Deputado Carlos Geilson cobra do governador Jaques Wagner providências contra os efeitos da seca

Carlos Geilson: “É preciso que haja investimentos do governo federal, que o governador Jaques Wagner escute os produtores, sertanejos e ruralistas." (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Carlos Geilson: “É preciso que haja investimentos do governo federal, que o governador Jaques Wagner escute os produtores, sertanejos e ruralistas.” (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) – Jornal Grande Bahia)

O sertão baiano continua sofrendo os efeitos da pior seca dos últimos 40 anos. Na zona rural de Feira de Santana, por exemplo, o gado está morrendo. Em Ichu, que decretou estado de emergência, produtores acumulam perda no rebanho de corte em torno de 50%, na plantação de mandioca atingiu 80% e no sisal, 60%. O município também está prejudicado com a falta de carro pipa próprio, e a única empresa que presta o serviço cobra R$ 120,00 por viagem. Já em Irecê, as perdas na agricultura chegaram a 100%, em culturas como milho e feijão e mamona.

Esses dados foram apresentados pelo deputado estadual Carlos Geilson (PTN), que voltou a alertar, em pronunciamento na Assembleia Legislativa, sobre os danos causados pela estiagem no estado e cobrou previdências do governador Jaques Wagner. Ainda devido a seca, a produção de leite da Bahia já caiu aproximadamente 30% este ano, segundo cálculo do presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindileite), Paulo Cintra.

“É preciso que haja investimentos do governo federal, que o governador Jaques Wagner escute os produtores, sertanejos e ruralistas. O que a gente tem que desarmar, governador, é o palanque. Passou a eleição em Salvador, em Vitória da Conquista e a vida continua, a Bahia continua com os seus problemas, com a sua rotina de dificuldades e vossa excelência tem que estar na linha frente levando essa preocupação à presidente Dilma Rousseff , para ela se sensibilizar com a causa do sertanejo. É essa parceria que nós queremos”, frisou o parlamentar.

Água da chuva no período de trovoadas é usada para abastecer hotéis na capital soteropolitana

As águas das chuvas armazenadas no período de trovoadas na região do semiárido baiano estão sendo utilizadas para abastecer hotéis de Salvador. A denúncia é do vereador Marialvo Barreto .

Em discurso nesta terça-feira (30/10/2012) na Câmara, o petista disse que o fato ocorre nas proximidades das bacias dos rios Jacuípe e Paraguaçu, que estariam “arrecadando” água no semiárido para abastecer hotéis da capital.

“Águas das nossas trovadas do sertão estão abastecendo a capital para dar banho nos turistas, deixando de perenizar os rios”, critica.

Presidente da Comissão de Meio Ambiente, Direitos Humanos e Defesa do Consumidor na Câmara, Marialvo defende a perenização desses rios junto a algumas entidades, como o Comitê de Gestão de Bacia do Rio Paraguaçu.

“Eu fico triste com a letargia do poder público municipal ao deixar o homem do campo à míngua em Feira de Santana. A sorte destes moradores são as suas aposentadorias”, afirma o vereador.

Segundo ele, está sendo necessário pagar até R$ 200 para donos de carros-pipa abastecerem as famílias, “se não quiserem morrer de sede”.


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