Na tarde desta segunda-feira (08/01/2023), a História do Brasil ganhou novos capítulos com a entrada dos Lanceiros Negros no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, uma honraria conquistada através da Lei 14.795/2024. Este grupo de homens escravizados, protagonistas na Guerra Civil Farroupilha ao lado dos revolucionários, foi reconhecido por suas habilidades excepcionais tanto na montaria quanto no manuseio de lanças, formando uma cavalaria única e eficiente. O jornalista Sionei Ricardo Leão, autor de “Kamba’race: afrodescendências no exército brasileiro”, destaca a surpreendente organização desse contingente, que desafia a concepção tradicional de uma cavalaria nobre.
A importância desse reconhecimento vai além da eficiência militar, atingindo a memória da região marcada pelo episódio do Massacre dos Porongos, onde cerca de 100 Lanceiros Negros foram traídos e fuzilados. Sionei ressalta que a homenagem é um ato de justiça àqueles que lutaram por liberdade, muitos dos quais foram enganados e permaneceram escravizados mesmo após o episódio.
Além dos Lanceiros Negros, o Livro de Aço também recebeu dois ilustres brasileiros: Luiz Gonzaga do Nascimento, o Rei do Baião, e Dorina de Gouvêa Nowill, educadora e filantropa que dedicou sua vida à acessibilidade e educação para pessoas cegas. Juntos, esses nomes agora se eternizam no memorial localizado no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, ao lado de outros ícones como Zumbi dos Palmares, Zilda Arns, Carlos Gomes e Chico Mendes.
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