Reportagem do Estadão publicada nesta segunda-feira (11/12/2023) revela que a Polícia Federal (PF), por meio da Operação Dakovo, desvendou conexões financeiras entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) dentro da Procuradoria-Geral da República (PGR). A investigação focada no tráfico internacional de armas tem como um dos alvos um analista processual e servidor do Ministério Público Federal (MPF) lotado na PGR.
Ele é suspeito de integrar o núcleo financeiro da quadrilha desmantelada pela operação. A PF vasculhou sua residência e determinou seu afastamento cautelar da PGR. A investigação revela operações suspeitas entre uma empresa da qual Miranda é sócio e outra utilizada para transações ilegais de armas e drogas.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu nota afirmando que a investigação está em andamento sob sigilo, e todas as providências necessárias foram adotadas desde o início.
O servidor do MPF é apontado como parte de um grupo que possibilitou o uso de suas contas bancárias para o recebimento de pagamentos relacionados ao tráfico de armas e drogas.
A Operação Dakovo também foca em intermediário da quadrilha que atuava na fronteira Brasil-Paraguai, fornecendo armas para facções como PCC e CV. O servidor do MPF é investigado por suposta participação em operações financeiras associadas por um individuo apontado como intermediário da quadrilha que atuava na fronteira do Brasil com o Paraguai, incluindo transações suspeitas entre empresas das quais é sócio.
O juiz Fábio Moreira Ramiro, da 2ª Vara Federal Criminal da Bahia, determinou o afastamento do servidor lotado na PGR por 30 dias, citando a necessidade de preservar informações sensíveis relacionadas à operação.
A PF apura o envolvimento do servidor em operações financeiras ligadas a um membro da organização criminosa, sendo sócio de empresas suspeitas, considerada uma fachada pela polícia. O servidor federal, além de associação com o indivíduo apontado como intermediário da quadrilha que atuava na fronteira do Brasil com o Paraguai, é mencionado em conversas que tratam do tráfico de armas e drogas, conforme descoberto na análise da nuvem de um dos componentes da Orcrim. As revelações indicam uma intricada rede financeira que envolve o núcleo financeiro da quadrilha internacional.
A investigação está em andamento e é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF na Bahia e segue sob sigilo.











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