O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu uma “intervenção humanitária internacional urgente” em Israel e Gaza, em meio ao conflito em curso na região, durante sua participação nas Nações Unidas. Enquanto isso, parlamentares de oposição no Brasil estão usando o conflito para desgastar o governo de Lula, apresentando requerimentos e buscando pressionar ministros a tomar partido a favor de Israel.
O conflito entre o Hamas e Israel teve seu início em 7 de outubro de 2023 e, já em 9 de outubro, membros da oposição ao governo de Lula protocolaram mais de 30 requerimentos na Câmara dos Deputados e cinco no Senado, buscando envolver o governo brasileiro na questão.
De acordo com informações da coluna de Lauro Jardim em O Globo, a intenção da oposição é convocar ministros do governo de Lula, como Mauro Vieira (ministro das Relações Exteriores), Celso Amorim (assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais), José Múcio Monteiro (Defesa) e Silvio Almeida (Direitos Humanos e da Cidadania), para fornecer informações sobre a posição do Brasil diante do conflito e pressioná-los a tomar partido em apoio a Israel.
Parlamentares expoentes da oposição, incluindo Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli, Júlia Zanatta, Caroline de Toni, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Carlos Viana, entre outros, estão liderando esses esforços.
Enquanto a oposição busca uma postura pró-Israel por parte do governo brasileiro, o presidente Lula pediu à ONU uma intervenção humanitária internacional urgente. Lula enfatizou a importância de que o Hamas liberte as crianças israelenses sequestradas e que Israel cesse os bombardeios para permitir a evacuação das crianças palestinas e suas mães da Faixa de Gaza através da fronteira com o Egito.
O Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, afirmou que os desdobramentos políticos da guerra serão discutidos no Conselho de Segurança da ONU, que o Brasil atualmente preside. Isso inclui a possibilidade de classificar o Hamas como um grupo terrorista, um movimento que tem sido pressionado pela embaixada israelense em Brasília.
O conflito já resultou em um número alarmante de mortes, chegando a 2,2 mil vítimas, e desencadeou preocupações internacionais. Tel Aviv confirmou que entre os reféns do Hamas estão cidadãos brasileiros, enquanto uma brasileira permanece desaparecida e dois foram declarados mortos.
Nesta quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, entrou em contato com seu homólogo egípcio, Sameh Shoukry, buscando apoio para facilitar a passagem de ônibus com brasileiros em Rafah, após relatos de ataques ao posto fronteiriço pela Força Aérea Israelense. A situação continua tensa, enquanto o Brasil e a comunidade internacional buscam soluções para conter a escalada da violência na região.
*Com informações da Sputnik News.








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