A agência de classificação de riscos Moody’s anunciou nesta quarta-feira (01/05/2024) uma melhoria na perspectiva da nota de crédito do Brasil. Atualmente, o país detém o nível Ba2, indicando um risco relativamente alto para investimentos estrangeiros. Embora a instituição tenha mantido a nota, a mudança da avaliação de “estável” para “positiva” sugere uma possível elevação do rating em tempos futuros.
De acordo com informações do Tesouro Nacional, esta é a primeira alteração promovida pela Moody’s desde 2018, quando a perspectiva mudou de negativa para estável. Este movimento, segundo o Tesouro, reforça a trajetória positiva da nota de crédito desde 2023, corroborada pela elevação do rating pela Standard & Poor’s e pela Fitch. Essas três instituições são consideradas as mais conceituadas agências de riscos do mercado financeiro.
A perspectiva de alcançar o grau de investimento é considerada um marco significativo para os indicadores de estabilidade econômica do Brasil. O Tesouro Nacional ressaltou que, se efetivada, essa mudança colocaria o país a um degrau de distância desse status, o qual representa um atestado de confiança na capacidade do país em honrar suas dívidas públicas.
A classificação de risco concedida por agências estrangeiras é crucial para a confiança dos investidores internacionais na economia de uma nação. As notas atribuídas também influenciam diretamente nos juros dos títulos públicos, refletindo o custo para o governo acessar o dinheiro dos investidores. Além disso, as agências avaliam a capacidade das empresas de honrar seus compromissos financeiros por meio de suas próprias notas.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou em suas redes sociais que a revisão da Moody’s é o reconhecimento da melhoria das perspectivas econômicas brasileiras. Ele atribuiu esse avanço ao trabalho conjunto dos três Poderes, destacando o compromisso com os interesses nacionais acima de divergências passageiras.
A Moody’s destacou a melhoria na perspectiva de crescimento do Brasil, resultado de sucessivas reformas estruturais e salvaguardas institucionais. Entre essas reformas, a agência enfatizou a importância da reforma tributária em curso e da consolidação fiscal para garantir um ambiente de menor incerteza quanto às políticas públicas futuras.
Apesar da melhoria na perspectiva, a Moody’s ainda alertou para os riscos decorrentes do elevado nível de endividamento do Brasil. A agência ressaltou a importância da manutenção da credibilidade do arcabouço fiscal para reduzir incertezas sobre a trajetória fiscal do país.
O comunicado da agência também reconheceu a agenda de transição energética do governo, que busca atrair investimentos privados para projetos de energia limpa. Esta iniciativa, segundo o Tesouro Nacional, pode impulsionar ainda mais o crescimento econômico.
Em resposta, o Ministério da Fazenda reafirmou o compromisso do Brasil com uma trajetória fiscal sustentável. O objetivo é melhorar a arrecadação e conter o aumento das despesas, o que, segundo a pasta, levará à redução das taxas de juros, melhoria das condições de crédito e, consequentemente, ao estímulo aos investimentos públicos e privados, à geração de empregos e ao crescimento econômico e social do país.
*Com informações da Agência Brasil.










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