Nesta quarta-feira (13/03/2024), a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) deu início à distribuição de bombas costais para auxiliar os agentes de endemias no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de Dengue, Zika e Chikungunya, em municípios do interior do estado. Um total de 250 equipamentos foi distribuído entre os nove Núcleos Regionais de Saúde, abrangendo áreas como Centro-Leste, Centro-Norte, Extremo-Sul, Leste, Nordeste, Norte, Oeste, Sudoeste e Sul. As regiões contempladas incluem Feira de Santana (43), Jacobina (23), Teixeira de Freitas (13), Salvador (28), Alagoinhas (20), Juazeiro (17), Barreiras (22), Vitória da Conquista (45) e Itabuna (39).
A Secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, ressaltou que essa entrega reforça as ações implementadas pelo Governo da Bahia para enfrentar a Dengue. Segundo ela, os equipamentos estão sendo retirados e distribuídos de acordo com a necessidade de cada localidade. O investimento total do governo na luta contra a Dengue ultrapassou os R$ 19 milhões e inclui a aquisição de novos carros de fumacê, distribuição de aproximadamente 12 mil kits para os agentes de Combate às Endemias, apoio para intensificação dos mutirões de limpeza com o auxílio das forças de segurança e emergência, além da compra de medicamentos e insumos.
Panorama da Dengue
A situação da Dengue na Bahia é alarmante, com 175 municípios em estado de epidemia, 67 em risco e 18 em alerta. Até o dia 9 de março de 2024, foram registrados 45.386 casos prováveis da doença, marcando um aumento de 307,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, houve uma redução de 17,5% nos casos prováveis de Chikungunya em comparação a 2023, enquanto os casos de Zika apresentaram um aumento de 38,2%.
Apesar do cenário preocupante, a Bahia mantém um dos menores índices de letalidade por Dengue no país, com uma taxa de aproximadamente 1,31%, em comparação à média nacional de 3,09%. A Sesab confirmou 12 óbitos por Dengue em diferentes cidades do estado até o momento, enquanto dois óbitos por Chikungunya foram registrados em 2024. Não houve registros de óbitos por Zika.











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