidas relacionadas ao enfrentamento de organizações criminosas.
Os deslocamentos foram realizados para unidades federais situadas em Porto Velho, em Rondônia, e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. A transferência para estabelecimentos federais retira os detentos do sistema prisional estadual e os encaminha para unidades administradas no âmbito federal.
A atuação conjunta reúne órgãos do Ministério Público, da segurança pública, da administração penitenciária estadual e do sistema penitenciário federal, em uma ação voltada aos integrantes apontados pelas autoridades como lideranças de organizações criminosas.








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