
Uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre a Bahiafarma e o grupo suíço Novartis foi aprovada, com o apoio do Ministério da Saúde, para a produção, na Bahia, dos medicamentos imunossupressores Micofenolato Sódico, utilizado em transplantes, e o Everolimo, usado no tratamento do câncer de mama, de útero, entre outros.
Tema de reunião entre o governador Jaques Wagner e o presidente do grupo no Brasil, Alexander Triebnigg, a parceria envolve transferência de tecnologia durante cinco anos, quando a Bahiafarma passará a produzir, de forma autônoma, os fármacos.
Segundo Triebnigg, a parceria é resultado da participação do governador, em 2010, de uma reunião do Conselho da Novartis. “Jaques Wagner fez uma palestra e ficou combinado que a empresa iria intensificar a cooperação com o Estado. Dois anos depois, o resultado é a celebração desta primeira transferência de tecnologia no Brasil, entre a Novartis e a Bahiafarma, para levar este medicamento aos pacientes do SUS [Sistema Único de Saúde] e para o desenvolvimento do Estado”.
Distribuição
O secretário da Saúde, Jorge Solla, disse que a parceria foi formalizada no âmbito do Plano Brasil Maior, iniciativa federal de incentivo à política industrial, tecnológica e de comércio exterior.
“Com este projeto, os medicamentos passam a ser produzidos no Brasil, por laboratórios oficiais, que durante algum tempo compartilham esta produção com laboratórios privados.”
Para Solla, as parcerias são importantes e se somam a duas, já formadas, com outra empresa, para transferência de tecnologia e ser a fornecedora de quatro medicamentos, a serem distribuídos em todo o país.
“Com a produção nacional, o medicamento vai chegar mais barato ao SUS, aumentando a distribuição e fortalecendo os laboratórios oficiais. A Bahiafarma, que estava fechada, agora volta a produzir medicamentos de alto valor agregado para o Brasil.”
A presidente da Bahiafarma, Julieta Palmeira, ressaltou a ampliação do acesso da população aos medicamentos. “Inovações e desenvolvimento de medicamentos devem ser democratizados e esta parceria representa a possibilidade de produzir dois medicamentos, que vão ter muito alcance, no Brasil, para pacientes transplantados e com câncer.”











Deixe um comentário