O descontentamento dos usuários de planos de saúde atingiu um novo patamar em 2023, com um crescimento de 49,7% nas reclamações nos primeiros dez meses do ano, revela a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). De acordo com a agência reguladora, tanto as queixas assistenciais quanto as não assistenciais superaram os índices dos últimos três anos, atingindo seu auge em agosto, com 36.799 notificações.
A predominância das reclamações relacionadas à assistência médica, representando 82,7% do total, evidencia questões cruciais nos serviços oferecidos pelos planos. A ANS também calcula o Índice Geral de Reclamações, um indicador que reflete a insatisfação dos usuários. Para os planos de assistência médica, esse índice alcançou 55,1 reclamações para cada 100 mil beneficiários, contrastando com os valores de 24,1 em 2020, 30,2 em 2021 e 36,8 em 2022.
Os planos odontológicos, embora com uma média de 1,3 reclamação para a mesma quantidade de beneficiários, mantiveram proporções semelhantes nos anos anteriores.
Outros dados
O Boletim Panorama – Saúde Suplementar da ANS revela que, em outubro de 2023, os planos de saúde abrangiam 50,9 milhões de usuários de assistência médica e 32,2 milhões de clientes de planos odontológicos. Esse aumento de 1,9% em relação a outubro de 2022 é, no entanto, impulsionado apenas pelos planos coletivos empresariais, que apresentaram um crescimento de 3,57%. Em contrapartida, os planos individuais registraram uma variação negativa de -1,30%, assim como os coletivos por adesão, que tiveram uma queda de -2,44%.
A ANS destaca também que, nos últimos cinco anos, cerca de 1,6% das mais de 11 milhões de internações anuais no âmbito do SUS ocorreram em pacientes cobertos por planos privados de saúde com assistência médica. Além disso, os atendimentos ambulatoriais, que totalizaram em média 26,6 milhões de procedimentos anuais no SUS, incluíram 4,3% identificados como prestados a beneficiários de planos de saúde.
*Com informações da Agência Brasil.











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