A composição profissional da nova Câmara dos Deputados, eleita em 4 de outubro de 2026, será marcada pela predominância de empresários, com 147 representantes, e advogados, com 101, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). O estudo reúne as profissões e áreas de atuação declaradas pelos parlamentares eleitos e permite identificar características da representação política que assumirá os mandatos a partir de 1º de fevereiro de 2027, quando começa a 58ª Legislatura.
Depois das duas categorias mais numerosas, aparecem professores, com 44 eleitos; administradores, com 42; médicos, também com 42; engenheiros, com 26; e produtores rurais, igualmente com 26 representantes. Os números mostram a presença de profissionais ligados à iniciativa privada, ao Direito, à educação, à saúde, à engenharia e ao setor agropecuário na composição do Legislativo federal.
O levantamento também identifica parlamentares com trajetórias em diferentes áreas de atuação. Entre os segmentos destacados estão saúde, educação e segurança, além da representação religiosa. A diversidade profissional oferece um panorama das experiências declaradas pelos eleitos, embora a profissão de origem, isoladamente, não determine a atuação parlamentar ou as posições políticas de cada deputado.
Empresários e advogados concentram o maior número de eleitos
Os empresários formam o maior grupo profissional da nova Câmara, com 147 deputados, enquanto os advogados ocupam a segunda posição, com 101. Juntas, as duas categorias somam 248 menções profissionais, evidenciando a participação de representantes com experiência empresarial e jurídica na composição da Casa.
Na sequência, os professores representam 44 eleitos. Administradores e médicos aparecem empatados, com 42 deputados cada. Engenheiros e produtores rurais também dividem a mesma posição, com 26 representantes por categoria.
Outras profissões presentes no levantamento são servidores públicos, com 18 menções; jornalistas e policiais militares, com 17 cada; comunicadores e delegados de polícia, com 11 cada; economistas, com dez; e pastores, também com dez. A relação inclui ainda gestores públicos, policiais, ativistas, escritores, influenciadores digitais e profissionais de diversas outras áreas.
Saúde, educação e segurança se destacam entre as áreas de atuação
Quando a análise considera áreas de atuação, e não apenas profissões específicas, a saúde reúne 60 integrantes, seguida pela educação, com 47, e pela segurança, com 38. Esses números representam agrupamentos por área profissional e não devem ser confundidos com a quantidade de parlamentares de uma única profissão.
A área religiosa reúne 13 integrantes, distribuídos entre dez pastores, dois teólogos e um padre. A presença desse grupo mostra que a representação parlamentar também inclui pessoas com trajetórias ligadas a instituições religiosas e atividades de natureza confessional.
O levantamento registra ainda profissionais da comunicação, da cultura, do serviço público, do setor financeiro, da ciência e da atividade sindical. Entre as ocupações listadas estão jornalistas, radialistas, apresentadores, atores, músicos, cientistas políticos, economistas, enfermeiros, assistentes sociais e pesquisadores.
Influenciadores digitais continuam minoria entre os deputados
Apesar da utilização frequente das redes sociais nas campanhas eleitorais e na comunicação política, apenas sete deputados eleitos declararam ser influenciadores digitais ou youtubers. Na eleição anterior, conforme os dados apresentados no levantamento, eram três representantes nessa categoria.
O número indica que a atuação digital, embora relevante para a comunicação eleitoral, aparece em proporção reduzida quando considerada como profissão declarada. A presença de parlamentares com experiência em comunicação também inclui jornalistas, comunicadores, radialistas, apresentadores e profissionais de outras áreas relacionadas à produção de conteúdo.
A classificação depende das informações registradas pelos próprios candidatos e dos critérios adotados pelo levantamento. Por isso, o número de influenciadores declarados não corresponde necessariamente à quantidade de eleitos que utilizam redes sociais para divulgar atividades políticas ou manter contato com eleitores.
Levantamento do Diap reúne 702 menções profissionais
O estudo do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar contabiliza 702 menções a profissões e ocupações, número superior às 513 cadeiras da Câmara dos Deputados. A diferença ocorre porque diversos parlamentares eleitos declararam duas ou três atividades profissionais.
O levantamento também busca identificar a profissão de origem dos candidatos, aspecto que pode não aparecer com clareza nos registros eleitorais. Ao formalizarem suas candidaturas, alguns concorrentes informam a ocupação política atual, como deputado, em vez de especificar a atividade profissional exercida anteriormente.
De acordo com a metodologia descrita, o trabalho do Diap procura complementar os dados gerais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reunindo informações sobre a profissão e a ocupação dos eleitos. A distinção permite construir um quadro mais detalhado das trajetórias profissionais declaradas pelos futuros integrantes do Legislativo federal.
Lista das principais profissões dos deputados eleitos em 2026
Segundo o levantamento, as categorias profissionais com maior número de representantes são:
- Empresários: 147 deputados.
- Advogados: 101 deputados.
- Professores: 44 deputados.
- Administradores: 42 deputados.
- Médicos: 42 deputados.
- Engenheiros: 26 deputados.
- Produtores rurais: 26 deputados.
- Servidores públicos: 18 deputados.
- Jornalistas: 17 deputados.
- Policiais militares: 17 deputados.
- Comunicadores: 11 deputados.
- Delegados de polícia: 11 deputados.
- Economistas: 10 deputados.
- Pastores: 10 deputados.
- Gestores públicos: 8 deputados.
- Policiais: 8 deputados.
- Ativistas: 7 deputados.
- Escritores: 7 deputados.
- Influenciadores digitais e youtubers: 7 deputados.
A relação completa apresentada pelo Diap inclui dezenas de outras profissões, muitas delas com um ou dois representantes. Entre elas estão cientistas da computação, arquitetos, atletas, dentistas, farmacêuticos, metalúrgicos, comerciantes, defensores públicos, profissionais de enfermagem, psicólogos e técnicos de diferentes áreas.
O levantamento registra também ocupações menos frequentes, como astrofísica, caminhoneiro, carteiro, pescador, fotógrafo, historiador e bombeiro militar. Em duas declarações, os candidatos não informaram uma profissão específica, conforme a classificação apresentada.
Nova legislatura começa em fevereiro de 2027
A posse dos deputados eleitos está prevista para 1º de fevereiro de 2027, data que marca o início da 58ª Legislatura da Câmara dos Deputados. A partir desse período, os parlamentares passam a exercer os mandatos e a participar dos trabalhos legislativos federais.
O perfil profissional dos eleitos oferece informações sobre as experiências declaradas pelos integrantes da nova composição parlamentar. Entretanto, a distribuição das profissões não permite, por si só, concluir quais serão as prioridades legislativas, os posicionamentos partidários ou o comportamento dos deputados em votações.
Os dados do Diap constituem, portanto, uma referência para acompanhar a formação da nova Câmara e compreender a diversidade de trajetórias profissionais representadas no Congresso Nacional. A composição reúne desde empresários e advogados até profissionais da saúde, educação, segurança, comunicação, ciência e setor público.
*Com informações da Agência Câmara de Notícias.








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