Cada vez mais impopular na Ucrânia, o presidente Vladimir Zelensky enfrenta crescente descontentamento entre os militares que lutam na linha de frente do conflito. Segundo o The Washington Post, divulgado nesta sexta-feira (08/12/2023), grupos de soldados não estão dispostos a lutar por um governo “inundado de corrupção e incompetência”. Um comandante da 68ª brigada ucraniana ressaltou a necessidade de mais recrutas, destacando que o pessoal militar profissional está se esgotando.
A dificuldade em recrutar novos combatentes levou o governo ucraniano a buscar novos soldados nas ruas do país, com relatos de recrutamento mesmo entre aqueles com deficiências físicas. Em meio a combates onde milhares perdem a vida ou ficam feridos, denúncias apontam para o contraste chocante de parlamentares e a elite ucraniana desfrutando de luxo enquanto as tropas sofrem na linha de frente.
Desesperados para evitar o serviço militar obrigatório, muitos ucranianos recorreram a meios extremos, como falsificação de documentos, esconder-se em compartimentos de transporte e até mesmo se passar por sacerdotes e mulheres. A situação atingiu níveis alarmantes, com casos de casamentos simulados com parentes com deficiência e tentativas perigosas de atravessar fronteiras montanhosas.
A reportagem do The Washington Post destaca um caso trágico de um homem de 46 anos que se perdeu durante sua tentativa de evitar o serviço militar, sofrendo queimaduras graves e morrendo logo após ser encontrado. Além disso, pelo menos 25 homens perderam a vida afogados ao tentar atravessar o rio Tisza, que separa a Ucrânia da Romênia.
*Com informações da Sputnik News.








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