Nesta quarta-feira (29/11/2023), durante o encerramento da missão internacional na Arábia Saudita, o presidente Lula e o Ministro da Casa Civil, Rui Costa, reforçaram o compromisso brasileiro com a descarbonização do planeta. Rui Costa, coordenador das parcerias, apontou a transição energética como o ponto crucial na nova aliança Brasil-Arábia Saudita. As declarações foram feitas no evento ‘Mesa Redonda Brasil – Arábia Saudita’, no qual Costa enfatizou a importância de equilibrar a transição com a preservação das riquezas nacionais.
Parceria Estratégica Petrobras e Aramco
Costa anunciou que a Petrobras e a petroleira saudita Aramco unirão forças em projetos financiadores da transição energética. Além disso, planejam desenvolver novas tecnologias para abordar o déficit na balança comercial brasileira na área de químicos petroquímicos e plásticos. Rui destacou as pesquisas e inovações brasileiras em energia, incluindo bioquímicos, biodiesel, bioplástico, gás e fertilizantes, alinhadas com o objetivo saudita de descarbonizar a produção de petróleo.
Nordeste Brasileiro como Hub de Energias Renováveis
A parceria vai além das produções atuais, enfocando as novas produções energéticas. O ministro sublinhou que o Brasil, especialmente o nordeste, é um parceiro ideal para a geração de energia eólica e solar. Com uma carteira de renováveis de R$ 150 bilhões disponíveis, há oportunidades para projetos consolidados e greenfield.
Segurança Alimentar e Infraestrutura
Outra área estratégica é a segurança alimentar, onde os sauditas buscam a expertise brasileira. O Ministro Rui Costa ressaltou a possibilidade de intensificar a integração, trazendo empresas brasileiras para produzir na Arábia Saudita e incentivando investimentos sauditas em empresas brasileiras.
Projetos Prioritários e COP30
Costa apresentou projetos prioritários de infraestrutura, destacando o Novo PAC, um plano de R$1,7 trilhão em investimentos para ampliar o desenvolvimento sustentável. Mais de dois terços desse montante são destinados à iniciativa privada, incluindo concessões públicas e parcerias público-privadas. Além disso, o ministro antecipou a preparação do Brasil para a COP30 em 2025, destacando a Amazônia como símbolo da sustentabilidade global.











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