Copa do Mundo Feminina de 2027: Brasil busca título inédito em casa, enquanto Espanha chega como campeã mundial

O Brasil disputará a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027 como país-sede, com o objetivo de conquistar o primeiro título mundial de sua história. A competição será realizada pela primeira vez na América do Sul, e a Seleção Brasileira terá classificação automática para o torneio, que reunirá as principais equipes do futebol feminino internacional.

Sob o comando do técnico Arthur Elias, a equipe brasileira chega à preparação para o Mundial após conquistar a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e o título da Copa América Feminina de 2025. Os resultados integram a trajetória recente de uma seleção que busca transformar o desempenho em competições continentais e olímpicas em uma campanha pelo título mundial.

A Copa do Mundo de 2027 também marcará a décima participação brasileira no torneio, iniciado para a Seleção em 1991. O melhor resultado continua sendo o vice-campeonato de 2007, quando a equipe liderada por Marta chegou à final na China e perdeu para a Alemanha por 2 a 0.

Brasil prepara a Seleção para disputar o título mundial em 2027

A classificação brasileira para a Copa do Mundo de 2027 foi garantida automaticamente porque o país sediará a competição. Com a vaga assegurada, a comissão técnica pode concentrar o planejamento na formação do elenco, na avaliação das atletas e na preparação tática para enfrentar seleções de diferentes confederações.

A campanha olímpica de 2024 representou um dos principais resultados recentes da equipe. Em Paris, o Brasil eliminou a França, anfitriã dos Jogos, e a Espanha, então campeã mundial, antes de enfrentar os Estados Unidos na decisão. A final terminou com vitória norte-americana por 1 a 0, resultado que garantiu a medalha de prata à Seleção Brasileira.

Em 2025, o Brasil conquistou seu nono título da Copa América Feminina, ao derrotar a Colômbia na disputa por pênaltis. A decisão terminou empatada em 3 a 3 no tempo regulamentar e em 4 a 4 após a prorrogação. Nas cobranças, a equipe brasileira venceu por 5 a 4.

Marta, Angelina e Lorena integram a base da equipe brasileira

Marta foi um dos destaques da final da Copa América de 2025, com dois gols marcados na partida contra a Colômbia. A atacante também recebeu o prêmio de melhor jogadora do torneio, enquanto Amanda Gutierres terminou como uma das artilheiras da competição, com seis gols, ao lado da paraguaia Claudia Martínez.

Além de Marta, nomes como Kerolin, Angelina e a goleira Lorena tiveram participação relevante no ciclo recente da Seleção. A presença dessas atletas amplia as alternativas da comissão técnica para estruturar o grupo que disputará o Mundial em território brasileiro.

Jogadoras mais jovens também passaram a integrar o planejamento da equipe. Tainá Maranhão e Dudinha estão entre os nomes que ganharam espaço no processo de renovação. Dudinha, entretanto, enfrenta o período de recuperação de uma ruptura do ligamento cruzado anterior, lesão que exige acompanhamento médico e reabilitação antes do retorno às atividades competitivas.

Quando serão os jogos do Brasil na Copa do Mundo de 2027

O sorteio dos grupos da Copa do Mundo Feminina está previsto para sexta-feira (11/12/2026), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Como anfitrião, o Brasil será colocado no Grupo A, mas os adversários da Seleção dependerão da definição dos grupos.

De acordo com o calendário apresentado no material de referência, o Brasil estreará em 24 de junho de 2027, no Maracanã, no Rio de Janeiro. A segunda partida está prevista para 29 de junho, na Arena Itaquera, em São Paulo, e o último compromisso da fase de grupos deverá ocorrer em 4 de julho, no Estádio Nacional de Brasília.

A programação definitiva dos confrontos, os horários e os adversários precisam ser considerados conforme a divulgação oficial do calendário. As listas finais de convocadas também serão anunciadas perto do início do torneio, de acordo com o cronograma da organização.

Arthur Elias comanda o Brasil no ciclo para o Mundial

Arthur Elias assumiu a Seleção Brasileira feminina em setembro de 2023, depois da eliminação do país na fase de grupos da Copa do Mundo disputada na Austrália e na Nova Zelândia. Ele substituiu a sueca Pia Sundhage e passou a conduzir o processo de reorganização da equipe para as competições seguintes.

Antes de chegar à Seleção, o treinador construiu sua trajetória no futebol feminino de clubes, especialmente no Corinthians. No período, conquistou títulos nacionais e quatro troféus da Copa Libertadores Feminina, sendo três pelo Corinthians e um pela parceria entre o clube paulista e o Audax.

A medalha de prata em Paris 2024 e a conquista da Copa América de 2025 passaram a integrar o histórico de resultados de Arthur Elias à frente da equipe nacional. O principal objetivo esportivo do ciclo é preparar o Brasil para competir pelo título mundial diante da torcida brasileira.

Histórico do Brasil na Copa do Mundo Feminina

O Brasil estreou no Mundial feminino em 1991, na China, e participou de todas as edições realizadas desde então. Na primeira campanha, a equipe foi eliminada na fase de grupos, mas registrou o primeiro gol brasileiro na competição com Elane, na vitória por 1 a 0 sobre o Japão.

A primeira campanha de destaque ocorreu em 1999, nos Estados Unidos. Com Sissi entre as principais jogadoras, a Seleção chegou às semifinais e terminou na terceira colocação, após vencer a Noruega na disputa por pênaltis. Sissi marcou sete gols e terminou entre as artilheiras daquela edição, ao lado da chinesa Sun Wen.

O melhor resultado brasileiro veio em 2007, quando a equipe alcançou a final pela primeira vez. A campanha teve como referências Marta, Cristiane e Formiga e terminou com o vice-campeonato após derrota por 2 a 0 para a Alemanha.

Marta lidera a artilharia histórica das Copas do Mundo

Marta é a maior artilheira da história da Copa do Mundo Feminina, com 17 gols em seis edições, segundo os dados do levantamento apresentado. A atacante estreou no Mundial em 2003, quando marcou três gols, e teve sua campanha mais produtiva em 2007, com sete tentos.

Na edição realizada na China, Marta recebeu a Chuteira de Ouro, concedida à principal goleadora do torneio, e a Bola de Ouro, prêmio destinado à melhor jogadora. A atuação da atacante foi um dos fatores que contribuíram para a primeira classificação brasileira à decisão mundial.

A trajetória de Marta no torneio também inclui quatro gols em 2011, um em 2015 e dois em 2019. Cristiane ocupa a segunda posição entre as artilheiras brasileiras em Copas do Mundo, com 11 gols, incluindo cinco na campanha de 2007. Em 2019, a atacante também se tornou a jogadora mais velha a marcar três gols em uma partida do Mundial feminino, conforme o registro apresentado.

Espanha chega ao Mundial de 2027 como atual campeã

A Espanha será uma das seleções que disputarão a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil. A equipe conquistou o título mundial em 2023, na Austrália e na Nova Zelândia, ao vencer a Inglaterra por 1 a 0 na final, disputada em Sydney no domingo (20/08/2023). Olga Carmona marcou o gol da decisão.

O título representou a primeira conquista espanhola na história da competição. Antes de 2023, a seleção havia participado das edições de 2015 e 2019, sem alcançar as fases finais. A campanha vitoriosa consolidou uma geração que contou com Aitana Bonmatí, Alexia Putellas, Salma Paralluelo e Jenni Hermoso, entre outras jogadoras.

A Espanha também conquistou títulos na Liga das Nações Feminina da UEFA após a Copa do Mundo de 2023. Com esses resultados, a equipe passou a integrar o grupo de seleções apontadas como candidatas ao título de 2027, embora o desempenho no próximo torneio dependa das condições de cada partida e da composição dos grupos.

Espanha garantiu classificação nas eliminatórias europeias

A Espanha assegurou a vaga para a Copa do Mundo de 2027 em junho de 2026, após terminar na primeira posição do Grupo A3 das eliminatórias europeias. A equipe somou 15 pontos, com cinco vitórias e uma derrota, superando Inglaterra, Islândia e Ucrânia na classificação.

A definição da vaga ocorreu na última rodada, com vitória por 6 a 1 sobre a Islândia. Ao longo da campanha, a seleção espanhola também venceu a adversária por 3 a 0 e superou a Ucrânia por 3 a 1 e 5 a 0.

Os confrontos contra a Inglaterra tiveram resultados distintos. A Espanha perdeu por 1 a 0 em Londres, mas venceu por 4 a 0 em Palma de Mallorca, com dois gols de Alexia Putellas e tentos de Claudia Pina e Patri Guijarro.

Sonia Bermúdez dirige a seleção espanhola

Sonia Bermúdez assumiu o comando da seleção principal da Espanha em junho de 2025. Antes da função, atuou como jogadora de clubes como Barcelona e Atlético de Madrid e trabalhou com as seleções juvenis espanholas.

A estreia de Bermúdez à frente da equipe principal ocorreu em outubro de 2025, com uma vitória por 4 a 0 sobre a Suécia. Posteriormente, a treinadora conduziu a Espanha à conquista da Liga das Nações Feminina da UEFA, com vitória por 3 a 0 sobre a Alemanha na final.

Em entrevista à FIFA, Bermúdez destacou a necessidade de manter o nível competitivo durante todas as partidas das eliminatórias e do Mundial. A treinadora ressaltou que o histórico da Espanha não elimina a obrigação de enfrentar cada adversário com preparação e concentração.

Jenni Hermoso lidera a artilharia espanhola em Mundiais

Jenni Hermoso é a maior artilheira da Espanha na história da Copa do Mundo Feminina, com seis gols. A atacante marcou três vezes na edição de 2019 e repetiu o número em 2023, quando a seleção conquistou o título mundial.

Na Copa de 2023, Hermoso recebeu a Bola de Prata da adidas, distinção concedida à segunda melhor jogadora do torneio, atrás de Aitana Bonmatí. A espanhola desempenhou funções tanto no meio-campo quanto no ataque, participando da construção das jogadas ofensivas da equipe.

Aitana Bonmatí e Alba Redondo aparecem na sequência do ranking de goleadoras espanholas em Copas do Mundo, com três gols cada. Os números refletem a participação de diferentes atletas na evolução ofensiva da seleção ao longo das edições do torneio.

Ranking mundial feminino da FIFA coloca Espanha na liderança e Brasil em sétimo

O Ranking Mundial Feminino da FIFA/Coca-Cola, atualizado em terça-feira (20/10/2026), mantém a Espanha na primeira posição, com 2.121,50 pontos. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com 2.042,38 pontos, enquanto a Alemanha ocupa a terceira colocação, com 2.034,62.

O Brasil figura na sétima posição, com 1.970,87 pontos. A lista coloca a Seleção Brasileira entre as dez melhores equipes do mundo, ao lado de Espanha, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Japão, França, Suécia, Canadá e Dinamarca.

A Dinamarca ocupa a décima colocação, com 1.920,14 pontos, enquanto Portugal aparece na 24ª posição, após perder dois lugares. A pontuação das equipes serve como indicador comparativo do desempenho internacional, mas não determina antecipadamente os resultados da Copa do Mundo de 2027.

As dez primeiras seleções do ranking feminino

  1. Espanha — 2.121,50 pontos
  2. Estados Unidos — 2.042,38 pontos
  3. Alemanha — 2.034,62 pontos
  4. Inglaterra — 2.025,47 pontos
  5. Japão — 1.994,43 pontos
  6. França — 1.983,77 pontos
  7. Brasil — 1.970,87 pontos
  8. Suécia — 1.938,13 pontos
  9. Canadá — 1.926,96 pontos
  10. Dinamarca — 1.920,14 pontos

Maláui avança no ranking após campanha continental

A seleção feminina do Maláui registrou a maior ascensão no ranking citado, subindo 49 posições e alcançando o 104º lugar. O avanço ocorreu após a campanha na Copa das Nações Africanas Feminina de 2026, disputada entre julho e agosto.

Durante a competição, a equipe superou adversárias como Nigéria, Egito, Gana e Argélia e chegou à final, na qual foi derrotada por Camarões. O vice-campeonato garantiu ao Maláui a classificação para a Copa do Mundo Feminina de 2027, marcando a primeira participação do país no torneio, conforme os dados fornecidos.

Camarões também avançou no ranking, com uma subida de nove posições para alcançar o 62º lugar. Os resultados mostram mudanças na classificação internacional após competições continentais e partidas entre seleções.

Dinamarca retorna ao grupo das dez melhores

A Dinamarca alcançou a décima posição no ranking feminino após uma sequência de resultados contra os Estados Unidos. Em amistosos disputados no Canadá, as dinamarquesas empataram em 1 a 1 em Montreal e venceram por 4 a 3 em Toronto.

Com o resultado, a equipe subiu duas posições e voltou ao grupo das dez primeiras seleções pela primeira vez em 16 anos, segundo o levantamento apresentado. A campanha também ocorreu no período de preparação para a Copa do Mundo de 2027.

A Eslovênia chegou à 36ª colocação, a melhor de sua história, após avançar à segunda fase da repescagem das eliminatórias europeias. A seleção superou a Turquia por 5 a 3 no placar agregado, resultado que contribuiu para sua evolução na classificação internacional.

Copa do Mundo de 2027 reúne objetivos distintos para Brasil e Espanha

A Copa do Mundo Feminina de 2027 colocará o Brasil diante da oportunidade de conquistar seu primeiro título mundial, enquanto a Espanha tentará defender a taça obtida em 2023. As duas seleções chegam ao torneio com históricos diferentes: a equipe brasileira acumula dez participações previstas, enquanto a espanhola disputará sua quarta edição consecutiva.

O Brasil conta com a experiência de Marta, o trabalho de Arthur Elias e os resultados recentes nos Jogos Olímpicos de Paris e na Copa América Feminina. A Espanha, por sua vez, tem como referências o título mundial e a campanha de classificação nas eliminatórias europeias, sob o comando de Sonia Bermúdez.

A definição dos grupos, a convocação final e os resultados dos jogos serão determinantes para avaliar as possibilidades de cada seleção. Para o Brasil, a disputa em casa representa a oportunidade de avançar além do vice-campeonato de 2007 e buscar o primeiro título da história da equipe no Mundial feminino.


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