A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) apresentou nesta quarta-feira (14/12/2023) Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe para 2023, destacando uma persistente trajetória de baixo crescimento na região. Segundo o relatório, a estimativa média de crescimento para os países latino-americanos e caribenhos é de 2,2% em 2023, diminuindo para 1,9% em 2024. O documento evidencia a heterogeneidade entre as sub-regiões, com a América do Sul, América Central e México, e o Caribe apresentando diferentes taxas de crescimento, mas todas refletindo uma desaceleração em relação a 2022.
As projeções refletem não apenas o baixo dinamismo do crescimento global e do comércio, mas também o espaço limitado das políticas fiscal e monetária nos países da região. O relatório destaca a alta dívida pública e o aumento do custo de financiamento como fatores que restringem o espaço fiscal. Em termos monetários, a inflação, embora em baixa, ainda mantém uma política restritiva devido aos possíveis impactos nos fluxos de capital e na taxa de câmbio.
Em relação ao mercado de trabalho, a previsão é de uma desaceleração na criação de empregos, contribuindo para a persistência da informalidade e das disparidades de gênero. Para reverter esse cenário, o secretário-executivo da CEPAL, José Manuel Salazar-Xirinachs, enfatizou a necessidade de ampliar políticas de desenvolvimento produtivo, incentivar o investimento público e privado, e adaptar a estrutura de financiamento para aumentar a mobilização de recursos.
O relatório também destaca a importância de políticas macroeconômicas e financeiras que permitam uma gestão adequada dos riscos financeiros e cambiais, estimulando a mobilização de recursos internos para ampliar o espaço fiscal, aumentar o investimento e a produtividade. Além disso, são necessárias políticas que promovam inclusão e redução das desigualdades, com ênfase na igualdade de gênero. A CEPAL aponta a necessidade de reformas na arquitetura financeira e tributária internacional para apoiar os países da região na consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.











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