Docentes da UEFS lideram paralisação por orçamento, autonomia e aumento de salários; Confira programação dos manifestantes

Nesta quarta-feira (18/10/2023), os professores das quatro universidades estaduais da Bahia iniciam paralisação de atividades. Segundo os organizadores, o “Dia de Luta em Defesa das Universidades por Orçamento, Direitos, Autonomia e Salário” é uma resposta ao descaso do governo estadual em relação ao ensino público. Na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), onde as atividades estavam paralisadas devido a uma greve estudantil, a mobilização se dará em conjunto com o Comando de Mobilização (Comob) formado por estudantes. Às 13h30, um ato público acontecerá em frente ao pórtico da UEFS, e às 19 horas, uma palestra será realizada em frente ao prédio da Reitoria, que permanece ocupado pelos estudantes.

Em uma assembleia realizada na segunda-feira (16/10), os professores manifestaram apoio à greve estudantil, reconhecendo a legitimidade das reivindicações dos estudantes, que atendem a toda a comunidade acadêmica. As demandas incluem a reposição do quadro de docentes por meio de concursos públicos, reformulação e reajuste imediato do Programa “Mais Futuro”, expansão da permanência estudantil e um aumento no orçamento universitário para 7% da Receita Líquida de Impostos.

Segundo os organizadores, a responsabilidade pela greve recai sobre o governo estadual, que continua a seguir um projeto prejudicial à educação pública e aos servidores públicos, atacando seus direitos, recusando-se a dialogar com as categorias e não fornecendo financiamento adequado para a manutenção das atividades e compensação de perdas salariais acumuladas. Somente para os professores, uma recomposição salarial de mais de 35% seria necessária para compensar as perdas. Além disso, há um déficit oficial de 137 docentes, o que resulta em sobrecarga de trabalho e falta de profissionais para ministrar disciplinas essenciais para a formação dos alunos.

O Movimento Docente, juntamente com o Fórum das ADs, apresentou uma série de reivindicações que estão na pauta de 2023. No entanto, o governo estadual se recusa a avançar nas negociações e até tenta barganhar direitos da categoria. O professor Elson Moura, diretor da Adufs e coordenador do Fórum das ADs, expressou sua insatisfação com o governo, especialmente considerando que o governador é um professor de uma universidade estadual.

Baixo número de alunos por professor e elevados salários

A UEFS tem média de 10 alunos por professor, número considerado baixo para os padrões nacionais. Além disso, os salários pagos aos professores da rede pública são de 4 a 6 vezes a média do mercado quando comparados com o setor privado. As paralisações apenas degradam a atividade pública e a qualidade do ensino, deixando a percepção de que o serviço público pode ser substituído por atividade privada, dada a ineficiência do serviço prestado.

Confira agenda dos manifestantes

  • Terça-feira (17) – Na Reitoria
    • 19h: Formação sobre o histórico do Movimento Estudantil
    • Performances Artísticas e Socialização
  • Quarta-feira (18) – Na Reitoria
    • 09h: Roda de Conversa sobre Saúde Mental em Movimentos Sociais
    • 18h: Formação sobre o Histórico de Greves na UEFS
    • Momento de Socialização
  • Quinta-feira (19) – Na Reitoria
    • 14h30: Formação sobre as armas de Israel e seus impactos na Palestina e no Brasil
    • 19h30: Noite de Socialização
  • Sexta-feira (20)
    • 18h: Momento de Socialização na Praça do Borogodó
  • Sábado (21)
    • 8h: Panfletagem no Centro
    • 14h: Tarde de Oficinas
  • Domingo (22)
    • 14h: Tarde de Oficinas

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