O cenário político britânico se agita com a dissolução do Parlamento nesta quinta-feira (30/05/2024), a apenas cinco semanas das eleições legislativas marcadas para 4 de julho. Os trabalhistas emergem como líderes das pesquisas, enquanto os conservadores lutam para recuperar terreno.
Após 14 anos na oposição, o Partido Trabalhista, sob a liderança de Keir Starmer, ex-advogado especializado em direitos humanos, parece estar em uma posição vantajosa para assumir o controle. Enquanto isso, o primeiro-ministro Rishi Sunak, do Partido Conservador, enfrenta dificuldades para reverter a maré das pesquisas desfavoráveis.
Sunak, um ex-banqueiro e ministro das Finanças, tem enfrentado uma campanha turbulenta, marcada por comparações irônicas com o naufrágio do Titanic após uma visita ao bairro Titanic de Belfast. Apesar de seus esforços, os conservadores continuam atrás nas pesquisas, com uma média de apenas 23% das intenções de voto, comparado aos 45% dos trabalhistas.
Uma nova fase da campanha se inicia com a dissolução do Parlamento eleito em 2019, após a vitória de Boris Johnson sobre Jeremy Corbyn. Com 650 assentos na Câmara dos Comuns agora vagos, a corrida pela sucessão está aberta, marcando o fim de uma era de domínio conservador que durou 14 anos.
No entanto, o êxodo sem precedentes de 129 deputados, incluindo 77 conservadores, indica um cenário de mudança profunda. Alguns abandonam a política devido à pressão do Brexit e aos escândalos políticos, enquanto outros buscam novas oportunidades ou mais tempo com suas famílias.
Enquanto isso, Rishi Sunak tenta ganhar terreno nos debates planejados com Keir Starmer, apresentando propostas como um serviço nacional para jovens de 18 anos e reduções de impostos para os aposentados. Os trabalhistas, por sua vez, exploram o descontentamento público com os conservadores, destacando disputas internas e problemas econômicos.
*Com informações da RFI.









Deixe um comentário