O presidente norte-americano, Joe Biden, está programando uma viagem a Israel com o objetivo de mostrar solidariedade após os ataques do Hamas, bem como negociar um plano humanitário para a Faixa de Gaza, na tentativa de conter uma escalada no conflito.
Em meio aos preparativos israelenses para uma ofensiva terrestre destinada a “aniquilar” o movimento islâmico palestino, a diplomacia internacional está intensificando seus esforços para buscar soluções. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, pediu ao mundo que se una a Israel na luta contra o Hamas.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, anunciou a visita de Joe Biden a Israel, destacando a intenção de reafirmar a solidariedade dos EUA. Biden planeja discutir com Israel como conduzir operações que minimizem as baixas civis e permitam a entrega de ajuda humanitária sem beneficiar o Hamas.
Além disso, o presidente dos EUA se reunirá com líderes regionais, incluindo o presidente egípcio, o rei da Jordânia e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em Amã.
Enquanto isso, os Estados Unidos anunciaram o alerta de 2.000 soldados para possível implantação na região.
Aumento no número de mortos em Gaza
Os confrontos entre Israel e o Hamas resultaram em um grande número de mortes, principalmente entre civis. Iniciados após um ataque sem precedentes do Hamas a Israel em 7 de outubro, os ataques de retaliação israelenses causaram a morte de cerca de 3.000 pessoas na Faixa de Gaza, incluindo centenas de crianças, de acordo com as últimas informações das autoridades locais divulgadas nesta terça-feira.
Um dos bombardeios recentes atingiu um hospital na cidade de Gaza, resultando em pelo menos 200 mortes, conforme o Ministério da Saúde do Hamas, que governa o território palestino.
O Hamas também relatou a morte de um de seus comandantes, Ayman Nofal, em um ataque, embora Israel tenha afirmado ter matado quatro líderes do movimento.
Reféns
Israel relatou que 199 pessoas foram sequestradas e permanecem sob custódia do movimento islâmico. A Turquia, mediadora das negociações sobre reféns, informou na terça-feira que iniciou discussões “em particular com a ala política do Hamas”. Segundo o movimento islâmico, 22 reféns morreram em ataques israelenses.
A Faixa de Gaza enfrenta escassez de água e alimentos para seus 2,4 milhões de habitantes, que também sofrem com a falta de eletricidade desde o cerco imposto por Israel desde 9 de outubro. O Programa Alimentar Mundial (PMA) alertou na terça-feira sobre a escassez de reservas de alimentos, que podem durar apenas alguns dias, talvez quatro ou cinco. A situação humanitária na região continua crítica.
*Com informações da RFI.











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