O Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul, anunciou uma expansão histórica, incluindo Argentina, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã como novos membros permanentes a partir de 1º de janeiro de 2024. O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, comunicou a novidade durante uma coletiva de imprensa, destacando o interesse crescente de outros países em se unir ao bloco. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saudou a ampliação e enfatizou a relevância do Brics, ressaltando a diversidade como força impulsionadora de uma nova ordem global. Além da adesão, os líderes também discutiram a possibilidade de uma moeda de referência do bloco e reformas na governança global.
Ampliação do Brics reflete crescente interesse internacional
A expansão do Brics representa um passo significativo na busca por uma maior representatividade global e destaca o papel crescente do bloco no cenário internacional. A inclusão de países como Argentina, Egito e Irã indica o desejo de ampliar a influência geográfica e política do grupo, alinhando-se a nações que compartilham interesses em comum em áreas como economia, comércio e desenvolvimento.
De acordo com um estudo realizado pelo Observatório de Complexidade Econômica (OEC) do MIT, os países convidados têm diversas motivações para aderir ao Brics. A Arábia Saudita, por exemplo, busca diversificar sua economia dependente do petróleo e fortalecer laços com outros mercados emergentes. O Egito e a Etiópia buscam apoio para suas economias em crescimento e para a infraestrutura. A Argentina, com sua posição estratégica na América Latina, poderia se beneficiar de uma cooperação econômica mais estreita com os membros atuais.
A busca por uma moeda de referência e reformas na governança global
Além da ampliação, a cúpula discutiu a possibilidade de adotar uma moeda de referência do bloco para o comércio internacional. Essa medida poderia fortalecer as relações econômicas entre os membros e reduzir as vulnerabilidades associadas a flutuações nas moedas globais.
A reforma da governança global também esteve em pauta, com os líderes do Brics defendendo mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A busca por uma maior participação dos países emergentes em instituições globais é uma demanda constante desses países, que veem a necessidade de refletir de maneira mais justa e equitativa os interesses e desafios do mundo contemporâneo.
Brics como promotor de uma ordem mundial mais justa
A expansão do Brics e suas discussões sobre moeda de referência e reformas globais mostram a ambição do grupo em se tornar um ator cada vez mais relevante na arena internacional. Ao unir países de diferentes continentes e contextos, o Brics busca não apenas fortalecer suas economias, mas também promover uma ordem mundial mais justa, equilibrada e alinhada com as necessidades e aspirações de seus membros.
A 15ª Cúpula do Brics marca um ponto de virada em sua trajetória, consolidando-se como uma plataforma de cooperação e diálogo multilateral capaz de influenciar questões globais de grande importância. A inclusão de novos membros e as discussões sobre a moeda de referência e reformas globais sinalizam a intenção do bloco de contribuir de maneira significativa para moldar o futuro da governança global e a arquitetura econômica internacional.
*Com informações da Agência Brasil.
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