Eleições 2026 no exterior: Lula venceu 1º turno e liderava parcial do 2º com 59,67%; Europa concentra vantagem e Flávio domina Japão

A votação dos brasileiros residentes no exterior nas Eleições 2026 voltou a apresentar diferenças acentuadas entre regiões do mundo. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o primeiro turno fora do Brasil e, neste domingo (25/10/2026), aparecia também à frente nos boletins de urna já divulgados do segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) concentrava suas maiores vantagens na Ásia, especialmente no Japão.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro de 2026, Lula recebeu 157.387 votos, equivalentes a 47,57% dos votos válidos no exterior. Flávio Bolsonaro obteve 143.900 votos, ou 43,49%. A diferença foi de 13.487 votos em favor de Lula. Foram contabilizados 330.882 votos válidos, além de 5.816 votos em branco e 5.068 nulos. O comparecimento alcançou 341.766 eleitores e a abstenção ficou em 62,69%.

Portanto, o vencedor confirmado da votação presidencial no exterior no primeiro turno foi Lula. O resultado consolidado também revelou uma distribuição geográfica heterogênea: Lula apresentou desempenho mais elevado em parte da Europa, Canadá e outros países, enquanto Flávio Bolsonaro teve vantagens expressivas nos Estados Unidos e Japão.

Segundo turno começa com vantagem de Flávio na Ásia e vira com entrada da Europa

No segundo turno deste domingo, a sequência da divulgação dos boletins foi determinada pelos fusos horários. Oceania e Ásia encerraram a votação primeiro, seguidas pelo Oriente Médio, África e Europa. Os países das Américas encerram o processo mais tarde.

Até aproximadamente 16h, antes da totalização oficial conduzida pela Justiça Eleitoral, a soma dos boletins disponíveis colocava Lula com 59,67% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro com 40,33%. Os números eram obtidos diretamente dos boletins de urna disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, mas ainda não constituíam o resultado oficial consolidado do exterior.

A mudança ocorreu principalmente com a entrada dos resultados europeus. Flávio havia iniciado o dia numericamente à frente, impulsionado pelo Japão, mas Lula passou para a liderança quando Portugal, Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, Itália e outros países começaram a ser incorporados à contagem dos boletins.

Europa: Lula vence em 25 dos 26 países contabilizados

A Europa constituiu o principal núcleo da vantagem de Lula na parcial. Até a atualização das 16h18, o candidato do PT liderava em 25 dos 26 países europeus contabilizados, reunindo quase 120 mil votos no continente. A principal exceção era a Grécia.

Os principais resultados europeus estavam assim distribuídos:

  • Portugal: Lula 34.319 votos (59,42%); Flávio Bolsonaro 23.433 (40,58%).
  • Alemanha: Lula 16.549 (79,09%); Flávio 4.374 (20,91%).
  • Reino Unido: Lula 10.968 (63,34%); Flávio 6.349 (36,66%).
  • França: Lula 10.676 (83,96%); Flávio 2.039 (16,04%).
  • Espanha: Lula 9.293 (68,42%); Flávio 4.289 (31,58%).
  • Itália: Lula 7.921 (59,99%); Flávio 5.283 (40,01%).
  • Suíça: Lula 7.089 (56,68%); Flávio 5.419 (43,32%).
  • Irlanda: Lula 7.194 (80,20%); Flávio 1.776 (19,80%).
  • Países Baixos: Lula 5.578 (80,13%); Flávio 1.383 (19,87%).
  • Bélgica: Lula 3.064 (58,72%); Flávio 2.154 (41,28%).
  • Grécia: Flávio Bolsonaro 311 (54,95%); Lula 255 (45,05%).

Também foram registradas vantagens de Lula na Dinamarca, Suécia, Áustria, Noruega, Finlândia, Polônia, Hungria, Tchéquia, Estônia, Eslovênia, Eslováquia, Romênia, Sérvia, Croácia e Chipre.

Ásia: Japão concentra maior vantagem de Flávio Bolsonaro

Na Ásia, a situação foi inversa. Flávio Bolsonaro acumulava mais que o dobro da votação de Lula no conjunto de países asiáticos já contabilizados, principalmente em razão do resultado japonês.

O Japão apresentou uma das diferenças mais expressivas do exterior: Flávio Bolsonaro recebeu 28.538 votos, ou 80,08%, enquanto Lula obteve 7.098 votos, equivalentes a 19,92%.

Os resultados asiáticos mais relevantes foram:

  • Japão: Flávio 28.538; Lula 7.098.
  • China continental: Lula 375; Flávio 134.
  • Coreia do Sul: Lula 148; Flávio 82.
  • Singapura: Lula 213; Flávio 121.
  • Índia: Lula 25; Flávio 23.
  • Taiwan: Flávio 130; Lula 94.
  • Hong Kong: Flávio 133; Lula 127.
  • Tailândia: Flávio 60; Lula 56.
  • Malásia: Flávio 44; Lula 41.
  • Filipinas: Flávio 39; Lula 27.
  • Indonésia: Flávio 23; Lula 15.

Os dados evidenciam que a vantagem asiática de Flávio estava fortemente concentrada no Japão, enquanto em diversos países menores as diferenças absolutas eram reduzidas.

Oceania: Lula vence Austrália e Nova Zelândia

Na Oceania, Lula foi o candidato mais votado nos dois principais colégios eleitorais já encerrados.

Os resultados foram:

  • Austrália: Lula 6.017 votos (63,46%); Flávio Bolsonaro 3.465 (36,54%).
  • Nova Zelândia: Lula 418 votos (80,54%); Flávio 101 (19,46%).

A votação na Nova Zelândia foi a primeira a terminar devido ao fuso horário internacional. O processo eleitoral brasileiro no exterior se estende por aproximadamente 29 horas quando considerados os diferentes horários locais.

Oriente Médio tem divisão entre os candidatos

No Oriente Médio, os resultados apresentaram maior variação entre países.

Lula obteve vantagem expressiva em localidades como:

  • Líbano: Lula 2.736 votos (68,20%); Flávio 1.276.
  • Palestina: Lula 1.000 (95,60%); Flávio 46.
  • Jordânia: Lula 72 (90,51%); Flávio 7.
  • Turquia: Lula 98 (77,17%); Flávio 29.
  • Arábia Saudita: Lula 49 (61,25%); Flávio 31.
  • Kuwait: Lula 62 (78,48%); Flávio 17.
  • Síria: Lula 10 (90,60%); Flávio 1.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, venceu em:

  • Israel: Flávio 699 votos (80,81%); Lula 166.
  • Emirados Árabes Unidos: Flávio 772 (54,56%); Lula 643.
  • Catar: Flávio 195 (55,08%); Lula 159.

Os percentuais elevados registrados em alguns desses países devem ser interpretados em conjunto com o número absoluto de eleitores, significativamente menor que o observado em Portugal, Japão, Estados Unidos ou grandes comunidades brasileiras da Europa.

África registra resultados mais equilibrados

Na África, nenhum dos candidatos concentrou vantagem regional semelhante às observadas na Europa ou na Ásia.

Entre os resultados disponíveis:

  • África do Sul: Flávio Bolsonaro 256 votos (57,92%); Lula 186.
  • Moçambique: Flávio 117 (52%); Lula 108.
  • Angola: Lula 167 (58,60%); Flávio 118.
  • Senegal: Lula 59 (72,84%); Flávio 22.
  • Egito: Lula 60 (78,95%); Flávio 16.
  • Cabo Verde: Lula 48 (62,34%); Flávio 29.
  • Marrocos: Lula 31 (83,78%); Flávio 6.
  • Quênia: Lula 29 (64,44%); Flávio 16.

O quadro africano, portanto, apresentava distribuição mais fragmentada, com Lula vencendo em maior número dos países listados, mas com Flávio à frente na África do Sul, maior votação entre os países africanos contabilizados nesse recorte.

Américas ainda impediam definição do vencedor do segundo turno no exterior

A liderança de 59,67% a 40,33% para Lula, registrada até aproximadamente 16h, não permitia declarar o vencedor definitivo do segundo turno no exterior porque parte relevante das seções das Américas permanecia em votação ou ainda não havia sido incorporada àquele recorte.

A diferença de fusos faz com que a eleição brasileira comece no exterior ainda no sábado, pelo horário de Brasília, e termine apenas horas depois do encerramento das urnas em território nacional. Segundo a CNN, o processo internacional de votação se estende por aproximadamente 29 horas, terminando com seções no Canadá.

Esse elemento é particularmente relevante porque os Estados Unidos constituem um dos maiores colégios eleitorais brasileiros fora do país e deram ampla vantagem a Flávio Bolsonaro no primeiro turno. No sentido inverso, Lula terminou o primeiro turno à frente no Canadá. Portanto, a ausência desses votos impedia transformar a parcial das 16h em resultado definitivo.

Primeiro turno mostra diferenças entre os principais colégios eleitorais

O primeiro turno oferece uma referência para compreender a distribuição territorial do eleitorado internacional.

Entre os principais países:

  • Portugal: Lula venceu, com 26.401 votos, contra 19.412 de Flávio Bolsonaro.
  • Alemanha: Lula venceu por 13.525 a 3.532.
  • Canadá: Lula ficou à frente por 12.508 a 7.043.
  • França: Lula venceu por 8.769 a 1.758.
  • Espanha: Lula obteve 7.263 votos, contra 3.338 de Flávio.
  • Irlanda: Lula venceu por 6.025 a 1.559.
  • Estados Unidos: Flávio Bolsonaro venceu por 45.004 votos a 23.335.
  • Japão: Flávio venceu por 24.601 a 5.234.

No resultado consolidado, Lula terminou o primeiro turno como o candidato com maior votação entre brasileiros residentes no exterior.

Mais de 918 mil brasileiros estão cadastrados para votar no exterior

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 918.876 brasileiros estavam aptos a votar fora do país em 2026, distribuídos por 186 localidades em 134 países. O contingente representa pouco mais de 0,5% do eleitorado brasileiro.

No exterior, o eleitor brasileiro vota apenas para presidente e vice-presidente da República. A totalização oficial é realizada pelo TSE a partir dos boletins de urna transmitidos pelas seções eleitorais. O sistema Resultados permite consultar a apuração por país, estado, município, zona eleitoral e candidatura.

O TSE iniciou a divulgação oficial da totalização a partir das 17h deste domingo, no horário de Brasília. Entretanto, como algumas seções internacionais encerram a votação posteriormente em razão do fuso horário, o resultado definitivo do exterior depende da incorporação de todos os boletins correspondentes.

Quem venceu a eleição presidencial no exterior

No primeiro turno de 4 de outubro, o resultado é definitivo: Lula venceu a votação dos brasileiros no exterior, com 157.387 votos (47,57%), contra 143.900 votos (43,49%) de Flávio Bolsonaro. A vantagem foi de 13.487 votos.

No segundo turno de 25 de outubro, o quadro disponível até aproximadamente 16h mostrava Lula na liderança, com 59,67% dos votos válidos contabilizados nos boletins já divulgados, contra 40,33% de Flávio Bolsonaro. A parcial, entretanto, ainda não incluía integralmente as Américas e não representava a totalização definitiva.

A distribuição territorial mostra dois movimentos principais: Lula abriu sua maior vantagem na Europa, onde liderava em 25 dos 26 países contabilizados, enquanto Flávio Bolsonaro concentrou seu desempenho mais expressivo na Ásia, principalmente no Japão, onde recebeu pouco mais de 80% dos votos válidos registrados no levantamento.

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