Israel afirma ter matado líder do Hamas responsável por ataques em outubro de 2023

A escalada de tensões no conflito entre Israel e o Hamas continua a se desdobrar, com a afirmação de Israel de que matou Ali Qadi, comandante da companhia da unidade Nukhba do Hamas, responsável pelo ataque sangrento ocorrido em 7 de outubro. Enquanto isso, o movimento islâmico Hamas alega que pelo menos cinco israelenses e quatro estrangeiros mantidos como reféns foram mortos nas últimas 24 horas em ataques do Exército israelense.

O correspondente da RFI em Jerusalém, Michel Paulo, relata que Ali Qadi, um líder extremista do Hamas, foi morto por um ataque aéreo de Israel neste sábado (14/10/2023) Qadi era um conhecido dos serviços israelenses, tendo sido preso em 2006 por assassinato e sequestro, mas posteriormente libertado em uma troca de detidos após a libertação do soldado franco-israelense Gilad Shalit, que ficou sequestrado por mais de cinco anos na Faixa de Gaza.

Além da eliminação de Ali Qadi, Israel alega ter matado Mourad Abou Mourad, comandante das atividades aéreas do Hamas, que também esteve envolvido no ataque contra Israel ocorrido uma semana atrás. As forças israelenses continuam seus bombardeios em Gaza, visando as células e infraestruturas do braço armado do Hamas, incluindo túneis, postos de comando e residências de líderes do movimento.

Para atingir esse objetivo, incursões terrestres foram realizadas, mobilizando veículos blindados e unidades de infantaria por algumas horas. Além disso, a busca por informações que permitam localizar os reféns continua, uma tarefa desafiadora em meio ao labirinto urbano e subterrâneo que é Gaza.

A tensão na região também se estende à fronteira norte, onde as forças de Israel relataram a morte de “vários terroristas” que tentavam se infiltrar a partir do Líbano. No sul do Líbano, um bombardeio israelense matou dois civis, gerando críticas das autoridades locais. Além disso, um cinegrafista da agência Reuters foi morto e vários jornalistas ficaram feridos em ataques à bomba no sul do Líbano, com o Exército israelense investigando o incidente.

Enquanto as hostilidades persistem, o Hamas acusa Israel de cometer “crimes de guerra” na Faixa de Gaza, que vem sofrendo ataques incessantes desde o início do conflito. Os números são alarmantes, com mais de 2.200 mortos, a maioria civis, incluindo 724 crianças, e uma destruição significativa de edifícios na região. A situação humanitária é crítica, com Gaza privada de água, eletricidade e alimentos.

Diante desse cenário, a comunidade internacional expressa preocupação com a expansão do conflito e uma possível catástrofe humanitária. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pede “acesso humanitário imediato” a Gaza, enquanto o presidente dos EUA, Joe Biden, reitera seu compromisso de apoiar Israel em sua defesa.

Além disso, a Arábia Saudita suspendeu discussões sobre a normalização de suas relações com Israel em meio ao conflito. A China e a União Europeia também se manifestaram, apoiando medidas humanitárias e pedindo um cessar-fogo.

No Reino Unido, milhares de pessoas se manifestaram em apoio aos palestinos, destacando a atenção global para a crise em andamento.


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