Governador Jerônimo negocia com MEC novos investimentos para educação da Bahia, ensino integral, alimentação e transporte escolar

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), reuniu-se nesta quarta-feira (04/11/2026), em Brasília, com o ministro da Educação, Leonardo Barchini, para discutir a ampliação de investimentos federais destinados à educação pública baiana. O encontro contou com a participação do secretário estadual da Educação em exercício, Marcius Gomes, e integrou a agenda institucional do governador na capital federal, voltada ao fortalecimento da cooperação entre o Governo da Bahia e o Governo Federal.

Entre as prioridades apresentadas ao Ministério da Educação (MEC) estão a ampliação dos recursos para alimentação escolar, transporte de estudantes, expansão da educação em tempo integral, conectividade nas escolas, aquisição de equipamentos, distribuição de materiais didáticos e formação continuada de professores. As propostas abrangem medidas de infraestrutura e iniciativas voltadas à permanência dos estudantes na rede pública.

A reunião também abordou a articulação entre políticas educacionais estaduais e federais, considerando a execução de programas que dependem da participação conjunta da União, do Estado e dos municípios. Não foram divulgados valores adicionais, cronogramas de repasses ou novas metas quantitativas decorrentes do encontro, permanecendo essas definições entre os possíveis desdobramentos das negociações.

Jerônimo Rodrigues defende ampliação dos investimentos federais na educação da Bahia

Durante a reunião, Jerônimo Rodrigues afirmou que a parceria institucional com o Governo Federal é necessária para ampliar as oportunidades educacionais e assegurar condições de acesso, permanência e continuidade dos estudos. O governador relacionou os investimentos à melhoria da infraestrutura das escolas e ao fortalecimento das políticas públicas direcionadas aos estudantes.

“Investir em educação é investir no futuro. Na Bahia, em parceria com o Governo Federal, seguimos trabalhando para garantir que nossos estudantes tenham cada vez mais oportunidades, com escolas bem estruturadas, ensino de qualidade e condições para permanecer e avançar nos estudos”, declarou Jerônimo Rodrigues.

A agenda em Brasília integra a estratégia da administração estadual de buscar recursos e apoio técnico para programas educacionais. A cooperação com o MEC envolve o financiamento de iniciativas existentes e a discussão de novas ações, especialmente nas áreas de educação básica, ensino integral, assistência estudantil e qualificação da infraestrutura escolar.

Educação em tempo integral, conectividade e formação docente estão entre as prioridades

A expansão da educação em tempo integral ocupou parte das discussões realizadas no Ministério da Educação. A modalidade prevê uma jornada escolar ampliada, associada a atividades pedagógicas e formativas. Sua implementação demanda investimentos em instalações, alimentação, transporte, materiais didáticos e organização das equipes escolares.

A política de ampliação da jornada já integra as ações desenvolvidas pelo Governo da Bahia. Em fevereiro de 2026, a Secretaria da Educação informou que a rede estadual contava com aproximadamente 750 unidades escolares de tempo integral, distribuídas por 394 municípios. O número representa um indicador da expansão da modalidade, embora a reunião de novembro não tenha estabelecido publicamente novas metas de atendimento.

Outro tema discutido foi a conectividade das unidades escolares, com atenção à disponibilidade de recursos tecnológicos utilizados nas atividades pedagógicas. A pauta incluiu a aquisição de equipamentos e materiais didáticos, além de programas de formação de professores, considerados componentes necessários à utilização dos recursos educacionais e à implementação das políticas de ensino.

Marcius Gomes destaca Bolsa Presença e relação com o programa federal Pé-de-Meia

O secretário estadual da Educação em exercício, Marcius Gomes, destacou a experiência da Bahia na implementação de políticas de incentivo à permanência escolar. Segundo ele, iniciativas estaduais contribuíram para orientar programas posteriormente desenvolvidos pelo Governo Federal, citando o Bolsa Presença como referência para a formulação do Pé-de-Meia.

O Bolsa Presença é um programa do Governo da Bahia destinado a famílias de estudantes da rede estadual em situação de vulnerabilidade socioeconômica, mediante cumprimento dos critérios estabelecidos. Já o Pé-de-Meia, instituído pelo Governo Federal, oferece incentivos financeiros a estudantes elegíveis do ensino médio público, com o objetivo de estimular a frequência e a conclusão dos estudos. A relação entre as duas iniciativas foi apresentada pelo secretário como exemplo de articulação entre políticas estaduais e nacionais.

Marcius Gomes também defendeu a continuidade do planejamento conjunto entre os sistemas de ensino.

“O foco do Governo da Bahia é avançar, cada vez mais, na oferta da Educação em Tempo Integral e em outros programas e projetos estratégicos, que, inclusive, envolvem os municípios e as universidades, nesta conexão da Educação Básica com o Ensino Superior. Por isso, mesmo em um momento de transição, é necessário este alinhamento permanente com o governo federal, com foco no planejamento e olhar no futuro”, afirmou.

Governo da Bahia e MEC discutem integração entre educação básica e ensino superior

A aproximação entre educação básica, universidades e municípios também integrou as prioridades apresentadas pelo secretário. A proposta envolve a articulação de programas e projetos que conectem a formação escolar às oportunidades de continuidade dos estudos, considerando a participação das instituições de ensino superior nas políticas educacionais.

No âmbito da educação em tempo integral, a integração entre diferentes instituições permite desenvolver iniciativas de formação docente, acompanhamento pedagógico e projetos de extensão. A participação das universidades pode contribuir com conhecimento técnico e formação profissional, enquanto as redes estaduais e municipais permanecem responsáveis pela organização e execução das respectivas atividades educacionais.

O secretário enfatizou ainda a importância do regime de colaboração entre União, Estado e municípios, previsto no ordenamento educacional brasileiro. A articulação federativa busca coordenar responsabilidades, apoio técnico e financiamento, respeitando as competências dos diferentes entes governamentais. O avanço das propostas dependerá de decisões administrativas e da disponibilidade dos recursos necessários à execução dos programas.

Secretário da Educação se reúne com presidenta do FNDE para discutir financiamento escolar

Além do encontro com o ministro Leonardo Barchini, Marcius Gomes participou de reunião com Fernanda Pacobahyba, presidenta do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A instituição, vinculada ao MEC, é responsável pela execução de políticas de assistência financeira e técnica destinadas à educação, incluindo programas de alimentação, transporte, livros didáticos e apoio ao funcionamento das escolas.

Na reunião, foram abordadas ações relacionadas ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), ao Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), ao Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) e ao Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Esses mecanismos integram a estrutura de apoio federal à educação básica e possuem regras específicas de financiamento, execução e prestação de contas.

O PNAE destina recursos suplementares para a alimentação dos estudantes, enquanto o PNATE apoia o transporte escolar de alunos da educação básica pública residentes em áreas rurais. O PNLD organiza a avaliação, aquisição e distribuição de materiais didáticos, e o PDDE transfere recursos para apoiar necessidades de funcionamento e infraestrutura das unidades escolares. A discussão sobre esses programas envolve a continuidade e o aperfeiçoamento dos serviços oferecidos nas redes públicas de ensino.

Alimentação e transporte escolar integram debate sobre permanência dos estudantes

A ampliação dos recursos destinados à alimentação escolar está relacionada às condições de atendimento dos estudantes durante o período letivo. Na educação em tempo integral, a permanência prolongada nas unidades exige organização das refeições e infraestrutura adequada ao funcionamento das atividades escolares.

No caso do transporte escolar, os programas federais oferecem apoio financeiro para despesas relacionadas ao deslocamento de estudantes, especialmente daqueles que vivem em áreas rurais. Na Bahia, a extensão territorial e a distribuição das comunidades entre zonas urbanas e rurais tornam o planejamento das rotas e a manutenção dos serviços componentes da política de acesso à educação.


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