Oeste poderá se tornar importante bacia leiteira na Bahia

Com a garantia de produção de leite diferenciado, com qualidade premium, livre de resíduos de penicilina, anti-carrapaticida, e com rebanhosaudável e com alta produtividade, a fábrica neozelandesa, Leitíssimo, que  será inaugurada no dia 24 deste mês, no município de Jaborandi, região
Oeste do estado, já está certificada pelo estado. É o que garante o documento de inspeção expedido pela Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, Seagri, através da sua Agência de Defesa Agropecuária (Adab). A fábrica, voltada inicialmente para o abastecimento interno, terá capacidade de processamento de 150 mil litros de leite por dia.

Para acompanhar o início da fase de engarrafamento e comercialização do produto, estará presente na inauguração o ministro da Agricultura da Nova Zelândia, David Carter, conforme anunciou o embaixador da Nova Zelândia, Mark Trainor, em visita ao secretário da Agricultura em exercício, Eduardo Salles. Participou do encontro o assessor internacional do governador
Jaques Wagner, Alexandre Amissi.

A inauguração da fábrica é resultado de intenso trabalho e dedicação para o desenvolvimento de uma fazenda modelo na região Oeste, conhecida pelo bom desempenho no cultivo da soja, milho, café, algodão, entre outras culturas, e que deverá se tornar importante bacia leiteira, como ocorre em
Goiás e Minas Gerais.

COOPERAÇÃO

O embaixador Mark Trainor demonstrou, durante a visita, que seu País tem interesse em ampliar a parceria técnica com o governo baiano através da Seagri. Dentre as oportunidades mencionadas, estão a produção de sementes, melhoria genética de ovinos, manejo de pastagens e cercas elétricas. Na oportunidade, Salles apresentou as principais potencialidades do estado e incentivos para a atração de novos empreendimentos para a agropecuária baiana.

Segundo ele, a Bahia possui um dos maiores rebanhos do país, com 11 milhões de cabeças, mas a produção leiteira ainda é baixa. “Consumimos 1,5 bilhão de litros por ano e produzimos apenas 920 milhões de litros de leite. Com a implantação da Câmara Setorial do Leite estamos identificando
os principais gargalos e buscando o desenvolvimento sustentável para pecuária leiteira do estado”, declarou.

O secretário em exercício da Seagri também ressaltou que a agropecuária  baiana é responsável por 24% do Produto Interno Bruto do estado (PIB). Outro dado importante é que a pecuária é muito pulverizada na Bahia e que o segmento familiar tem um papel importante. “Os pequenos produtores
respondem por 50% da pecuária e se integram, em harmonia, com a agricultura empresarial em diversas áreas”.

A escolha da região Oeste da Bahia para a implantação do empreendimento se deve às boas  condições climáticas, além do baixo preço das terras. Os recursos naturais do clima, o relevo plano e levemente ondulado, a combinação de solos profundos e disponibilidade abundante de água com
modernas técnicas de adubação e irrigação, proporcionaram os elementos necessários para uma alta produtividade baseada em um sistema de produção de leite a pasto.

Vale ressaltar que a fazenda neozelandesa Leite Verde, onde está sediada a fábrica, preserva 20% das suas terras como área de reserva legal e outros em Reserva Particular do Patrimônio Natural ((RPPN) com o propósito de garantir a conservação de uma área com grande riqueza natural e
diversidade biológica.

*Com informações da Ascom/Seagri


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