A ONU expressou nesta quinta-feira (14/03/2024) profunda preocupação com a segurança das operações humanitárias em Gaza após um novo incidente que matou seis palestinos e feriu 83 enquanto esperavam por ajuda. A agência da ONU para refugiados palestinos, Unrwa, classificou um plano israelense para evacuar 1,4 milhão de pessoas para “ilhas humanitárias” no norte do enclave como “apocalíptico”.
Ataques a armazéns e comboios
Na quinta-feira, seis palestinos foram mortos e 83 ficaram feridos em um ataque a um ponto de entrega de ajuda na Cidade de Gaza. O incidente ocorreu um dia após o bombardeio de um armazém da Unrwa em Rafah, que matou um funcionário e feriu 22.
O coordenador de Ajuda de Emergência da ONU, Martin Griffiths, questionou a viabilidade de manter as operações de ajuda em meio a “constantes ameaças” às equipes e suprimentos. Fotos do armazém bombardeado mostraram uma caixa de suprimentos coberta de sangue, mas a Unrwa disse que os danos aos alimentos foram mínimos.
Evacuação para “ilhas humanitárias” inviável
A Unrwa alertou que a proposta israelense de evacuar 1,4 milhão de palestinos de Rafah para “ilhas humanitárias” no norte de Gaza seria “apocalíptica”. A diretora de Comunicações da Unrwa, Juliette Touma, disse que “nenhum lugar é seguro” em Gaza e que o norte está “destruído, cheio de armas não detonadas e praticamente inabitável”.
Novas rotas de ajuda por mar e ar
Para aumentar o envio de ajuda, uma nova rota marítima humanitária está sendo criada. Um navio da ONG Open Arms, com 200 toneladas de suprimentos, está atracado ao largo da costa de Gaza aguardando a construção de um cais. Um plano separado envolve os militares dos EUA para entregar dois milhões de refeições por dia por navio.
Embora as novas rotas sejam bem-vindas, as agências da ONU alertam que elas não substituem os suprimentos transportados por terra. Um comboio de seis caminhões do Programa Mundial de Alimentos chegou ao norte de Gaza na terça-feira após ter acesso assegurado a um portão na cerca de segurança que separa o enclave de Israel.
Cinco meses de conflito
Já se passaram cinco meses desde o início dos intensos bombardeios em Gaza em resposta aos ataques terroristas liderados pelo Hamas que deixaram cerca de 1,2 mil mortos em Israel e mais de 250 reféns. A comunidade internacional pede o fim da guerra e a proteção das ações humanitárias em Gaza.







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