O programa Nova Indústria Brasil (NIB), lançado em janeiro deste ano pelo governo federal, foi o foco de uma audiência pública realizada na Comissão de Direitos Humanos (CDH) nesta quarta-feira (17/04/2024). Representantes do governo, da indústria, dos trabalhadores e senadores se reuniram para discutir as propostas, os obstáculos e os desafios enfrentados para o desenvolvimento industrial no país.
O NIB, resultado do trabalho conjunto do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), propõe investimentos de R$ 300 bilhões até 2026 no Plano mais Produção, buscando centralizar recursos em ações para impulsionar o setor.
O presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), destacou a importância da industrialização para o avanço econômico e social, além da geração de empregos em diversas áreas. Ele ressaltou que uma base industrial sólida pode contribuir significativamente para a redução do desemprego e o aumento do padrão de vida da população.
Por sua vez, a vice-presidente da CDH, senadora Zenaide Mais (PSD-RN), enfatizou a necessidade de diálogo entre a indústria e os trabalhadores, criticando o sistema financeiro por sua atuação no país.
A secretária-executiva do CNDI, Verena Hitner Barros, destacou que o programa NIB é uma política de desenvolvimento que requer o envolvimento de toda a sociedade para avançar. Ela salientou que a regulação e a infraestrutura da qualidade são aspectos importantes a serem considerados.
Para o assessor econômico da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Diogo Oliveira Santos, a política industrial deve ser uma preocupação permanente do governo, mas também deve ser abraçada por toda a população. Ele ressaltou a importância de enfrentar desafios como mudanças nas metas de inflação e no teto fiscal.
Representantes da indústria, como Samantha Ferreira e Cunha, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), destacaram a necessidade de uma política industrial moderna e eficaz para impulsionar a economia, enfrentando desafios como a baixa produtividade e o custo Brasil.
Por sua vez, representantes dos trabalhadores, como Assis Melo, da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), defenderam uma indústria forte como base para o desenvolvimento social, enfatizando a importância de empregos dignos e qualificados.
*Com informações da Agência Senado.









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