Miriam Leitão debate fake news e inteligência artificial na FLICA 2026 e apresenta romance ‘A dança de Elisa’

A jornalista e escritora Miriam Leitão participa da abertura da Tenda Paraguaçu na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica 2026), no dia 5 de novembro, às 11h, em Cachoeira, na Bahia. A mesa, intitulada “Penso, logo IA: distopias à vista?”, abordará questões relacionadas à disseminação de notícias falsas (fake news), aos impactos da inteligência artificial e à relação entre tecnologia, literatura e transformações sociais. A participação também marcará o pré-lançamento do romance A dança de Elisa, publicado pela Editora Intrínseca.

A Flica será realizada de 5 a 8 de novembro de 2026, reunindo atividades literárias e encontros com autores. Na programação da Tenda Paraguaçu, a presença de Miriam Leitão coloca em discussão os desafios da circulação de informações no ambiente digital e as implicações sociais e políticas do avanço tecnológico.

Com trajetória consolidada no jornalismo, a escritora levará à mesa reflexões sobre a propagação da desinformação, especialmente nas redes sociais, onde conteúdos falsos podem alcançar grandes públicos. O debate também relacionará essas questões às narrativas distópicas, gênero literário que permite examinar tendências sociais e políticas a partir de cenários de crise.

Fake news e inteligência artificial estão no centro do debate

A mesa “Penso, logo IA: distopias à vista?” propõe discutir como a inteligência artificial e as novas tecnologias influenciam a produção, a circulação e a interpretação de informações. Nesse contexto, a disseminação de fake news e os efeitos das redes sociais sobre o debate público integram os temas previstos para o encontro.

A discussão também envolve os limites entre informação confiável, conteúdos manipulados e discursos que circulam em plataformas digitais. O tema ganha relevância diante dos desafios impostos pela velocidade de compartilhamento das publicações e pela necessidade de avaliar a origem e a veracidade das informações.

A experiência profissional de Miriam Leitão servirá de referência para abordar essas questões em diálogo com a literatura. A proposta da mesa aproxima o debate sobre inteligência artificial das representações ficcionais de sociedades marcadas por conflitos, concentração de poder e restrições às liberdades individuais.

‘A dança de Elisa’ aborda autoritarismo e violência no ambiente digital

Além da participação no debate, Miriam Leitão apresentará seu novo romance, ** A dança de Elisa, publicado pela Editora Intrínseca**. A obra representa o segundo livro de ficção da autora e o primeiro desde Tempos extremos, lançado em 2014.

Segundo a escritora, o romance adota uma perspectiva distópica e feminista para abordar a ascensão de posturas autoritárias, a onda conservadora e os ataques praticados no ambiente virtual. A narrativa utiliza a ficção para discutir comportamentos e conflitos presentes na sociedade contemporânea.

Ao comentar o livro, Miriam Leitão destacou a relação entre a história e os episódios de hostilidade direcionados a grupos sociais no ambiente digital.

“É uma narrativa que dialoga com a distopia atual, em que testemunhamos ataques a pessoas negras, mulheres, minorias e toda essa onda de ódio que toma conta do mundo digital”, afirmou a jornalista.

A declaração situa a obra no debate sobre discriminação, intolerância e violência simbólica nas plataformas digitais. A perspectiva feminista indicada pela autora também orienta a abordagem das relações de poder e das manifestações de autoritarismo presentes na narrativa.

Sessão de autógrafos integra a programação

A participação de Miriam Leitão na Flica 2026 incluirá uma sessão de autógrafos de A dança de Elisa, destinada ao público que acompanhará as atividades da escritora durante o evento.

A presença da jornalista articula dois eixos de sua atuação: o jornalismo, por meio da discussão sobre desinformação e inteligência artificial, e a literatura, com o lançamento de uma nova obra de ficção. A programação também abre espaço para refletir sobre como narrativas literárias podem abordar conflitos políticos e sociais contemporâneos.

Realizada em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, a Flica promove encontros entre escritores e leitores e atividades voltadas à literatura e à circulação de ideias. Em 2026, a participação de Miriam Leitão na abertura da Tenda Paraguaçu destaca questões relacionadas à tecnologia, à informação e aos impactos do discurso de ódio no ambiente digital.


Descubra mais sobre Jornal Grande Bahia (JGB)

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


Avatar de Redação do Jornal Grande Bahia

Valorize o jornalismo crítico, plural, rigoroso e comprometido com a verdade factual, a democracia, o Estado de Direito e o interesse público. Escolha o Jornal Grande Bahia (JGB) como fonte preferida no Google: clique aqui.

Sua confiança também fortalece nosso trabalho: avalie o JGB

Selecione o JGB e receba nossas notícias com mais destaque.


Deixe um comentário


Banner de Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.
Banner com tema Assine o JGB no Google.